sábado, 31 de dezembro de 2011

RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar um belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser, novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

ALZHEIMER: UMA MOLÉSTIA ESPIRITUAL?

Américo Marques Canhoto, médico especialista, casado, pai de quatro filhos.
Nasceu em Castelo de Mação, Santarém ,Portugal.

Médico da família desde 1978.
Atualmente, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto - Estado de São Paulo - BR.  Conheceu o Espiritismo em 1988.

Recebia pacientes que se diziam indicados por um médico: Dr. Eduardo Monteiro.

Procurando por este colega de profissão, descobriu que esse médico era um espírito, que lhe informou:
Alzheimer acima de tudo é uma moléstia que reflete o isolamento do espírito.

Queremos dividir com os leitores um pouco de algumas das observações pessoais a respeito dessa moléstia, fundamentadas em casos de consultório e na vida familiar - dois casos na família.

Achamos importante também analisar o problema dos 'cuidadores' do doente.

Além de trazer à discussão o problema da precocidade com que as coisas acontecem no momento atual. Se tudo está mais precoce, o que impede de doenças com possibilidade de surgirem lá pelos 65 anos de idade apareçam lá pela casa dos 50 ou até antes?

 Alerta

É incalculável o número de pessoas de todas as idades (até crianças) que já apresentam alterações de memória recente e de déficit de atenção (primeira fase da doença de Alzheimer).
Lógico que os motivos são o estilo de vida atual, estresse crônico, distúrbios do sono, medicamentos, estimulantes como a cafeína e outros etc.

Mas, quem garante que nosso estilo de vida vai mudar?
Então, quanto tempo o organismo suportará antes de começar a degenerar?
É possível que em breve tenhamos jovens com Alzheimer?

Alguns traços de personalidade das pessoas portadoras de Alzheimer

a) Costumam ser muito focadas em si mesmas.

b) Vivem em função das suas necessidades e das pessoas com as quais criam um processo de co-dependência e até de simbiose.

c) Seus objetivos de vida são limitados (em se tratando de evolução).

d) São de poucos amigos.

e) Gostam de viver isoladas.

f) Não ousam mudar.

g) Conservadoras até o limite.

h) Sua dieta é sempre a mesma.

 ) Criam para si uma rotina de 'ratinho de laboratório'.

j) São muito metódicas.

k) Costumam apresentar pensamentos circulares e idéias repetitivas bem antes da doença se caracterizar.

l) Cultivam manias e desenvolvem TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) com freqüência.

m) Teimosas, desconfiadas, não gostam de pensar.

n) Leitura os enfastia.

o) Não são chegadas em ajudar o próximo.

p) Avessas á prática de atividades físicas.

q) Facilmente entram em depressão.

r) Agressivas contidas.

s) Lidam mal com as frustrações que sempre tentam camuflar.

t) Não se engajam.

u) Apresentam distúrbios da sexualidade como impotência precoce e frigidez. 

v) Bloqueadas na afetividade e na sexualidade.
Algumas têm dificuldades em manifestar carinho, para elas um abraço, um beijo, um afago requer um esforço sobre-humano.


Gatilhos que costumam desencadear o processo


- Na atualidade, a parcela da população que corre mais risco são os que se aposentam - especialmente os que se aposentam cedo e não criam objetivos de vida de troca interativa em seqüência. Isolam-se.

- Adoram TV porque não os obriga a raciocinar, pois não gostam de pensar para não precisar fazer escolhas ou mudanças.

- Avarentos de afeto e carentes de trocas afetivas quando não podem vampirizar os parentes, deprimem-se escancarando as portas para a degeneração fisiológica e principalmente para os processos obsessivos.

Nessa situação degeneram com incrível rapidez, de uma hora para outra.

 Quer evitar tornar-se um Alzheimer?

Torne sua vida produtiva, pratique sem cessar o perdão e a caridade com muito esforço e inteligência.

Muito mais há para ser analisado e discutido sobre este problema evolutivo que promete nos visitar cada dia mais precocemente...

Espero que esta pequena lição que o Dr. Américo nós proporcionou em sua palestra nós sirva para podermos ajudar pessoas com este mal.



Américo Marques Canhoto, médico português. 


Fonte:  http://saintgermanchamavioleta.blogspot.com

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

APRENDA A LIDAR COM SUAS ENERGIAS

Se sua vida vai mal, procure prestar atenção em seus pensamentos!
Hoje, ao invés de responder perguntas, resolvi conversar com você sobre o mundo das energias. Nos últimos tempos, você tem ouvido muita gente falar sobre energias. Existem as que são agradáveis e as que nos causam mal-estar, como calafrios, palpitação, raiva, medo, falta de ar, enjoo, dores de cabeça e na nuca, cansaço e tontura. Essas sensações chegam do nada, de repente. Você procura um médico, mas ele não encontra causa física. Isso porque captou energias de alguém, encarnado ou não.
Como livrar-se disso? Controlando seus pensamentos. Os ruins atraem energias equivalentes eles provocam sintomas de doenças que, com o tempo, podem minar a saúde. Além disso, tudo começa a dar errado em todos os setores da vida de quem exala energias negativas.
Se sua vida vai mal, procure prestar atenção em seus pensamentos. Há pessoas viciadas em tristeza, queixa, maledicência e malícia. Elas olham todos os acontecimentos em sua vida e na dos outros sob essas óticas. A autoimagem negativa cria um conflito interno doloroso e faz com que se viva nos extremos. Em um momento, a pessoa se julga maravilhosa; em outro, acredita não ser nada. São papéis usados para fugir do sofrimento, mas em nenhum deles existe forma de se sentir bem: ou porque não crê que seja excelente ou porque se deprime. Pare para pensar e responda: em qual dessas situações você se coloca?
Você não precisa continuar a passar por isso. Está em suas mãos a chance de sair desse sofrimento. Em certos casos, a pessoa pode precisar de ajuda espiritual e de um terapeuta. Se você confiar em sua própria força, sentindo a presença de Deus e da luz dentro do seu coração, logo sentirá que a inspiração divina começará a lhe sugerir novas ideias. Elas a ajudarão a vencer essa luta gradativamente. O hábito de deixar os pensamentos de amor, de entendimento, de bondade e de carinho fluírem do coração, além de aumentar a sensibilidade de enxergar a beleza a sua volta, eleva o espírito. Cultive a alegria de viver! Ela é o tônico da alma: fortalece e manda embora todas as energias negativas e impede que você as capte dos outros. Faça isso! Vale a pena se esforçar para renovar as próprias energias. Logo perceberá os benefícios.
Você é a única responsável por tudo o que acontece em sua vida. O lugar onde está é o lugar onde você se põe. Ninguém a conduziu até ele: você mesma fez isso, através de crenças e pensamentos errados. Só você pode sair daí! Se não está satisfeita com sua vida, experimente renovar seus pensamentos. Se não reconhecer sua responsabilidade pelos acontecimentos de sua vida, analisar as causas olhando seu mundo interior e mudar para melhor, tudo vai continuar exatamente como está.
Lembre-se bem disso: o bem atrai o bem e o mal atrai o mal. É simples e fácil. Praticar o bem exige discernimento. Quantas vezes pensou que estava fazendo um bem e obteve um resultado ruim? Quantas vezes ajudou uma pessoa e ela abusou? Quantas vezes não quis dizer um não, julgando que iria magoar, e se arrependeu? Há momentos em que um não dito no momento certo pode fazer um grande bem.  O bem maior é tudo o que você faz em prol do espírito da pessoa, dividindo com ela seus conhecimentos, ensinando-lhe uma profissão ou lhe dando autonomia para cuidar de si mesma, sem fazer por ela o que ela mesma pode fazer. O bem maior também está em dizer sim ou não conforme a necessidade dela naquele momento.
Viemos ao mundo para desenvolver nossa própria força. Não podemos impedir ninguém de progredir fazendo por essa pessoa o que lhe compete.

Por: Zibia Gasparetto.




 Fonte:http://nadarealpodeserameacado.blogspot.com


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

ORAÇÃO DO LÓTUS

Senhor, ilumina a minh’alma.

Elimine as dúvidas que cerceiam a minha mente, os sentimentos de fracasso e de culpa, que questionam o meu caminho, libertando o meu ser;

Orienta-me diante das dificuldades e obstáculos, que às vezes parecem intransponíveis.

Dai-me luz, força, esperança e a certeza de seguir a trilha do despertar.

Que os meus ideais,correspondam aos ideais do amor.

Que os meus pensamentos,sejam como as Flores de Lótus - que nascem e se desenvolvem puras, apesar de crescerem no lodo.

Que as minhas atitudes,sejam norteadas pela retidão, e meus relacionamentos,tenham como essência a Compreensão.

Que as minhas reflexões,permitam-me o exercício da humildade.

Que a minha consciência, de tão límpida,possa refletir o esplendor da Luz sobre a Vida.

Senhor, quando cansado, eu sucumbir de joelhos,estenda-me as mãos do entendimento, para que eu possa me reerguer,amenizando assim, a minha dor,através da compreensão;

Que eu consiga então,continuar a seguir o caminho trilhado por vós,apesar dos vários desvios;  Que eu continue a andar,apesar das pedras machucarem-me os pés;

Que eu possa seguir semeando e cultivando, para que o amor brote nos corações das pessoas,e a vida encontre o seu significado;

Que possamos aprender definitivamente,que a tão almejada felicidade e realização, não vem pelo poder, prazer ou pela ausência de dor,mas sim pelo exercício do amor, do verdadeiro amor.

Perdoa-me Senhor pelas minhas falhas.

Porém, tenho a certeza de que falharei,e falharei novamente, pois as falhas fazem parte dos acertos, e o aperfeiçoamento pessoal é laborioso e difícil, pois entendo, que o Homem Consciente não nasce bom, ele se torna bom.

Tenho a convicção de que a verdade presente no meu coração é fruto do espírito puro que brotaste em mim.

E que minhas ações, sejam elas enormes ou ínfimas, simples ou complexas, aparentes ou somente supostas,são o retrato daquilo que busco expressar da essência da minh’alma.

Perdoa-me Senhor, por não conseguir ainda completar a realização mais nobre dos meus propósitos e ideais.

Perdoa-me em certas ocasiões, onde me perdi diante das minhas próprias ilusões.

A minha mente, parecia desenhar o por vir, e por excesso de presunção esqueci da minha própria insignificância. 

Não cabe a mim, querer planejar ou controlar o futuro, mas somente utilizar melhor o meu presente contribuindo para um futuro melhor.

Certamente a experiência me mostrará como obter melhor proveito do meu livre arbítrio.

Obrigado finalmente Senhor,pois encerro aqui, mais uma fase de crescimento.

Às vezes dura, quando percebo às minhas limitações, e daqueles que me cercam.

Às vezes sublime, quando sinto toda a energia que parece querer transpor o meu próprio ser, e que representa a centelha divina de vida que habita o meu corpo e ilumina o meu viver.


AMÉM 


Fonte:http://saintgermanchamavioleta.blogspot.com

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

AS SEIS ESTROFES DA ILUMINAÇÃO

Não sou audição, nem paladar, nem olfato nem visão.
Não sou espaço nem terra; não sou fogo nem ar.
Minha natureza é consciência e plenitude. Sou Ser, sou Ser.

Não sou o que se conhece como prāṇa nem os cinco alentos;
nem os sete elementos do corpo físico, nem os cinco kośas.
Não sou fala, nem mãos ou pés; nem sexo nem eliminação.
Minha natureza é consciência e plenitude. Sou Ser, sou Ser.

Não tenho apego nem aversão; nem ambição, nem ilusão;
orgulho e inveja não são meus; não tenho deveres,
nem objetivos, nem desejos, nem busco a libertação.
Minha natureza é consciência e plenitude. Sou Ser, sou Ser.

Não sou virtude nem ação errônea; nem alegria nem sofrimento;
nem mantras nem lugares sagrados; nem escrituras nem rituais;
não sou prazer nem o que produz prazer, nem o desfrutador.
Minha natureza é consciência e plenitude. Sou Ser, sou Ser.

Não sou morte nem medo; não tenho classe social;
nem pai, nem mãe, nem nascimento são meus;
não tenho parentes nem amigos; nem mestre nem discípulos.
Minha natureza é consciência e plenitude. Sou Ser, sou Ser.

Sou livre de pensamentos. Sou livre de estrutura e forma;
Estou conectado com os sentidos, pois permeio o existente.
Não sou apegado nem condicionado, nem [busco a] liberdade.
Minha natureza é consciência e plenitude. Sou Ser, sou Ser.

Adi Shankaracharya


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A FAXINA

Estava precisando fazer uma faxina em mim...
Jogar fora alguns pensamentos indesejados,
Tirar o pó de uns sonhos,
Lavar alguns desejos que estavam enferrujando.....

Tirei do fundo das gavetas lembranças que não uso e não quero mais.
Joguei fora ilusões, papéis de presente que nunca usei, sorrisos que nunca darei...
Joguei fora a raiva e o rancor nas flores murchas
Guardadas num livro que não li.

Peguei meus sorrisos futuros e alegrias pretendidas e as coloquei num cantinho, bem arrumadinhas.
Fiquei sem paciência!
Tirei tudo de dentro do armário e fui jogando no chão:
Paixões escondidas, desejos reprimidos, palavras horríveis que nunca queria ter dito, mágoas de uma amiga
sem gratidão, lembranças de um dia triste...

Mas lá havia outras coisas... belas!!!
Uma lua cor de prata...os abraços....
Aquela gargalhada no cinema, o primeiro beijo....
O pôr do sol.... uma noite de amor .

Encantada e me distraindo, fiquei olhando aquelas lembranças.
Sentei no chão,
Joguei direto no saco de lixo os restos de um amor que me magoou.

Peguei as palavras de raiva e de dor que estavam na prateleira de cima -

Pois quase não as uso - e também joguei fora!

Outras coisas que ainda me magoam, coloquei num canto para depois ver o que
fazer, se as esqueço ou se vão pro lixo. 
Revirei aquela gaveta onde se guarda tudo de importante: amor, alegria, sorrisos, fé…..
Como foi bom!!!

Recolhi com carinho o amor encontrado, dobrei direitinho os desejos, perfumei na esperança, passei um paninho nas minhas metas e deixei-as à mostra.

Coloquei nas gavetas de baixo lembranças da infância; em cima, as de minha juventude, e... pendurado bem à minha frente, coloquei a minha capacidade de amar... e de recomeçar...

Martha Medeiros 


Fonte:http://saintgermanchamavioleta.blogspot.com


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

DEUS SEGUNDO SPINOZA

“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo  mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.

Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.

Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.

O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro!

Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?
 
Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.
 Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?

Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti. Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.

Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro.

Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.

Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei.

 E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?

Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.

Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja?
Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam. Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.

Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações?

Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que estou, batendo em ti."
 
Baruch Spinoza


Fonte:http://venturaana.blogspot.com

sábado, 17 de dezembro de 2011

VOCÊ É MEU AMIGO?

Se você é meu amigo de verdade,da forma pura que exige uma boa amizade...
Se gosta de mim, apesar dos meus defeitos,
Se partilha comigo deveres e direitos...

Não se cale quando presenciar meu erro!
Isso levaria nossa amizade ao desterro.
Mas aponte meus erros apenas para mim,não será correto, se não for assim...

Se você é de fato meu amigo...
Não precisa estar sempre comigo,mas quando estiver, ouça-me, por favor!
Fale também.
Só assim a amizade tem valor.

Se puder me compreender, será tão bom!
Mas se acaso não puder, não mude o tom.
Apenas me diga isso, sinceramente.
Não deixe que eu descubra de repente...

Se você é meu amigo... eu conto com o seu amor,nas horas vazias de alegria e tão cheias de dor!
Mas venha também, partilhar o riso e o querer bem,quando a tempestade passar, e diremos juntos:- Amém!

Se algum dia eu for insensível, reclame.
Não fique em silêncio, por mais que me ame.
Se eu falhar com você, quando mais precisar,pode ter sido um mau dia, tente perdoar...

Se for meu amigo, nunca se deixe tomar pelo casuísmo!
Aponte-me, por favor, meu egoísmo, egocentrismo,e todos os ismos que nos tornam tão desagradáveis,pelos quais ficamos cada vez mais sós... intragáveis.

E se algum dia quiser partir... vá em paz!
Da sua felicidade, só você é capaz.
E o verdadeiro amigo, preserva a liberdade.
Ciúme nunca é bem-vindo, menos ainda na amizade.

Mas não se vá, antes de me dar um abraço...
Não me deixe apreensiva sem saber o que faço.
Tampouco desolada, diante do computador,sem saber se o feri, se lhe causei alguma dor.

Se for capaz de tudo isso, sem sofrer,
Então sim, estamos perto de saber...
Eu posso lhe perguntar sem medo do que vai ser:
- Você é meu amigo?


Tere Penhabe 

Fonte:http://saintgermanchamavioleta.blogspot.com

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O PERFUME DO RIO

Eu estava na praia quando caiu o temporal. Era um meio de tarde, não mais de quatro horas, e lembro-me de que estava deitada de frente para o mar do Leblon, lendo. De repente, senti uma chicotada nas costas. A areia me fustigou com tal violência que a revista me foi arrancada das mãos. Tapei os olhos, esperando que a ventania passasse. Mas não passou. Depois de me levantar com dificuldade, enquanto o vento me empurrava em direção ao mar, recolhi minhas coisas como pude e virei-me em direção à rua – justamente de onde vinha o vento. Enfrentei-o, caminhando quase agachada e ouvindo a algazarra dos banhistas que, sem exceção, corriam para se abrigar.
Num brevíssimo intervalo entre duas lufadas, olhei para cima. O céu, por trás dos prédios, era de um negro profundo, parecia saído de um filme de ficção científica. Um raio e um trovão simultâneos me fizeram baixar a vista e apertar o passo.
Não tinha ainda alcançado o outro lado da Delfim Moreira quando a chuva caiu. Uma chuva desalmada, de instintos assassinos, que me ensopou em segundos.
Corri para uma das ruas transversais, procurando abrigo. A rua estava deserta, ninguém à vista. Nem qualquer lugar que pudesse me servir de refúgio. No Rio, os prédios se cercaram todos de grades de ferro e suas marquises ficaram para além das lanças pontiagudas, em território proibido. Já não servem a ninguém em dia de chuva.
Eu estava a poucos quarteirões de casa, mas água e vento me batiam com tamanha violência que eu mal podia caminhar. Não havia alternativa a não ser parar em algum lugar e esperar passar a tormenta. Lembrei-me, então, do pequeno largo, um recuo, do lado direito da rua, que imaginei abrigado, senão da chuva, pelo menos da força do vento. Ainda com dificuldade e sentindo a água me açoitar as costas nuas, caminhei até lá.
O largo, cercado de prédios baixos e amendoeiras, me acolheu. De fato, ali ventava menos. Tremendo de frio e susto, esperei que a chuva passasse, encostada ao muro de um prédio antigo, cujas pedras ainda emanavam o calor da tarde. Abraçada à minha bolsa de lona, tão molhada quanto eu, fiquei ali, pensando em toda sorte de histórias sobre raios fulminantes.
Foram muitos minutos até que a tormenta recuasse. Mas, quando isso aconteceu, foi como se o mundo emergisse de uma paixão avassaladora e respirasse, salvo. Fechei os olhos.
E foi então que o cheiro das amendoeiras me invadiu.
Um cheiro ácido, verde, úmido – a alma das árvores delas se desprendendo, leve e lavada. Um aroma que a chuva acentuara, sem dúvida, mas que eu reconheci porque já o sentira antes, muitas vezes, sem que disso me desse conta. Agora ele estava apenas mais forte, mas a verdade é que sempre estivera lá. O cheiro das amendoeiras.
É esse o perfume do Rio.
 Heloisa Seixas
Fonte:http://cultcarioca.blogspot.com

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

ENSAIO SOBRE AMIZADE

Que qualidade primeira a gente deve esperar de alguém com quem pretende um relacionamento? Perguntou-me o jovem jornalista, e lhe respondi: aquelas que se esperaria do melhor amigo. O resto, é claro, seriam os ingredientes da paixão, que vão além da amizade. Mas a base estaria ali: na confiança, na alegria de estar junto, no respeito, na admiração. Na tranqüilidade. 
Em não poder imaginar a vida sem aquela pessoa. Em algo além de todos os nossos limites e desastres.
Talvez seja um bom critério. Não digo de escolha, pois amor é instinto e intuição, mas uma dessas opções mais profundas,arcaicas, que a gente faz até sem saber, para ser feliz ou para se destruir. 
Eu não quereria como parceiro de vida quem não pudesse querer como amigo. E amigos fazem parte de meus alicerces emocionais: são um dos ganhos que a passagem do tempo me concedeu. 
Falo daquela pessoa para quem posso telefonar, não importa onde ela esteja nem a hora do dia ou da madrugada, e dizer: “Estou mal, preciso de você”. E ele ou ela estará comigo pegando um carro, um avião, correndo alguns quarteirões a pé, ou simplesmente ficando ao telefone o tempo necessário para que eu me recupere, me reencontre, me reaprume, não me mate, seja lá o que for.
Mais reservada do que expansiva num primeiro momento, mais para tímida, tive sempre muitos conhecidos e poucas, mas reais, amizades de verdade, dessas que formam, com a família, o chão sobre o qual a gente sabe que pode caminhar.
Sem elas, eu provavelmente nem estaria aqui. Falo daquelas amizades para as quais eu sou apenas eu, uma pessoa com manias e brincadeiras, eventuais tristezas, erros e acertos, os anos de chumbo e uma generosa parte de ganhos nesta vida.
Para eles não sou escritora, muito menos conhecida de público algum: sou gente.

A amizade é um meio-amor, sem algumas das vantagens dele mas sem o ônus do ciúme – o que é, cá entre nós, uma bela vantagem. 
Ser amigo é rir junto, é dar o ombro para chorar,é poder criticar (com carinho, por favor), é poder apresentar namorado ou namorada, é poder aparecer de chinelo de dedo ou roupão, é poder até brigar e voltar um minuto depois, sem ter de dar explicação nenhuma.
Amiga é aquela a quem se pode ligar quando a gente está com febre e não quer sair para pegar as crianças na chuva: a amiga vai, e pega junto com as dela ou até mesmo se nem tem criança naquele colégio.
Amigo é aquele a quem a gente recorre quando se angustia demais, e ele chega confortando, chamando de “minha gatona” mesmo que a gente esteja um trapo. 

Amigo, amiga, é um dom incrível, isso eu soube desde cedo, e não viveria sem eles. Conheci uma senhora que se vangloriava de não precisar de amigos: “Tenho meu marido e meus filhos, e isso me basta”. O marido morreu, os filhos seguiram sua vida, e ela ficou num deserto sem oásis, injuriada como se o destino tivesse lhe pregado uma peça. Mais de uma vez se queixou, e nunca tive coragem de lhe dizer, àquela altura, que a vida é uma construção, também a vida afetiva. 
E que amigos não nascem do nada como frutos do acaso: são cultivados com… amizade. Sem esforço, sem adubos especiais, sem método nem aflição: crescendo como crescem as árvores e as crianças quando não lhes faltam nem luz nem espaço nem afeto.
Quando em certo período o destino havia aparentemente tirado de baixo de mim todos os tapetes e perdi o prumo, o rumo, o sentido de tudo, foram amigos, amigas, e meus filhos, jovens adultos já revelados amigos, que seguraram as pontas.
E eram pontas ásperas aquelas. Agüentei, persisti, e continuei amando a vida, as pessoas e a mim mesma (como meu amado amigo Erico Veríssimo, “eu me amo, mas não me admiro”) o suficiente para não ficar amarga. Pois, além de acreditar no mistério de tudo o que nos acontece, eu tinha aqueles amigos.
Com eles, sem grandes conversas nem palavras explícitas, aprendi solidariedade, simplicidade, honestidade, e carinho.
Nesta página, hoje, sem razão especial nem data marcada, estou homenageando aqueles, aquelas, que têm estado comigo seja como for, para o que der e vier, mesmo quando estou cansada, estou burra, estou irritada ou desatinada, pois às vezes eu sou tudo isso, ah!, sim. 

E o bom mesmo é que na amizade, se verdadeira, a gente não precisa se sacrificar nem compreender nem perdoar nem fazer malabarismos sexuais nem inventar desculpas nem esconder rugas ou tristezas.
A gente pode simplesmente ser: que alívio, neste mundo complicado e desanimador, deslumbrante e terrível, fantástico e cansativo. 
Pois o verdadeiro amigo é confiável e estimulante, engraçado e grave, às vezes irritante; pode se afastar, mas sabemos que retorna; ele nos agüenta e nos chama, nos dá impulso e abrigo, e nos faz ser melhores: como o verdadeiro amor.

Lya Luft

 Fonte:http://padmashanti.blogspot.com






terça-feira, 13 de dezembro de 2011

VALORIZAÇÃO PESSOAL

Quando eu não me respeito, não sou eu quem escolhe o que vou receber,eu me sujeito ao que vier.
 
É como um mendigo que estende a mão, o que derem será bem-vindo.

Quando eu não me valorizo,fico sujeito a análise dos outros,a opinião de "qualquer um" importa,eu fico preso ao que os outros acham, e não saio do lugar.

Quando eu valorizo demais uma pessoa,por mais que eu acredite que é amor,é apenas uma transferência, um medo de viver,que acaba virando medo de perder.

Não se iluda!

Se você não se respeitar, não vai se valorizar.

Respeitar-se é saber dos defeitos, mas mostrar às qualidades.

É dar dignidade para o que você faz,fazer bem feito, não importa o que seja.

O melhor cafézinho, a melhor obra de engenharia,a melhor sessão de psicanálise, o bolo mais gostoso,a aula mais proveitosa, a roupa mais branca,a varrição de rua perfeita, a administração nota 10.

Renove-se

A vida pode ser colorida sim!

Depende apenas dos seus olhos!

O emprego pode ser o mesmo, mas você mudou,e tudo vai mudar, até o chefe carrasco,
afinal de contas, nada, nada resiste ao amor.

Amor próprio é fundamental!

 

Paulo Roberto Gaefke 


Fonte:http://saintgermanchamavioleta.blogspot.com

domingo, 11 de dezembro de 2011

MAMÃE NOEL

Sabe por que Papai Noel não existe? 

Porque é homem. Dá para acreditar que um homem vai se preocupar em escolher o presente de cada pessoa da família, ele que nem compra as próprias meias? 

Que vai carregar nas costas um saco pesadíssimo, ele que reclama até para colocar o lixo no corredor? 

Que toparia usar vermelho dos pés à cabeça, ele que só abandonou o marrom depois que conheceu o azul-marinho? 

Que andaria num trenó puxado por renas, sem ar-condicionado, direção hidráulica e air-bag? 

Que pagaria o mico de descer por uma chaminé para receber em troca o sorriso das criancinhas? 

Ele não faria isso nem pelo sorriso da Luana Piovani! 

Mamãe Noel, sim, existe.

Quem é a melhor amiga do Molocoton, quem sabe a diferença entre a Mulan e a Esmeralda, quem conhece o nome de todas as Chiquititas, quem merecia ser sócia-majoritária da Superfestas? Não é o bom velhinho.

Quem coloca guirlandas nas portas, velas perfumadas nos castiçais, arranjos e flores vermelhas pela casa? 

Quem monta a árvore de Natal, harmonizando bolas, anjos, fitas e luzinhas, e deixando tudo combinando com o sofá e os tapetes? E quem desmonta essa parafernália toda no dia 6 de janeiro?Papai Noel ainda está de ressaca no Dia de Reis. 

Quem enche a geladeira de cerveja, coca-cola e champanhe? 

Quem providencia o peru, o arroz à grega, o sarrabulho, as castanhas, o musse de atum, as lentilhas, os guardanapinhos decorados, os cálices lavadinhos, a toalha bem passada e ainda lembra de deixar algum disco meloso à mão?

Quem lembra de dar uma lembrancinha para o zelador, o porteiro, o carteiro, o entregador de jornal, o cabeleireiro, a diarista? 

Quem compra o presente do amigo-secreto do escritório do Papai Noel? Deveria ser o próprio, tão magnânimo, mas ele não tem tempo para essas coisas. Anda muito requisitado como garoto-propaganda.

Enquanto Papai Noel distribui beijos e pirulitos, bem acomodado em seu trono no shopping, quem entra em todas as lojas, pesquisa todos os preços, carrega sacolas, confere listas, lembra da sogra, do sogro, dos cunhados, dos irmãos, entra no cheque especial, deixa o carro no sol e chega em casa sofrendo porque comprou os mesmos presentes do ano passado?

Por trás do protagonista desse megaevento chamado Natal existe alguém em quem todos deveriam acreditar mais.

 Martha Medeiros 

 Fonte:http://cultcarioca.blogspot.com

sábado, 10 de dezembro de 2011

CONSTRUÇÃO DA FELICIDADE

Não há no mundo quem não deseje uma vida de felicidades. Sonhamos e desejamos que nossos dias sejam de alegrias intensas e plenas.
Anelamos que o sorriso nos venha fácil, que os dias nos sejam leves e que seja de venturas o nosso caminhar.
É natural que assim seja. Somos seres fadados à felicidade e esse é o sentimento que encontra na alma os mais profundos significados.
Porém, na ânsia da felicidade, imaginamos que temos que buscá-la em algum ponto, que a encontraremos em algum momento, que a atingiremos em um dia determinado.
Lembramos o soneto do poeta Vicente de Carvalho que afirma que a felicidade é uma árvore de dourados pomos, porém que não a alcançamos, porque sempre está onde a pomos e nunca a pomos onde nós estamos.
Ao imaginar a felicidade como uma meta a alcançar nos esquecemos que, na verdade, a felicidade é caminho a se traçar, é trilha a se percorrer, é história a se construir.
Quando imaginamos que a felicidade chegará um dia, perdemo-nos nos dias e não enxergamos a felicidade que nos chega.
Ou não será felicidade poder deparar-se com um pôr-de-sol tingindo de vermelho um céu que há pouco era de um azul profundo? Há tantos que desejariam ver um pôr-de-sol...
Quanta felicidade pode haver em escutar as primeiras palavras de um filho, uma declaração de amor de quem queremos bem, ou ainda, o assovio do vento chacoalhando suave as folhas da árvore? Há tantos que nada escutam, nem ouvem ou percebem...
Como somos felizes por poder pensar, criar, sonhar e, num piscar de olhos, viajar no mundo e no espaço, conduzidos pela imaginação, guiados pela mente! São tantos que permanecem carcereiros de si mesmos em suas distonias mentais, nos desequilíbrios emocionais...
Preocupamo-nos tanto em buscar a felicidade, que nos esquecemos que já temos motivos de sobra para sermos felizes.
E, efetivamente, não nos damos conta que a felicidade não está em chegar, mas que ela mora no próprio caminhar.
Ser feliz é ter o olhar de gratidão perante a vida, de entendimento do seu propósito, da percepção de que ela se mostra sempre generosa a cada um de nós.
Ser feliz não é negar que na vida também haverá embates, lutas e desafios cotidianos. Afinal, esses são componentes de nosso viver e, naturalmente, podem trazer dificuldades e dissabores.
Porém, ser feliz é também perceber que os embates produzem amadurecimento, que as lutas nos fazem mais fortes e nos oferecem aprendizado.
Assim, de forma alguma vale a pena ficarmos esperando o dia em que nossa felicidade se completará.
Ser feliz é compromisso para hoje, que se inicia pelo olhar para as coisas do mundo, passa pelo coração em forma de reconhecimento pelos presentes que nos chegam, completa-se em gratidão, oferecendo à vida o que ela nos dá em abundância.

Redação do Momento Espírita.

Fonte:http://wagnerdeluca.blogspot.com

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A VIDA ENSINA

Se você pensa que sabe; que a vida lhe mostre o quanto não sabe.

Se você é muito simpático mas leva meia hora para concluir seu pensamento; que a vida lhe ensine que explica melhor o seu problema, aquele que começa pelo fim.

Se você faz exames demais; que a vida lhe ensine que doença é como esposa ciumenta: se procurar demais, acaba achando. Se você pensa que os outros é que sempre são isso ou aquilo; que a vida lhe ensine a olhar mais para você mesmo.

Se você pensa que viver é horizontal, unitário, definido, monobloco; que a vida lhe ensine a aceitar o conflito como condição lúdica da existência.Tanto mais lúdica quanto mais complexa.

Tanto mais complexa quanto mais consciente.Tanto mais consciente quanto mais difícil.Tanto mais difícil quanto mais grandiosa. 

Se você pensa que disponibilidade com paz não é felicidade; que a vida lhe ensine a aproveitar os raros momentos em que ela (a paz) surge.

Que a vida ensine a cada menino a seguir o cristal que leva dentro, sua bússola existencial não revelada, sua percepção não verbalizável das coisas, sua capacidade de prosseguir com o que lhe é peculiar e próprio, por mais que pareçam úteis e eficazes as coisas que a ele, no fundo, não soam como tais, embora façam aparente sentido e se apresentem tão sedutoras quanto enganosas. 

Que a vida nos ensine, a todos, a nunca dizer as verdades na hora da raiva.

Que desta aproveitemos apenas a forma direta e lúcida pela qual as verdades se nos revelam por seu intermédio; mas para dizê-las depois. 

Que a vida ensine que tão ou mais difícil do que ter razão, é saber tê-la. 

Que aquele garoto que não come, coma.

Que aquele que mata, não mate. 
Que aquela timidez do pobre passe.

Que a moça esforçada se forme. Que o jovem jovie.

Que o velho velhe. Que a moça moce. Que a luz luza. Que a paz paze.
Que o som soe. Que a mãe manhe. Que o pai paie. Que o sol sole. Que o filho filhe. Que a árvore arvore.
Que o ninho aninhe. Que o mar mare. Que a cor core. Que o abraço abrace. Que o perdão perdoe.
Que tudo vire verbo e verbe. Verde. Como a esperança. Pois, do jeito que o mundo vai, dá vontade de apagar e começar tudo de novo. A vida é substantiva, nós é que somos adjetivos.

ARTHUR DA TÁVOLA

 Fonte:http://cultcarioca.blogspot.com

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

GRATIDÃO 1

Eu sou muito grata por…"

… "todas as bênçãos MARAVILHOSAS que recebi (e recebo diariamente) por toda a minha existência! Por eu Ser no aqui e ‘agora’, e ter meu coração transbordando de Amor! O Amor (a única Realidade) é feito magia, quanto mais se doa, mais milagrosamente se tem para dar. E quanto mais oferecemos, mais ainda recebemos também!


Sou grata, por todos os que já passaram pela minha vida! TODOS sem distinção, contribuíram com meu crescimento interno, minha evolução, amadurecimento e auto-percepção neste processo contínuo.


Sou grata por ter perdoado todos aqueles que de alguma forma me magoaram no passado, e àqueles aos quais pedi perdão por um dia tê-los magoado também, consciente ou inconscientemente.

Sou grata por todas as pessoas MARAVILHOSAS que estão chegando à minha vida neste momento planetário tão único e importante em toda a História da Humanidade terrena. Pelas pessoas que tenho atraído, vejo o quanto cresci, o quanto hoje, também sou alguém melhor, mesmo que ainda tenha muito trabalho interno pela frente.


Sou grata por ter seguido e trilhado, o caminho que me foi ‘apontado’ e por ter me encontrado em minha Essência Divina. E muuuuito grata “Àquele” que me apontou o caminho e hoje vibra pleno com a minha felicidade! Sim, pois hoje EU SOU e não mais ESTOU!


Sou grata pelo Amor e Amizades sinceras (com A maiúsculo mesmo) conquistadas ao longo do ‘tempo’ remoto… , pelas amizades que tenho reencontrado no caminho e pelas que estão chegando agora.


Sou infinitamente grata, a todos os Amigos ‘’físicos’’ e ‘’não físicos’’,… os amigos do ‘lado de lá’ e os do ‘lado de cá’.


Sou grata à minha Divina Essência e ao Deus em mim,… em meu Coração…

Sou grata ao meu grande ‘Amor Sem Fronteiras’, que tenho a certeza, está vindo das ‘estrelas’ mais uma vez, para me reencontrar… e a qualquer momento, vai chegar.

Sou grata por tudo o que ‘tenho’, por tudo o que sei (e o que nem sei) que vou ‘ter’, em todo âmbito de minha vida e de meu Ser.


Pelo despertar interno, mesmo sabendo que quanto mais eu aprendo, mais eu vejo o quanto ainda não sei nada…

Por tudo, a tudo, a todos… Sou e serei, eternamente grata!!!
 

autor desconhecido.

Fonte:http://dharmadhannyael.blogspot.com/2011/11/gratidao.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

TEMPO DE TRAVESSIA

"Não sei se estou perto ou longe demais, sei apenas que sigo em frente, vivendo dias iguais de forma diferente.
 

Levo comigo cada recordação, cada vivência, cada lição.
 

E mesmo que tudo não ande da forma que eu gostaria, saber que já não sou o mesmo de ontem me faz perceber que valeu a pena.
 

Aprendi que viver é ser livre, que ter amigos é necessário, que lutar é manter-se vivo.
 

Aprendi que o tempo cura, que a mágoa passa, que decepção não mata!
 

Que hoje é o reflexo de ontem, que os verdadeiros amigos permanecem para sempre e que a dor fortalece.
 

Aprendi que sonhar não é fantasiar, que a beleza não está no que vemos e sim no que sentimos!
 

Aprendi que um sorriso é a maneira mais barata de melhorar a aparência.
 

Que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito.
 

Aprendi que não é preciso correr atrás da felicidade, ela está nas pequenas coisas, e, hoje, sei que posso ser e fazer o que quiser, mas a gente é aquilo que faz, é o que vale a pena e só o que permanece...
 

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas...
 

Que já têm a forma do nosso corpo...
 

E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares...
 

É o tempo da travessia... se não ousarmos fazê-la...Teremos ficado... para sempre...
 

À margem de nós mesmos..."

 
Fernando Teixeira de Andrade,


Fonte:http://venturaana.blogspot.com

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

DIFERENCIA LÓGICA ENTRE RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE



"Não leia com o intuito de contradizer ou refutar, nem para acreditar ou concordar, tampouco para ter o que conversar, mas para refletir e avaliar".       (Sir Francis Bacon) 
A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.

A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.

A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: "aprenda com o erro"..

A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus.

A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.

A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.

A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.

A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência..

A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualidade nos faz Transcender.

A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.

A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.

A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.

A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.



 "Não somos seres humanos passando por uma experiência espiritual... Somos seres espirituais passando por uma experiência humana... "


Fonte: Prof. Dr. Guido Nunes Lopes,

Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Física pela Universidade Federal do Amazonas (FUAM, 1986), Mestrado em Física Básica pelo Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IF São Carlos, 1988) e Doutorado em Ciências em Energia Nuclear na Agricultura pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (CENA, 2001).



domingo, 4 de dezembro de 2011

GENTE

Não tem ninguém sozinho, não.
O que tem é gente bloqueada demais, que não vê o infinito..
Porque só olha para o próprio umbigo.
É gente-pedra!
A natureza do espírito é a liberdade.
Por isso, mesmo ligado ao corpo, ele quer voar...
Mas, o que tem de gente com paúra disso, é uma enormidade.
É gente que se enraíza fortemente no corpo físico.
E o seu adubo é o medo.
É gente-planta!
Na Terra, apesar dos homens se considerarem a espécie mais avançada, há animais que parecem mais inteligentes do que muita gente.
E tem gente mais braba do que muitas bestas da mata.
Tem até gente que nem foi mordida por algum cachorro raivoso, mas que parece
ter uma hidrofobia daquelas... Rosnam, mordem e pulam na jugular de quem lhes contraria em alguma coisa.
Também tem aqueles que dão mais patadas do que burro chucro.
É gente-animal (ou melhor, gente-fera!)
Na Terra também tem gente interessante, que tenta fazer o melhor possível.
É gente com defeitos e qualidades, sempre tentando crescer...
Gente que, entre trancos e barrancos, não desiste de lutar.
Gente simples, que ora ao papai do Céu...
Gente como a gente.
É gente-gente!
E, além da Terra, também tem gente...
Gente que viaja pelo universo e vê a assinatura do Papai do Céu em cada astro.
Gente com nave, gente com forma diferente, ou igual, gente sem forma alguma
- só com a mente -, e gente comcorpo de luz... Tudo primo da gente.
É gente-estrela!
E, acima de todos os seres, o Papai do Céu, Origem de toda gente... Mineral,
vegetal, animal, hominal, angelical, estelar, tudo centelha vital d’Ele.
E como dizem os mestres espirituais, tudo é Ele!

P.S.:
Para finalizarmos esses escritos, deixamos para os leitores uma pitadinha
daquela verve extrafísica que alegra a gente:

“Nós, da Companhia do Amor, somos gente-espírito...
Porque o Amor fez a gente ser assim.
Fez a gente crescer...
E nos tornou gente-coração.
É isso. Está dado o recado, para toda gente...”
(Pedimos ao Papai do Céu que ilumine a todos os leitores, para que eles sejam gente-legal!)

Vamos nessa!

- Companhia do Amor* -   A Turma dos Poetas em Flor.

Fonte: http://wagnerdeluca.blogspot.com/2011/11/gente.html

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

TOLERÂNCIA

Tolerância é caminho de paz. Não julgues esse ou aquele companheiro ignorante ou desinformado, porquanto, se aprendeste a ouvir, já sabes compreender. 



Diante de criaturas que te enderecem qualquer agressão, conversa com naturalidade, sem palavras de revide que possam desapontar o interlocutor. 



Perante qualquer ofensa, não percas o sorriso fraternal e articula alguma frase, capaz de devolver o ofensor à tranqüilidade. 



Nos empecilhos da existência, tolera os obstáculos sem rebeldia e eles se te farão facilmente removíveis. 



No serviço profissional, suporta com paciência o colega difícil, e, aos poucos, em te observando a calma e a prudência, ele mesmo transformará para melhor as próprias disposições. 



Em família, tolera os parentes menos simpáticos e, com os teus exemplos de abnegação, conquistarás de todos eles a bênção da simpatia. 



No trânsito público, não passes recibo aos palavrões que alguém te dirija e evitará discussões de conseqüências imprevisíveis. 



Nos aborrecimentos e provações que te surgem, a cada dia, suporta com humildade as ocorrências suscetíveis de ferir-te, e a tolerância se te fará a trilha de acesso à felicidade, de vez que aceitarás todos os companheiros do mundo na condição de filhos de Deus e nossos próprios irmãos.


Autor: Emmanuel

Fonte:http://janelaespirita.blogspot.com/2011/11/tolerancia.html

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

DESEJO

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo, por sinal, que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso (sem tempero) e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça um joão-de-barro
Porque assim você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga “Isso é meu”,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus entes queridos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.

VICTOR HUGO


Fonte:http://cultcarioca.blogspot.com