sábado, 29 de setembro de 2012

AS VEZES É PRECISO MUDAR

Às vezes é preciso mudar!

"De vida,
De estilo,
De idéias,
De marcas
De rotinas,

De velhos hábitos,
De casa.




Não fazer do hábito um estilo de vida
Gostar da novidade
Dormir mais tarde,
Dormir mais cedo.

Tentar um novo dia.

Um novo lado.
Um novo método.
Um novo sabor.
Um novo jeito.
Um novo prazer.
Uma nova vida.

Almoçar noutros locais,

Ir a outros restaurantes,
Tomar outro tipo de bebidas,
Almoçar mais cedo
Jantar mais tarde.

Passear noutros lugares,

Amar muito,
Cada vez mais
De modos diferentes.

A vida é uma só,

Viver o momento,
Procurar ser feliz,
Ser criativo,
Fazer uma viagem de sonho sem destino...

Experimentar coisas novas,

Trocar novamente,
Mudar de novo,
Experimentar outra vez.

O mais importante é a mudança,

O dinamismo,
A energia.

Não é o mais forte que sobrevive,

Nem o mais inteligente,
Mas o que melhor se adapta às mudanças."
 Fonte:http://www.luciana-vieira.com

domingo, 16 de setembro de 2012

VIVER NA DEFENSIVA

O comportamento defensivo se externa quando a pessoa, através de suas desconfianças, percebe perigo no grupo, desgastando assim suas energias numa autodefesa - que pode ser inútil, se o perigo não for real e não passar de uma "encucação" da pessoa. Nesta óptica, dividimos as pessoas em dois tipos. De um lado, temos as pessoas naturais, seguras, que enfrentam os desafios e são mais sinceras. Sabem moldar-se às necessidades, porque acreditam em si próprias. Não que deixem de sentir as injustiças, mas vão caminhando em meio a elas, vão caindo e se levantando, aprendendo, amadurecendo e trocando idéias. E dessa forma que se realiza a troca afetiva.

De outro lado, há pessoas inseguras ou medrosas, que nunca estão no seu natural. Colocam-se sempre na defensiva, preocupadas consigo mesmas, num esforço desmedido em saber como estão sendo vistas pêlos outros, como devem fazer para serem identificadas de forma mais favorável: como vencer, impressionar, manter-se impune ou, então, como reduzir ou evitar um ataque por antecipação.

As pessoas soltas, menos preocupadas com o seu mundinho, mostram sempre o que são. Se agradam, ótimo. Se não agradam, não se desesperam. O que não as impede de se questionarem sobre possíveis falhas em seu comportamento. Elas têm capacidade de reconhecer o próprio erro e voltar atrás, pela consciência profunda de seus limites humanos.

 Mas há o reverso da medalha. Determinadas pessoas são sempre "as tais". Como donas da verdade, não admitem nada que contrarie seu modo de pensar e ser. Querem que os outros ajam pela cabeça delas, ao mesmo tempo que usam a defesa para não serem atacadas. Só que a melhor atitude perante a vida é a sinceridade. Se alguém errou, por que não admitir o próprio erro? Se ninguém é perfeito, por que justificar-se o tempo todo ou abusar das justificativas para mostrar-se diferente do que na verdade é? Quem se justifica continuamente não tem fibra, responsabilidade, respeito pêlos outros. Desgasta de tal forma as desculpas, que ninguém mais acredita nelas.

O defensivo sempre pensa que os outros são bobos. Não quer dar o braço a torcer em determinadas circunstâncias, para não mostrar suas fraquezas. E, ao tentar enganar os outros, engana-se a si mesmo. Mas em pior situação está aquele que, além de colocar-se na defensiva, é agressivo. Externa, com esse procedimento, as frustrações, angústias e mágoas que carrega dentro de si. Esquece-se de que ninguém deve pagar pelo seu mau-humor. Essas pessoas costumam gritar primeiro para impressionar, tentando encobrir a falta de
regam em seu íntimo.

O esforço para ser verdadeiro sempre foi e é válido. Se todos parassem para refletir sobre a própria vida, descobririam as razões pelas quais andam tão agressivos, mau-humorados, chatos, fofoqueiros, "cutuquentos", tão do lado errado. É só parar para pensar, e essas pessoas descobrirão as falhas dentro de si. Um bom parâmetro é este: se dez pessoas estão contra mim, impossível que só eu esteja certo. No momento em que ocorre essa constatação, é hora de fazer auto-análise e ver as razões disso.

 Inúmeras pessoas queixam-se de que tudo lhes sai errado na vida. Deve haver uma causa para esse azar todo. Há coisas que não dão certo mesmo. Mas algumas saem erradas por culpa da própria pessoa. De quem quer que seja a culpa pelo fracasso, é importante que a pessoa malsucedida naquele momento não desconte seus infortúnios em cima de quem convive com ela, usando parentes e amigos como bodes expiatórios. O que ela deve fazer é manter a serenidade, ter paciência e ir consertando os desvios de rota que aconteceram.

No mundo dos defensivos, existem dois tipos de pessoas: a melosa e a agressiva. As duas assumem atitudes errôneas. A melosa apela para a chantagem emocional, fazendo-se de vítima quando deseja esconder-se atrás de uma desculpa. Agindo assim, pensa que impressiona ou comove seu interlocutor. Ledo engano. Ninguém é tão bobo a ponto de acreditar todos os dias em desculpas esfarrapadas. Enganar algumas vezes é até possível. Mas sempre, não.

Os que se colocam na defensiva através da agressividade não querem se sentir expostos (e por isso criam uma barreira de medo que afasta as pessoas) ou desejam impressionar de alguma forma aqueles que deles se aproximam. Esses ficarão sozinhos na vida. No começo, acharão bom, mas depois concluirão que convivência não é isolamento.

Há outra forma de agredir: a daqueles que ficam sempre "em cima do muro", tentando levar vantagem e tirar partido dos dois lados. Esses são uns coitados. Têm um trabalho insano para se equilibrar entre duas posições e, no final, desagradam a todos e a si mesmos. Agradar a gregos e troianos é algo que ninguém nunca conseguiu.

Na vida há coisas boas e más, das quais gostamos ou não. Há sonhos frustrados, empenhos não gratificados. Essa é a condição do ser humano. Em meio a tantas vicissitudes e divergências, o que vale é a vontade, o querer. O modo de viver em sociedade deveria brotar dessa vontade de querer ser sempre sincero, legal, sem artifícios nem "armações". Seria bem mais fácil viver.


 Fonte:tsaradaciganaesmeralda.blogspot.com.br

terça-feira, 11 de setembro de 2012

ENCOSTO

Números que se repetem misteriosamente; coincidências que desafiam a lógica; a sincronicidade é uma realidade na vida de todos nós – e contam os místicos que quanto mais lúcidos estamos que somos borboletas sonhando que somos sábios chineses, mais percebemos esses acontecimentos se repetindo e aparentemente não há uma explicação. Por isso eu sabia que algo muito estranho estava ocorrendo comigo quando aquela mulher sentou no banco ao meu lado no trem.

Ela embarcou na Estação Santo Amaro e de todos os bancos vazios do vagão, ela decidiu sentar ao meu lado. Não a notei a principio, só percebi que quando ela sentou do meu lado, fui esmagadoramente imprensado contra a barra de ferro, próxima a porta. Não liguei, isso ocorre nas melhores linhas de transporte urbano público do mundo, mas quando ela começou a cochilar e se inclinar para o meu lado, comecei a evocar todos os orixás para que eu tivesse a paciência de Oxossi para não acordá-la com uma cotovelada.

Contive a minha fúria, e apesar de continuar esmagado até a Estação Osasco, onde eu iria descer, nada de extraordinário parecia ter acontecido. Era ela me esmagando ou nadar contra um mar de sovacos até a estação final.

No dia seguinte, fiz o mesmo trajeto e em Santo Amaro, adivinhem quem entrou no vagão e sentou do meu lado. Minha tolerância foi zero, cada vez que ela se inclinava, levava uma cotovelada, mas ela parecia estar num estado alterado de consciência, pois quanto mais porrada eu dava, mas pesado ficava seu sono e consequentemente seu corpo me esmagando. Fiz minha prece a Maomé, bendito seja o seu nome, mas nem me virando para Meca, eu conseguia ficar confortável com aquela mulher em cima de mim.

No terceiro dia, mudei de vagão e quando as portas da Estação Santo Amaro se abriram e ela não entrou, respirei aliviado. Minha tática funcionara! Fechei os olhos e agradeci a São Judas, santo de todas as causas impossíveis pelo milagre; mas quando abri os olhos novamente, a vi correndo pela plataforma enquanto a campainha de fechar as portas tocava. Torci para que não desse tempo, fiz promessas a todos os santos milagreiros para que a porta fechasse, mas ela entrou no vagão e para o meu desespero, o único banco vazio estava...ao meu lado.

- Nãaaaaoooooo!!!!! – gritei, mas já era tarde.

Em momentos como esse, sempre me pergunto: o que preciso aprender com isso?

Nada contra pessoas que estão um pouco acima do peso. Tenho vários amigos “gordinhos” e já sai com meninas fofinhas. Nada contra esses nossos trabalhadores que acordam antes do galo cantar, para as suas duplas ou triplas jornadas; mas entendam, era o terceiro dia em que isso acontecia comigo, naquela altura do campeonato, eu já estava xingando a mãe do Juiz e queria que o jogo acabasse.

Talvez eu tenha sido um travesseiro numa outra encarnação e tudo isso seja apenas o pagamento de uma ação equivocada do passado, mas karma à parte, como não tenho a escolha de usar o carro e sobreviver ao trânsito da hora do rush na marginal, vou continuar usando o trem para chegar até a escola que dou aulas de inglês em Osasco, mas decidi vou enfrentar o rio das axilas mal cheirosas de agora em diante e seja o que Krishna quiser. Lição? Acho que não aprendi nada com isso, mas quer saber, ela que faça de travesseiro, o ombro de outra pessoa.

Fonte:ronicasdofrank.blogspot.com.br

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

PLENITUDE DO TEMPO

Aprende com as horas que regulam o seu tempo,

que a vida é puro ensinamento.

Cada dor, cada vitória e cada derrota,

carregam em si mesmos, sementes do amadurecimento.

Nada é em vão.

Não existe esse "acaso" que muitos afirmam existir.

Pois antes mesmo do seu agir,

houve um pensamento a te dirigir.

Aprende com o tempo que já passou,

que a vida é sementeira aberta.

Recebe todos os tipos de cultivo.

podemos plantar o ódio ou semear o amor.

podemos plantar esperanças ou viver a dor.

podemos plantar sonhos, ou sofrer com o desamor,

podemos abrir ou fechar portas,

seguir esta ou aquela rota.

Se perder e se achar mil vezes.

Ainda assim, com tudo o que você já viveu,

por mais que pareça muito tempo, muita dor,

muita angústia, muito sofrimento.

Ainda assim, é o "nada ao quadrado" diante da eternidade.

Por isso, não se demore na dor.


Aprende finalmente que tudo se transforma quando nos transformamos em algo melhor.


Quando nos aceitamos, nos valorizamos.


Quando finalmente aprendemos que podemos sempre um pouco mais.


E hoje, eu lhe digo com certeza:

- você pode muito mais!Acredite em você,

na sua capacidade infinita de amar e ser amado(a).

Porque está noite, ainda que tardia,

é sempre tempo de se preparar para a plenitude.

Não existe tempo e nem idade,

apenas a realização e a felicidade.

Acredite em você!


Paulo Roberto Gaefke


Fonte:http://raquel-palavras.blogspot.com.br

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

PESSOAS EXTRAORDINÁRIAS E SAÚDE MENTAL

Ao escrever um artigo sobre pessoas extraordinárias, como dar um salto para o extraordinário e deixar o lugar comum, fui abordada por uma pessoa após ler meu artigo que me questionou sobre alguns nomes que eu havia citado como extraordinários. Ela trouxe alguns dados "ruins" sobre essas pessoas que eu desconhecia. Fiquei desconcertada no primeiro momento, até cheguei a tirar aqueles dois nomes do meu artigo. Mas, tempos depois deparei-me com um artigo de Rubem Alves ( SAÚDE MENTAL p.25) no seu livro Pimentas (2012, editora Planeta) em que ele tece sobre o que é ser normal de acordo com as regras do mundo. Não necessariamente se correlaciona com o que eu falei, mas traz à tona alguns nomes de pessoas extraordinárias que impactaram o mundo, mas não seriam consideradas normais de acordo com as normas da sociedade.
 
Van Gogh, por exemplo, grande pintor holandês, suicidou-se. Tinha enormes crises de depressão. Nietzsche, filósofo conhecido mundialmente, enlouqueceu. Ele foi para hospital psiquiátrico pelo menos cinco vezes, mas até hoje ele é citado, estudado, com alguns conceitos lúcidos e impactantes. Cecilia Meireles, grande poetisa brasileira, que sofria de uma leve depressão. Fernando Pessoa, poeta e escritor português, quem ainda não o leu e não se emocionou com sua escrita? Depressivo, afogava suas mágoas na bebida. O filósofo Wittgenstein que se alegrou ao saber que breve iria morrer, enfim, pessoas cujas vidas pessoais não gostaríamos de seguir ou viver.
 
Porém, há algo comum em cada um deles. Eram tão geniais, que seu corpo físico e mental não conseguiu aguentar. Em face disso, Rubem Alves nos brinda com uma correlação entre nosso corpo e um computador: o hardware e o software. O hardware é a mecânica do corpo, e o software é formado por símbolos que se incorporam ao corpo do computador. Assim somos nós, a linguagem se constitui nosso software e não se conserta um software a não ser com outros símbolos, isto é, palavras. em suma, o poeta, a poetisa, pessoas que pensam profundamente, que lêem, que ouvem música, que saem do lugar comum, correm o perigo de ser consideradas anormais, doentes, porque não se conformam com o status quo da sociedade. Por outro lado, passarão pela vida sem fazer algo significativo. Diante dessa realidade, daqueles que querem passar pela vida em brancas nuvens, e com muita saúde mental, Rubem Alves dá alguns conselhos, que transcreverei literalmente por me considerar incapaz de reproduzi-los com a mesma beleza:

" Opte por um soft modesto. Evite as coisas belas e comoventes. A beleza é perigosa para o hardware. E muito cuidado com a música! Quanto às leituras, evite aquelas que fazem pensar. Há uma vasta literatura especializada em impedir o pensamento. Os jornais têm o mesmo efeito. Devem ser lidos diariamente. Como eles publicam diariamente sempre a mesma coisa com nomes e caras diferentes, fica garantido que o software pensará sempre coisas iguais. E há os programas obrigatórios de televisão, especialmente no vazio dos domingos. Seguindo essa receita, você terá uma vida tranquila, embora banal. Mas, como você cultivou a insensibilidade, não perceberá quão banal ela é. E em vez de ter o fim que tiveram as pessoas que mencionei, você se aposentará para, então, realizar os seus sonhos. Infelizmente, entretanto, quando chegar tal momento, você já terá se esquecido de como eles eram." (p.27-28)

Reporto-me novamente à pessoa que me abordou e me falou que não queria impactar o mundo, somente as pessoas ao seu redor. Sim, concordo, essas pessoas mencionadas também não queriam impactar o mundo com suas ideias, seus quadros, seus poemas, elas só queriam ser elas mesmas, longe dos moldes, e dar livre vazão a seus pensamentos, mas com isso elas  impactaram, porque escolheram seguir o caminho menos trilhado.


 Fonte:http://www.deliriosdaalma.com

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

REDENDO-SE E LEMBRANDO DE RIR DO SONHO

Eu sempre gostei muito dessa palavra – rendição... Houve pessoas que encontrei no caminho que questionaram essa minha predileção, davam suas próprias interpretações para conseguir desaprovar tal termo por mim tão apreciado...Bem, continuo gostando do termo... gostando não, eu o amo! Amo me render, especialmente ao comando d’Aquele que sabe em mim!

Há algo também que cultuo ao me render e não costumo abrir mão e este é o riso... Rir de mim mesma, rir dos absurdos de minhas crenças, rir, rir e rir...

Tempos atrás li um texto da Conceição Trucon que adorei, porque realmente compactuo, dizia assim:

“Você expressa sua divindade estando vivo e amando a si e aos outros...

Não espere sempre poder ser impecável com as suas palavras. Seus hábitos rotineiros são fortes e enraizados demais em sua mente. Mas você sempre pode fazer o melhor.

Não espere nunca levar nada para o pessoal. Mas faça o melhor e com a maior consciência - presença - possível.

Não espere que vá parar de tirar conclusões apressadas, que vá começar a perguntar com todo o direito que todos temos. Mas com certeza, todos os santos dias de Deus, você pode fazer o seu melhor, tornando todos estes vírus que perpetuam a ilusão, que nos roubam TODAS as nossas energias através das emoções desequilibradas, INÚTEIS.

E mais: conte sempre, (...) com os melhores óculos para enxergar tudo o que acontece à sua volta – interno e externo. Com a melhor ferramenta para desarmar Vítimas e Juízes: o RISO.

Será ele, o riso, que poderá até virar gargalhada – ou choro de tanto riso –, quando você perceber o tanto de mentira e maldade existe em algumas de suas palavras. Será ele que poderá transformar, curar: a força, a magia, a impecabilidade das suas palavras.

Será ele, o riso, quem o fará rir dos momentos em que você levar – qualquer coisa - para o pessoal. É muito risível percebermos nossas próprias armadilhas de aprisionamento no próprio umbigo.

Será ele, o riso, que poderá se manifestar curativamente, na hora em que você esquecer de perguntar e tirar conclusões precipitadas e enganadas pela ilusão da sua imaginativa mente enevoada (que aliás não ri ou acha graça de nada).

Será ele, o riso, que o motivará a dar o melhor de si. E quanto melhor de si, mais vontade de rir, sorrir e gargalhar.

Enfim, o rir nos coloca rapidamente num balão, posição em que podemos nos ver sob uma ótica muito mais ampla, panorâmica, e assim perceber o quanto “O Eu livre que voa” pode rir de monte do “Eu aprisionado pelas suas ilusões, crenças  e condicionamentos”.                   

No UCEM, entre tantos textos preciosos, há este que simplesmente adoro: “Na eternidade, onde tudo é um, introduziu-se uma idéia diminuta e louca, da qual o Filho de Deus não se lembrou de rir.”                 

Rendamo-nos ao Sagrado dentro de todos nós e nos intervalos lembremos de rir, rir muito desse louco sonho que criamos!!!

Lena Rodriguez
Fonte:desenvolvendoaconsciencia.blogspot.com.br