domingo, 31 de março de 2013

EMPATIA

As pessoas se preocupam em ser simpáticas, mas pouco se esforçam para ser empáticas, e algumas talvez nem saibam direito o que o termo significa. Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, de compreendê-lo emocionalmente. Vai muito além da identificação. Podemos até não sintonizar com alguém, mas nada impede que entendamos as razões pelas quais ele se comporta de determinado jeito, o que o faz sofrer, os direitos que ele tem.



Nada impede?



Foi força de expressão. O narcisismo, por exemplo, impede a empatia. A pessoa é tão autofocada, que para ela só existem dois tipos de gente: os seus iguais e o resto, sendo que o resto não merece um segundo olhar. Narciso acha feio o que não é espelho.



Ele se retroalimenta de aplausos, elogios e concordâncias, e assim vai erguendo uma parede que o blinda contra qualquer sentimento que não lhe diga respeito. Se pisam no seu pé, reclama e exige que os holofotes se voltem para essa agressão gravíssima. Se pisarem no pé do outro, é porque o outro fez por merecer.



Afora o narcisismo, existe outro impedimento para a empatia: a ignorância. Pessoas que não circulam, não possuem amigos, não se informam, não leem, enfim, pessoas que não abrem seus horizontes tornam-se preconceituosas e mantêm-se na estreiteza da sua existência. Qualquer estranho que possua hábitos diferentes será criticado em vez de respeitado. Os ignorantes têm medo do desconhecido.



E afora o narcisismo e a ignorância, há o mau-caratismo daqueles que, mesmo tendo o dever de pensar no bem público, colocam seus próprios interesses acima do de todos, e aí os exemplos se empilham: políticos corruptos, empresários que só visam ao lucro sem respeitar a legislação, pessoas que “compram” vagas de emprego e de estudo que deveriam ser conquistadas através dos trâmites usuais, sem falar em atitudes prosaicas como furar fila, estacionar em vaga para deficientes, terminar namoros pelo Facebook, faltar compromissos sem avisar antes, enfim, aquelas “coisinhas” que se faz no automático sem pensar que há alguém do outro lado do balcão que irá se sentir prejudicado ou magoado.



É um assunto recorrente: precisamos de mais gentileza etc. e tal. Para muitos, puxar uma cadeira para a moça sentar ou juntar um pacote que alguém deixou cair, basta. Sim, somos todos gentis, mas colocar-se no lugar do outro vai muito além da polidez e é o que realmente pode melhorar o mundo em que vivemos. A cada pequeno gesto diário, a cada decisão que tomamos, estamos interferindo na vida alheia. Logo, sejamos mais empáticos do que simpáticos.



Ninguém espera que você e eu passemos a agir como heróis ou santos, apenas que tenhamos consciência de que só desenvolvendo a empatia é que se cria uma corrente de acertos e de responsabilidade – colocar-se no lugar do outro não é uma simples gentileza que se faz, é a solução para sairmos dessa barbárie disfarçada e sermos uma sociedade civilizada de fato.
 MARTHA MEDEIROS

Fonte:http://cultcarioca.blogspot.com.br

quinta-feira, 28 de março de 2013

ESQUECER PARA LEMBRAR

Conta a lenda que houve um dia em que todos acordaram sem religião (Foi um dia antes daquele que a terra parou, como Raul contou). Algum mago maluco havia apagado a idéia que todos temos de Deus e de uma hora para a outra, a religião sumiu da história.

Apagou-se da mente humana qualquer referência as parabólas da Bíblia, os versos do Alcorão, a poesia de Buda, os mistérios do Toráh e o yoga do Baghavda Gita.

Todos os templos do mundo ficaram vazios, pois ninguém mais sabia qual era a serventia daqueles prédios tão belos, mas ocos.

Com a mente vazia das religiões criadas;

Com os olhos limpos das palavras escritas;

Com os ouvidos limpos das preleções manipuladas;

Todo o meu povo sentiu que havia uma presença que nunca partiu.

Presença sagrada que mesmo sem ser nomeada está sempre presente, sempre alcançando o coração da gente, seja no barulho do dia ou no silêncio da madrugada.

E no dia em que não existia a religião, todos estavam, mais do que nunca, religados com a Força Maior que se faz mais notada quando não é apontada.

E durante 24 horas, toda a minha gente percebeu que não precisava pensar sobre para sentir o que sempre houve; que não precisava tentar compreender para perceber o que há entre eu e você.

Contudo, algum atrevido, algum abelhudo; decidiu escrever um texto sobre o que não precisava ser descrito e o encantamento se desfez; voltou o absurdo de se nomear o que não tem nome; de rotular o que não tem forma.

E a religião voltou ao mundo vestida de palavra.

Fonte: http://cronicasdofrank.blogspot.com.br

domingo, 24 de março de 2013

O PROBLEMA DO MAL

Desde as mais priscas eras o homem tem observado que, a par das boas coisas que tornam a vida deleitável, outras existem ou acontecem que são o reverso da medalha, isto é, só causam aflições, dores e prejuízos.



Foi, por isso, induzido a crer seja o governo do mundo partilhado por duas potestades rivais: Deus, fonte do Bem, e Satanás, agente do Mal. Essa crença nos dois princípios antagônicos em luta pela hegemonia foi e continua sendo a base das doutrinas religiosas de todos os povos.



Entre estes, a idéia de que uns se salvam e outros se perdem para todo o sempre é geral, havendo até quem afirme que o número dos perdidos é muito maior do que a cifra dos bem-aventurados. Quer isso dizer que o Mal seria mais forte que o Bem, e que Satanás estaria conseguindo derrotar a Deus, frustrando-Lhe os desígnios de salvação universal.

Em que pese a ancianidade (antiguidade) de tais conceitos, são falsos e insustentáveis, diríamos mesmo, heréticos. Com efeito, admitir o triunfo do Maligno, a dano da Humanidade, é o mesmo que negar ao Pai Celestial os atributos da onisciência e da onipotência, sem os quais não poderia ser verdadeiramente Deus.

O Espiritismo, que é o Paracleto anunciado pelo Cristo, contrariando os ensinos da Teologia tradicional, esclarece-nos que o Bem é a única realidade eterna e absoluta em todo o Universo, sendo o Mal apenas um estado transitório, tanto no pano físico, como no campo social e na esfera espiritual.

Para que se compreenda isto, é preciso, entretanto, considerar, não as conseqüências imediatas de tudo quanto observamos, mas sim os seus efeitos mediatos, futuros, porque só estes, ao longo dos anos, dos séculos ou dos milênios, é que farão ressaltar, nitidamente, a infalibilidade da Providência Divina frente aos destinos da Criação.

Certos fenômenos geológicos, por exemplo, podem ter sido considerados catastróficos à época em que se deram; foram eles, porém, que compuseram os continentes e formaram os oceanos, emprestando-lhes os aspectos maravilhosos que hoje nos extasiam, provocando-nos arroubos de admiração.

Muitas guerras internacionais e outras tantas revoluções intestinas, embora se constituam, como de fato se constituem, dolorosos flagelos para as gerações que nelas são envolvidas, dão ensejo, por seu turno, à queda de tiranos e opressores, à extinção de preconceitos e privilégios iníquos, à mudança de costumes arcaicos, ao progresso tecnológico e quejandos, resultando daí, em favor dos pósteros (que seremos nós mesmos, em novas reencarnações), a melhoria das instituições, maior liberdade de pensamento e de expressão, uma justiça mais perfeita, maior conforto nos sistemas de transporte, de comunicações, nos lares, etc.

Quando não, é por meio delas que os maus se castigam reciprocamente, consoante o ensinamento: “quem com ferro fere, com ferro será ferido”. Um dia, ainda que longínquo, cansadas de sofrer o choque de retorno de suas crueldades, ditadas pelo egoísmo, pelo orgulho e outros sentimentos que tais, as nações aprenderão a valorizar a paz, buscando-a, então, sincera e veementemente, através da fraternidade e do solidarismo cristão.

Assim também acontece com nossas almas. Criadas simples e ignorantes, mas dotadas de aptidões para o desenvolvimento de todas as virtudes e a aquisição de toda a sabedoria, hão mister de, vida após vida, neste orbe e em outros, passar por um processo de burilamento que muito as fará sofrer.

É a luta pela subsistência. São as enfermidades. As insatisfações. Os conflitos emocionais. Os desenganos. As imperfeições próprias daqueles com os quais convivemos. Enfim, as mil e uma vicissitudes da existência.

Nesse autêntico entrevero, usando e abusando do livre arbítrio, cada qual vai colhendo vitórias ou amargando derrotas, segundo o grau de experiência conquistada. Uns riem hoje, para chorarem amanhã, e outros que agora se exaltam, serão humilhados depois.

Tudo, porém, concorre para enriquecer nossa sensibilidade, aprimorar nosso caráter, fazer que se nos desabrochem novas faculdades, o que vale dizer, se dilatem nossos gozos e aumente nossa felicidade.

Bendito seja, pois, o Espiritismo, pela revelação dessa verdade, à luz da qual se nos patenteia, esplendorosamente, a Bondade infinita de Deus!

Rodolfo Calligaris - Revista Reformador de Janeiro de 1966
Fonte: http://www.harmoniaespiritual.com.br

quarta-feira, 20 de março de 2013

CONQUISTA DA FELICIDADE

Felicidade é algo que todos anseiam e, ao mesmo tempo, procuram.

A maioria de nós, ao falar sobre a felicidade, costuma comparar-se com alguém que acredita ser mais feliz: um parente, um colega, um amigo ou um simples conhecido.


Um escritor americano contou que, certa vez, um jovem lhe chamou a atenção por ser feliz e muito bem-sucedido.


Ele tinha mulher e filhas e podia-se observar a sua alegria no trabalho, que era conduzir um programa de entrevistas na rádio de sua cidade.


O escritor confessa que invejou aquele rapaz que tinha tudo sem muito esforço, um desses raros afortunados.


Mas, entretendo-se a conversar com ele, o assunto derivou para as questões da Internet.


Foi quando o rapaz lhe confessou que apreciava muito a Internet porque ela lhe possibilitava constantes pesquisas no campo da enfermidade chamada esclerose múltipla, doença terrível que afligia a sua mulher.


Como se percebe, o segredo da felicidade não está em possuir coisas, posições ou vantagens pessoais. É uma questão de ser grato por aquilo que se tem.


De um modo geral, pensamos que as pessoas infelizes reclamam de tudo. Mas é exatamente o contrário: as pessoas são infelizes porque de tudo reclamam. Não sabem ser gratas e nem valorizam o que têm.


É como alguém que olhasse para um telhado e descobrisse a falta de uma telha. Ora, o importante é que só falta uma telha e mais dia, menos dia, se conseguirá colocá-la.


O que não se pode esquecer é que o telhado todo está coberto, impedindo a ação dos ventos e das chuvas sobre a casa onde moramos.


O outro segredo da felicidade é dar um sentido à vida. Ninguém é feliz vivendo simplesmente por viver.


É preciso escolher uma atividade que nos alegre a existência. Pode ser qualquer ocupação útil. Estudar, trabalhar em favor de alguém ou de uma instituição, devotar-se ao atendimento de um necessitado.


É indispensável uma fé espiritual. A crença em Deus, Pai de amor que por todos vela, não importando o nome que se Lhe dê.


Crer que esta existência é passageira e que tem por objetivo nos proporcionar oportunidades de crescimento.


Que a verdadeira vida é a do Espírito imortal que sobrevive às catástrofes, às enfermidades, à morte.


A felicidade, em verdade, está sob nosso controle. É uma batalha a ser travada e um sentimento a ser guardado.


A prova disto é que pessoas que têm uma vida relativamente fácil se mostram infelizes, por vezes. Enquanto outras que sofreram muito, continuam, de modo geral, felizes.


* * *


A felicidade é um sentimento que deve ser levado a sério. Cada um de nós deve ser tão feliz quanto possível, porque ninguém aprecia viver ao lado de alguém infeliz.


Imaginemos: como é para uma criança crescer em companhia de um pai infeliz? Ou um pai ver seu filho crescendo infeliz?


Ou para uma esposa viver ao lado de um homem infeliz?


A verdadeira conquista está na luta para ser feliz, descobrindo e valorizando as pequenas coisas, de um desabrochar de flor a um dia de sol, a bênção da chuva num dia de verão intenso, a brisa do mar na manhã que promete ser escaldante.


Enfim, a bênção de viver no mundo e respirar este ar maravilhoso, na Terra que nos foi dada por Deus, para nosso crescimento interior.
Fonte: http://saintgermanchamavioleta.blogspot.com.br

sábado, 16 de março de 2013

QUEREMOS A INFANCIA PARA NÓS

O mundo anda bem atrapalhado: de um lado, temos crianças que se comportam, se vestem, falam e são tratadas como adultos. Do outro, adultos que se comportam, se vestem, falam e são tratados como crianças. Pelo jeito, infância e vida adulta têm hoje pouco a ver com idade cronológica.


Não é preciso muito para observar sinais dessa troca: basta olhar as pessoas no espaço público. É corriqueiro vermos meninas vestidas com roupas de adultos, inclusive sensuais: blusas e saias curtas, calças apertadas, meia-calça e sapatos de salto. E pensar que elas precisam é de roupa folgada para deixar o corpo explodir em movimentos que devem ser experimentados... Mas sempre há um traço que trai a idade: um brinquedo pendurado, um exagero de enfeites, um excesso de maquiagem etc.



Se olharmos as adultas, vestidas com o mesmo tipo de roupa das meninas descritas acima, vemos também brinquedos, carregados como enfeites ou amuletos: nos chaveiros, nas bolsas, nos telefones celulares, nos carros. Isso sem falar nas mesas de trabalho, enfeitadas com ícones do mundo infantil.



Criança pequena adora ter amigo imaginário, mas essa maravilhosa possibilidade tem sido destruída, pouco a pouco, pelo massacre da realidade do mundo adulto, que tem colaborado muito para desfazer a fantasia e o faz-de-conta. Mas os legítimos representantes desse mundo, por sua vez, não hesitam em ter o seu. Ultimamente, ele tem sido comum e ganhou o nome de deus. Não me refiro ao Deus das religiões e alvo da fé. A idéia de deus foi privatizada, e cada um tem o seu, à sua imagem e semelhança, mesmo sem professar religião nenhuma.



O amigo imaginário dos adultos chamado de deus é aquele com quem eles conversam animadamente, a quem chamam nos momentos de estresse, a quem recorrem sempre que enfrentam dificuldades, precisam tomar uma decisão ou anseiam por algo e, principalmente, para contornar a solidão. Nada como ter um amigo invisível, já que ele não exige lealdade, dedicação nem cobra nada, não é?



E o que dizer, então, das brincadeiras infantis que muitos adultos são obrigados a enfrentar quando fazem cursos, freqüentam seminários ou assistem a aulas? É um tal de assoprar bexigas, abraçar quem está ao lado, acender fósforo para expressar uma idéia, carregar uma pedra para ter a palavra no grupo, escolher um bicho como imagem de identificação, usar canetas coloridas para fazer trabalhos etc.



Mas, se existe uma manifestação comum a crianças e adultos para expressar alegria, contentamento, comemoração e afins, ela tem sido o grito. Que as crianças gritem porque ainda não descobriram outras maneiras de expressar emoções, dá para entender. Aliás, é bom lembrar que os educadores não têm colaborado para que elas aprendam a desenvolver outros tipos de expressão. 



Mas os adultos gritarem desesperada e estridentemente para manifestar emoção é constrangedor. Com tamanha confusão, fica a impressão de que roubamos a infância das crianças porque a queremos para nós, não?
 ROSELY SAYÃO
Fonte: http://cultcarioca.blogspot.com.br

quarta-feira, 13 de março de 2013

ATENÇÃO, INTENÇÃO, INTUIÇÃO E SINCRONICIDADE

Muitos de nós já devem ter percebido que, em certos momentos de nossas vidas, algum acontecimento ocorreu no local certo, no momento certo. Pode ter sido o encontro para o início de um grande relacionamento, a pessoa que o indicou para seu atual trabalho ou o livro que você ganhou de presente que o fez refletir sobre sua vida.
Se refletirmos com um pouco mais de profundidade, nos conscientizaremos que absolutamente tudo que aconteceu em nossa vida e todas as escolhas que fizemos no passado são responsáveis pela nossa atual situação.

De acordo com psicanalista e psiquiatra Carl Gustav Jung, criador do termo sincronicidade, este acontecimento está presente em toda nossa vida, porém é preciso ter consciência sobre ela para que se manifeste a nosso favor e, assim, possamos fazer a melhor escolha.

Somos capazes de perceber a sincronicidade quando colocamos a nossa atenção em tudo o que fazemos. Através desta atenção, expandimos nossa percepção e entramos num estado de tranqüilidade, de paz interior e de receptividade. Manter um pensamento positivo e estar bem consigo mesmo são essenciais para perceber sincronicidades favoráveis ao nosso desenvolvimento.
A atenção é importante porque é através dela que podemos perceber como a sincronicidade está atuando em nós. É ela a responsável pela conexão com a Vida.

Já a intuição é nossa capacidade de perceber e sentir o que é certo para nós.
É a voz do coração.

É a sensação de que tal caminho é melhor que o outro em determinada situação.

Há diferentes níveis e qualidades de sincronicidades.
Há sincronicidades das mais banais até aquelas que podem mudar completamente sua vida.
Percebo que elas ocorrem a partir do estado interno e da intenção da pessoa.

Quando temos uma intenção com relação à determinado assunto, é natural que nós também aumentemos nossa atenção para tal. Por exemplo, quando você tem a intenção de comprar determinado carro, pode ser que você comece a perceber carros idênticos ou semelhantes ao que você quer comprar à sua volta. Na verdade, eles já estavam lá. Apenas a sua atenção foi influenciada pela sua intenção de comprar o carro.

Já o estado interno determina a qualidade das sincronicidades. Se você está desesperado ou agitado, sua atenção se volta para situações semelhantes e você tende a perceber sincronicidades com esta mesma qualidade.

Por isso, é importante primeiro voltar a atenção para si e perceber qual o estado interno que está presente em seu interior. E quando conseguir alcançar este estado de presença e serenidade, experimente olhar ao seu redor perceber as situações que estão acontecendo. Deste estado você saberá o que fazer. Isso em si, já é um processo de auto-conhecimento.

A atenção ajuda a desenvolver a intuição e com a prática deste estado interno você será capaz de perceber cada vez mais sincronicidades que poderão levá-lo adiante em sua vida.

Um ótimo exemplo de sincronicidade é o próprio fato de você estar lendo este artigo agora. Pode ser que você não tenha tido consciência até agora de como chegou até aqui, mas com certeza a sua atenção, a sua energia da intenção de se desenvolver e a sua própria intuição fizeram com que neste momento você se encontre aqui.

Espero que você possa, a partir de hoje, prestar mais atenção em sua vida e nas coisas que acontecem ao seu redor, mantendo firme a intenção no seu crescimento e desenvolvimento pessoal como um todo.

Autor: Saulo Nagamori Fong


Fonte: http://stelalecocq.blogspot.com.br

domingo, 10 de março de 2013

AS AMIGAS

 Eram duas amigas – uma feia, outra bonita. Amigas mesmo, desde pequenas. E também, desde pequenas, com aquelas características: uma feia, a outra bonita. Há uma crença de que nas diferentes idades a beleza se alterna com a feiúra (bebê bonito, criança feia, adulto bonito ou, ao contrário, bebê feio, criança bonita, adulto feio), mas no caso delas isso não aconteceu. Houve uma coerência. A feia foi feia sempre. Muito magra, de cabelos pretos, sobrancelhas grossas demais, quase formando um urubu que lhe sobrevoasse os olhos, nariz grande, boca como um traço. E a outra era o oposto. Sempre bonita, desde bebê. Cabelos castanhos claros, com um toque de cobre que cintilava ao sol. O rosto de um oval perfeito. Olhos quase negros contrastando com uma pele clara, sem qualquer sinal, e lábios grossos e vermelhos que pareciam desenhados com lápis de cor.

Brincavam juntas, desde muito pequenas, pois eram vizinhas. Era interessante vê-las de mãos dadas, correndo pela grama, subindo e descendo dos bancos, com seus vestidos rodados, a menina feia e a menina bonita. Numa, o que primeiro chamavam a atenção eram as sobrancelhas cerradas, que lhe pesavam a fisionomia. Na outra, a leveza dos cabelos avermelhados, flutuando.

O tempo passou. Elas cresceram. Sempre assim, uma feia, a outra bonita. E amigas. Sempre amigas. Presentes em todos os acontecimentos importantes da vida de cada uma. Não posso dizer que foram ao casamento de uma e outra porque uma delas, a bonita, nunca se casou. Mas teve grandes paixões. E um filho. A feia se casou duas vezes e teve três filhos, duas meninas e um menino. E o tempo continuou passando.

Até que um dia – de repente, de uma hora para outra – envelheceram. Parece mentira, mas as pessoas envelhecem assim. Principalmente as mulheres. Um dia, você acorda e vê uma nova marca no seu rosto. Não estava ontem, você tem certeza. Mas hoje está. Com elas, não foi diferente.

Uma tarde, tendo ido ao Centro da cidade para fazer compras, as duas amigas decidiram tomar um chá na Confeitaria Colombo. E foi ali, sentadas diante de um daqueles espelhos centenários, que as duas de repente se olharam e viram que tinham envelhecido. Lá estavam. Duas senhoras. E, incrível, na velhice, tinham ficado parecidas. Continuaram se olhando em silêncio por alguns segundos. “A idade nivela tudo, iguala feias e bonitas”, pensou uma delas. E a outra, como se lesse seus pensamentos, completou:

– A velhice é democrática.

HELOISA SEIXAS

 

Fonte: http://cultcarioca.blogspot.com.br

segunda-feira, 4 de março de 2013

107 FRASES BUDISTAS

  1. O ódio nunca desaparece, enquanto pensamentos de mágoas forem alimentados na mente. Ele desaparece, tão logo esses pensamentos de mágoa forem esquecidos.
    (Sakyamuni).
  2. Se o telhado for mal construído ou estiver em mau estado, a chuva irá entrar na casa; assim a cobiça facilmente entra na mente, se ela é mal treinada ou fora de controle.
    (Sakyamuni).
  3. Uma mente perturbada está sempre ativa, saltitando daqui para lá, sendo difícil de controlar; mas a mente disciplinada é tranqüila; portanto, é bom ter sempre a mente sob controle.
    (Sakyamuni).
  4. Aquele que protege sua mente da cobiça, e da ira, desfruta da verdadeira e duradoura paz.
    (Sakyamuni).
  5. Numa viagem, um homem deve andar com um companheiro que tenha a mente igual ou superior a sua; é melhor viajar sozinho do que em companhia de um tolo.
    (Sakyamuni).
  6. Um amigo insincero e mau é mais temível que um animal selvagem; a fera pode ferir-lhe o corpo, mas o mau amigo pode lhe ferir a mente.
    (Sakyamuni).
  7. O leite fresco demora em coalhar; assim, os maus atos nem sempre trazem resultados imediatos. Esses atos são como brasas ocultas nas cinzas e que, latentes, continuam a arder até causar grandes labaredas.
    (Sakyamuni).
  8. Um homem será tolo se alimentar desejos pelos privilégios, promoção, lucros ou pela honra, pois tais desejos nunca trazem felicidade, pelo contrário, apenas trazem sofrimentos.
    (Sakyamuni).
  9. Um bom amigo, que nos aponta os erros e as imperfeições e reprova o mal, deve ser respeitado como se nos tivesse revelado o segredo de um oculto tesouro.
    (Sakyamuni).
  10. Um rochedo não é abalado pelo vento; a mente de um sábio não é perturbada pela honra ou pelo abuso.
    (Sakyamuni).
  11. Dominar-se a si próprio é uma vitória maior do que vencer a milhares em uma batalha.
    (Sakyamuni).
  12. Viver apenas um dia ou ouvir um bom ensinamento é melhor do que viver um século sem conhecer tal ensinamento.
    (Sakyamuni).
  13. Aqueles que se respeitam e se amam a si mesmos devem estar sempre alerta, a fim de que não o sejam vencidos pelos maus desejos.
    (Sakyamuni).
  14. Cada um é senhor de si mesmo, deve depender de si próprio; deve, portanto, controlar-se a si próprio.
    (Sakyamuni).
  15. O segredo da saúde da mente e do corpo está em não lamentar o passado, em não se afligir com o futuro e em não antecipar preocupações; mas está no viver sabiamente e seriamente o presente momento.
    (Sakyamuni).
  16. Não viva no passado, não sonhe com o futuro, concentre a mente no momento presente.
    (Sakyamuni).
  17. Vale a pena cumprir bem e sem erros o dever diário; não procure evitá-lo ou adiá-lo para amanhã. Fazendo logo o que hoje deve ser feito, poder viver um bom dia.
    (Sakyamuni).
  18. A sabedoria é o melhor guia e a fé, a melhor companheira. Deve-se pois, fugir das trevas da ignorância e do sofrimento, deve-se procurar a luz da Iluminação.
    (Sakyamuni).
  19. Tudo é mutável, tudo aparece e desaparece; só pode haver a bem-aventurada paz quando se puder escapar da agonia da vida e da morte.
    (Sakyamuni).
  20. Não é um deus que julga as pessoas, mas é a própria pessoa que faz o julgamento de si mesmo.
    (Daisaku Ikeda).
  21. A pessoa que não pode viver significativamente hoje não o pode esperar levar uma vida brilhante amanhã . Não importando que grandes planos a pessoa possa fazer, se não valorizar cada momento, será o exatamente como muitos castelos no ar. Todas as causas no passado e todos os efeitos no futuro estão condensados dentro do momento presente da vida. Se melhoramos ou não o nosso estado de vida neste momento, determinar se podemos expiar as maldades que causamos desde o infinito passado e se seremos capazes de acumular a boa sorte que permanecer por toda a eternidade.
    (Daisaku Ikeda).
  22. O que somos hoje e o que seremos amanhã depende de nossos pensamentos. Se procedo mal, sofro as conseqüência; se procedo bem, eu mesmo me purifico.
    (Sakyamuni).
  23. Eu sou o resultado de meus próprios atos, herdeiros de atos; atos são a matriz que me trouxe, os atos são o meu parentesco; os atos recaem sobre mim; qualquer ato que eu realize, bom ou mal, eu dele herdarei. Eis em que deve sempre refletir todo o homem e toda mulher.
    (Sakyamuni).
  24. Bem farias em te examinares e refletires sobre a ti mesmo.
    (Sakyamuni).
  25. Em nossas vidas há momentos de alegria e de sofrimento. Se conseguirmos entender que sempre haverá bons e maus, poderemos gradualmente a não o esperar somente bons momentos, e nem a detestar os maus.
    (Daisaku Ikeda).
  26. Seja como for, a grandiosa Revolução Humana de uma única pessoa irá um dia impulsionar a mudança total do destino de um país e, além disso, será capaz de transformar o destino de toda a humanidade.
    (Daisaku Ikeda).
  27. Por mais que na batalha se vença a um ou mais inimigos, a vitória sobre a si mesmo é a maior de todas as vitórias.
    (Sakyamuni).
  28. Existe uma única estrada e somente uma, e essa é a estrada que eu amo. Eu a escolhi. Quando trilho nessa estrada as esperanças brotam, e, o sorriso se abre em meu rosto. Dessa estrada nunca, jamais fugirei.
    (Daisaku Ikeda).
  29. Eu e meus discípulos, mesmo que ocorram vários obstáculos, desde que não se crie a dúvida no coração atingiremos naturalmente o Estado de Buda
    (iluminação), não duvidem dos benefícios do Sutra de Lótus, mesmo que não haja proteção dos céus, não lamentem a ausência de segurança e tranqüilidade na vida presente. Embora tenha ensinado dia e noite a meus discípulos, todos criaram dúvidas abandonaram a fé. O que é costumeiro no tolo é esquecer nas horas cruciais o que prometera nas horas normais.
    (Nitiren Daishonin).
  30. É comum dizer, que se for para vivermos problematicamente, tristes, angustiados, vencidos, então não há necessidade de sermos budistas; para que sermos budistas, se não melhoramos em nada? Para viver fracassadamente não há necessidade de religião. Não podemos viver de forma fracassada, temos que vencer, temos que superar nossos problemas, temos que justificar a nossa existência com realizações.
    (Daisaku Ikeda).
  31. Desistir de aprender é egoísmo. Este é um ditado que eu gosto muito. Quando acalentamos o desejo de aprender mais, nossas vidas estarão repletas de genuína vitalidade e brilho.
    (Daisaku Ikeda).
  32. Atualmente existem pessoas que tem fé no Sutra de Lótus. Entretanto alguns crêem em como chamas ardentes, enquanto outros como a água corrente. Quando os primeiros ouvem sobre o Budismo, entusiasmam-se como o fogo, mas quando permanecem afastados, são dominados pela mente disposta a abandonar a fé. Como água corrente - significa crer continuamente sem nunca retroceder.
    (Nitiren Daishonin).
  33. Assim como uma pequena planta deve enfrentar muitos obstáculos antes de se transformar numa árvore, nós precisamos experimentar muitas dificuldades no caminho da felicidade absoluta.
    (Nitiren Daishonin).
  34. Diante da honestidade dos companheiros não há outra forma senão responder com nossa honestidade e, a sinceridade com sinceridade.
    (Nitiren Daishonin).
  35. Se um mestre sustenta um mau discípulo, ambos cairão no inferno.
    (Nitiren Daishonin).
  36. A fraqueza humana e a estupidez são as mesmas, hoje em dia. Quando as pessoas ingressam em alguns campos de atividades, como a política onde são tratados com glória e com respeito da sociedade, embora no início parecem não esquecerem-se de seu propósito original de empenha-se "pela causa do povo", mais tarde são propensos a serem levados pelos desejos de fama e fortuna. Existem aqueles que, a despeito da promessa em seus anos mais jovem, quando chega a época em que alcançam 40 ou 50, não são capazes de controlar a si mesmos. A fim de prevenir tais ocorrências, é de máxima importância que, seja qual for o campo em que esteja envolvido sempre mantenha a humildade em sua mente, para receber orientações sobre a fé. Você deve compreender que mais uma vez que se desligue espiritualmente de seus veteranos na fé e da organização, estará sempre numa situação perigosa.
    (Daisaku Ikeda).
  37. O Senhor deve crer no Sutra de Lótus tal como deseja ardentemente por alimento quando está com fome, ou por água quando está com sede, espera ansiosamente para ver seu amor, procura remédio para sua doença ou como uma linda mulher que deseja cosméticos.
    (Nitiren Daishonin).
  38. Mesmo que estude o Budismo se não perceber a natureza de sua própria vida, não pode-se afastar do sofrimento da vida e morte. Se procura o caminho fora de si mesmo e tenta praticar as mais variadas formas de exercícios e de bondade, isto é igual a um pobre que calcula dia e noite a fortuna do seu vizinho e não obtém um tostão sequer para si.
    (Nitiren Daishonin).
  39. Se o ensino é superior, a pessoa que o abraça é digna de respeito. Assim sendo, desprezar essa pessoa é o mesmo que desprezar o próprio ensino. Isto é comparável a atitude de censurar uma criança, cujo ato é ao mesmo tempo uma censura aos pais.
    (Nitiren Daishonin).
  40. Se o mau carma do passado de uma pessoa não é expiado no presente, ela dever passar pelos sofrimentos do inferno no futuro. Mas, se experimentar extremas privações presente por causa do Sutra de Lótus, os sofrimentos do inferno dissipar-se-ão instantaneamente.
    (Nitiren Daishonin).
  41. Um marido e sua esposa são tão íntimos como um corpo e sua sombra, as flores e seus frutos, ou as raízes e suas folhas em cada existência da vida. Os insetos comem as árvores em que vivem, e os peixes bebem da água em que nadam. Se a grama murcha, as orquídeas sofrem, e se os pinheiros prosperam, os carvalhos exultam. Mesmo as arvores e as gramas estão intimamente relacionadas.
    (Nitiren Daishonin).
  42. O tesouro do corpo é mais valioso do que aquele guardado no cofre, e o tesouro acumulado no coração é mais valioso do que o tesouro do corpo. Portanto, dedique-se em acumular o tesouro do coração.
    (Nitiren Daishonin).
  43. Ensinar as pessoas significa lubrificar as rodas para que as mesmas possam girar; ou fazer flutuar um navio para que o mesmo possa ser movimentado facilmente.
    (Nitiren Daishonin).
  44. O fato das orações não terem encontrado resposta é comparável a um forte arco com uma corda frágil ou uma boa espada nas mão de um covarde. Não é de modo algum uma falha do Sutra de Lótus.
    (Nitiren Daishonin).
  45. Se você aponta o erro com ardente desejo de corrigí-lo, você estará agindo bem. Por outro lado, se agir comandado pelo senso de crítica e injúria, você estará cometendo um pecado, mesmo que seja verdade.
    (Nitiren Daishonin).
  46. A covardia e a vaidade são os grandes inimigos da prática da fé. As pessoas com fé inclinadas para a covardia e vaidade não podem alcançar a iluminação. A prática da fé é senão o corajoso ato de avançar com espírito de leão nas horas cruciais ou nos momentos que surgem as dificuldades.
    (Daisaku Ikeda).
  47. Sua mente, agora desnorteada pela escuridão inata da vida, é como um espelho embaçado, mas, se polir, é certo que tornar-se-á claro como cristal de iluminação das verdades imutáveis. Manifeste-se na prática da fé, polindo seu espelho incessantemente, dia e noite.
    (Nitiren Daishonin)
  48. De acordo com o Sutra, se a mente das pessoas é impura, sua terra também será impura. Pelo contrário, se suas mentes são puras, assim será sua terra. Em uma palavra não há duas terras pura e impura ao mesmo tempo. A diferença está na mente, boa ou má, das pessoas.
    (Nitiren Daishonin).
  49. Aqueles que crêem no Sutra de Lótus, são o como o inverno: o inverno nunca falha em se tornar primavera. Desde os antigos, nunca ouvi ou vi o inverno tornar-se outono. Nem tenho sequer ouvido de algum crente no Sutra de Lótus que se tornou um mortal comum. Uma passagem do Sutra diz: Se ouvirem desta Lei, não há ninguém que não o atinja o Estado de Buda.
    (Nitiren Daishonin).
  50. Existe, definitivamente, algo extraordinário no avançar e no recuo da maré, no levantar e no descer da lua, e nas mudanças das estações. Algo incomum acontece também quando uma pessoa comum atinge o Estado de Buda. Indubitavelmente, com o aparecimento dos três obstáculos e quatro maldades, o sábio alegrar-se-á, e o tolo se acovardará.
    (Nitiren Daishonin).
  51. Quando uma pessoa chega ao fim de sua sorte, qualquer estratégia que seja, será inútil. Quando a boa sorte de uma pessoa esgotarem mesmo seus súditos não o mais a seguirão.
    (Nitiren Daishonin).
  52. Considere seu serviço como exercício do Sutra de Lótus. Sobre o mesmo, Tientai, o Grande disse: Nenhuma atividade da sociedade, política, econômica, cultural, industrial, etc, são diferentes dos princípios do Budismo.
    (Nitiren Daishonin).
  53. O Budismo é como o corpo e a sociedade a sombra. Quando o corpo se curva, assim o faz a sua sombra.
    (Nitiren Daishonin).
  54. A própria vida é o mais alto precioso de todos os tesouros do universo. Mesmo os tesouros do universo inteiro não podem igualar ao valor de uma única vida humana. A vida é como uma chama, e o alimento como o óleo que lhe permite queimar.
    (Nitiren Daishonin).
  55. Se o senhor deseja se livrar-se dos sofrimentos de nascimento e morte que vem suportando por eras eternas e deseja alcançar a suprema iluminação nesta existência, deve despertar para a verdade mística que sempre existiu dentro da sua vida.
    (Nitiren Daishonin).
  56. Acima de tudo a miséria tem causas nas religiões heréticas e nas doutrinas falsas.
    (Daisaku Ikeda).
  57. Mesmo que tente distorcer a verdade, certamente chegará o momento em que ela será provada, ou melhor, devemos comprová-lá a todo custo. Da mesma forma, mesmo que o mal seja camuflado por todos os meios, ele será um dia desmascarado para então encontrar a sua ruína e desaparecer.
    (Daisaku Ikeda).
  58. Quero dizer uma coisa a você. Mesmo se alguém lhe disser: fuja, desista! Deve responder-lhe; jamais! Viva jovial e corretamente cada dia, sempre.
    (Daisaku Ikeda).
  59. Não seja impaciente. A felicidade nem sempre está longe de si.
    (Jossei Toda).
  60. Maus amigos são aqueles que falando candidamente, insinuando, bajulando e fazendo habilidoso uso das palavras, conquistam o coração dos ignorantes e destroem a bondade da mente das pessoas.
    (Nitiren Daishonin).
  61. Bons amigos são aqueles que nos instruem na fé, empenham-se conosco para aprofundar nossa prática e estudo, e trabalham em harmonia conosco para o avanço da Paz Mundial.
    (Nitiren Daishonin).
  62. Sem temer os obstáculos e maldades que surgem de dentro ou de fora, devemos atacá-los e combatê-los, e esta conquista irá fortalecer a nossa fé. Com isso, poderemos ensinar e converter outras pessoas e receber benefícios maiores do que o necessário para erradicar os débitos do passado. Da mesma forma, como o veneno se transforma em remédio, podemos transformar a infelicidade em boa sorte como também evidenciar em nós mesmos a Lei que possibilita o acesso a suprema felicidade.
    (Makiguti).
  63. Ninguém que se declara meu discípulo jamais deve tornar-se covarde. Um covarde não pode ter nenhuma de suas orações respondidas. Os discípulos de Nitiren não poderão realizar nada se forem covardes.
    (Nitiren Daishonin).
  64. Mesmo quando vocês são derrotados podem criar uma causa para a vitória futura, e há ocasião sem que, embora vençam, podem criar uma causa para uma derrota futura.
    (Jossei Toda).
  65. Quanto mais evitarem qualquer acomodação, mais nitidamente conseguirão distinguir entre é certo e o errado. Não sou eu quem diz isto, este é o desejo, o espírito de Nitiren Daishonin.
    (Daisaku Ikeda).
  66. Se você não tem a coragem de ser um inimigo do mal, então também não pode ser um amigo do bem.
    (Makiguti).
  67. Pessoas que odeiam serem superadas pelos seus membros, que ressentem de não serem o centro das atenções, que sentem ciúmes dessas coisas, possuem uma mente pequena. Elas estão no mais baixo estado da existência humana e são os mais baixos seres humanos.
    (Daisaku Ikeda).
  68. Aqueles que ardentemente auxiliam seus membros a desenvolverem-se tornarem-se grandes indivíduos, enquanto apoiam alegremente e observam seu crescimento, são líderes entre os líderes.
    (Daisaku Ikeda).
  69. Estamos sujeitos a termos algum desacordo familiar em algumas ocasiões, porém jamais devemos negligenciar o nosso esforço para o desenvolvimento e progresso.
    (Daisaku Ikeda).
  70. O relacionamento entre marido e mulher é muito profundo e se relaciona de incontáveis existências. Ciente disso, não devemos destruir este relacionamento com assuntos insignificantes e sim, fortificá-los através da prática da fé.
    (Daisaku Ikeda).
  71. Para se ter boa saúde, para trazer a verdadeira felicidade a família, para trazer paz a todos, deve-se disciplinar e controlar a própria mente. Se um homem puder controlar a mente, poder encontrar o caminho da Iluminação, e toda sabedoria e virtude a ele virá o com naturalidade.
    (Sakyamuni).
  72. Assim como as pedras preciosas são tiradas da terra, a virtude surge dos bons atos e a sabedoria nasce da mente pura e tranqüila. Para se andar com segurança, nos labirintos da vida humana, é necessário que se tenham como guias a luz da sabedoria e virtude.
    (Sakyamuni).
  73. O homem que busca a fama, a riqueza e casos amorosos é como uma criança que lambe mel na lâmina de uma faca. Ao lamber e provar a doçura do mel, a criança corre o risco de ter a língua ferida. É como o tolo que carrega uma tocha contra o vento forte; corre o risco de ter o rosto e as mãos queimados.
    (Sakyamuni).
  74. Por trás dos desejos e paixões mundanas que a mente abriga, acha-se latente, clara e incorruptível, a fundamental e verdadeira essência da mente.
    (Sakyamuni).
  75. Tudo é, portanto criado, controlado e regido pela mente. Assim como o carro segue o boi que o puxa, o sofrimento segue a mente que se cerca de maus pensamentos e de paixões mundanas.
    (Sakyamuni).
  76. Não importando os problemas que possam lhes ocorrer, os senhores deverão considerá-los transitórios quanto os sonhos, e encher seus corações com o Sutra de Lótus.
    (Nitiren Daishonin).
  77. Mesmo que fosse possível errar ao apontar a terra, que alguém fosse capaz de unir os céus, que a maré não tivesse fluxo e nem refluxo, que o sol se levantasse no oeste, jamais aconteceria das orações do Devoto do Sutra de Lótus ficarem sem ser concretizadas.
    (Nitiren Daishonin).
  78. Sofra o que tiver que sofrer, desfrute o que existe para ser desfrutado, considere tanto o sofrimento como a alegria como fatos da vida e continue orando, não importando o que acontecer, e então experimentará a grande alegria da Lei.
    (Nitiren Daishonin)
  79. Fortaleça sua fé dia após dia, mês após mês. Se enfraquecer mesmo um pouco, os demônios aproveitar-se-ão.
    (Nitiren Daishonin).
  80. Um indivíduo que escala uma montanha eventualmente terá que descer. Uma pessoa que insulta a outra, será desprezada. Alguém que deprecia o belo, nascerá feio. Quem rouba o alimento e roupa de outros, nascerá no mundo da fome... Esta é a Lei de Causa e Efeito.
    (Nitiren Daishonin).
  81. Todos os fenômenos físicos e mentais manifestam-se em uma existência. é crucial então o que a nossa vida seja orientada através da fé, mesmo em um simples momento. Todos os pecados são como geada e as gotas de orvalho, que rapidamente se evaporam sob os raios do sol da sabedoria.
    (Nitikan Shonin).
  82. Não tenham medo em seus corações de coisas como elefantes selvagens. Porém, o que devem temer são as más companhias! Um elefante selvagem destrói apenas o corpo da pessoa; ele não pode destruir seu coração. No entanto, a má companhia destrói ambos. Se você for morto por um elefante selvagem, não cairá em nenhum dos três maus caminhos
    (inferno, fome e animalidade). Mas se as más companhias o levarem a morte, você certamente cairá em um dos três!
    (Sakyamuni).
  83. As pessoas de grande arrogância não o possuem integridade, estão vacilando, mudando de opinião conforme a situação.
    (Daisaku Ikeda).
  84. A causa da derrota não se encontra no obstáculo ou no rigor das circunstâncias; está no retrocesso na determinação e na desistência da própria pessoa. Se falasse em dificuldades, tudo realmente era difícil. Se falasse em impossibilidades, tudo realmente era impossível. Quando o ser humano regride em sua decisão os problemas que se erguem em sua frente acabam parecendo maiores e confundem-no como uma realidade imutável. A derrota encontra-se exatamente nisso.
    (Daisaku Ikeda).
  85. Há sombras nas trevas, mas as pessoas não conseguem discerni-las. Há trilhas no céus por onde os pássaros voam, mas as pessoas não as reconhecem. Há caminhos no mar por onde os peixes nadam, mas as pessoas não os percebem.
    (Nitiren Daishonin).
  86. A morte não é a maior tragédia do ser humano, é pior quando algo vital dentro da pessoa morre enquanto ela ainda está viva. Essa morte é certamente a coisa mais temível e trágica.
    (Daisaku Ikeda).
  87. Cada um dos senhores deve reunir a coragem do leão e jamais sucumbir as ameaças de ninguém. O leão não teme nenhum outro animal, nem tampouco seus filhotes temem.
    (Nitiren Daishonin).
  88. Se o mau carma de uma pessoa não é expiado nesta existência, ela deverá passar pelos sofrimentos do inferno no futuro. Mas, se experimentar extremas privações por causa do Sutra de Lótus, os sofrimentos do inferno dissipar-se-ão instantaneamente.
    (Nitiren Daishonin).
  89. Não devemos acreditar apenas em palavras, em posição ou ideologia. É a personalidade da pessoa e suas ações o que importam.
    (Daisaku Ikeda).
    Jamais permita que os impasses da vida o pertubem. Afinal, ninguém pode escapar dos problemas, nem mesmo santos ou sábios. Sofra o que tiver que sofrer. Desfrute o que existe para ser desfrutado. Considere tanto o sofrimento como a alegria como fatos da vida.
  90. As pessoas não existem em função da religião. É a religião que existe em função das pessoas. Mesmo na política não é o povo que existe em função dos políticos. São os políticos que existem em função do povo. No ensino, os professores existem em função dos alunos. Os médicos existem, acima de tudo, em função dos pacientes. Também a existência dos advogados, cientistas, jornalistas, tudo se resume em função do povo. Entretanto, na maioria das vezes, essa posição está invertida. Utilizam-se do povo para os seus próprios interesses e satisfações.
    Aqueles que exploram a religião para seus próprios fins egoístas oprimem e denigrem as pessoas. Eles tiram impiedosamente vantagens dos outros, apossando-se do que podem e então, cruelmente, deixam as pessoas de lado quando não tem mais nada a oferecer. Da mesma forma, aqueles que exploram o mundo da política para o seu próprio fim compartilham do mesmo desprezo pelas pessoas. Os senhores não devem ser enganados por esse tipo de pessoa. As pessoas não existem para beneficiarem os líderes. O que deve ocorrer é justamente o oposto. Os líderes, inclusive políticos e clérigos existem para beneficiar as pessoas. Os professores por sua vez, existem para o bem dos estudantes. Entretanto, muitos dos que se encontram em posições de liderança comportam-se arrogantemente, denigrem as pessoas.
    (Daisaku Ikeda).
  91. Seria maravilhoso não ter que encontrar dificuldades, no entanto da mesma forma que os exames estimulam os estudos de uma pessoa, sem as dificuldades não pode haver progresso ou desenvolvimento. Não agir pelo bem é o mesmo que corresponder ao mal. Não avançar é o mesmo que retroceder. Fugir perante a luta é o mesmo que abandonar a fé. "O desespero é o refúgio dos tolos" - assim diz o ditado. Enquanto mantiverem a esperança, enquanto empreenderem ações corajosas para lutar, podem estar certos de que a primavera irá chegar novamente. Um provérbio russo diz: "Não existe inverno no reino da esperança."
    (Daisaku Ikeda).
  92. Somente o conhecimento não é suficiente. Somente quando o conhecimento alia-se a sabedoria é que uma pessoa pode atingir a vitória na vida. Sem sabedoria, não se pode distinguir as pessoas boas ou más.
    (Daisaku Ikeda).
  93. A oração é a energia da vida, permeando todo o universo e tornando-se força motriz para a mudança.
    (Daisaku Ikeda).
  94. Cada um tem sua própria posição e papel a desempenhar. Os senhores tem a sua própria missão que somente os senhores podem concretizar.
    (Daisaku Ikeda).
  95. Cada qual pagará a si mesmo pela má ação que cometeu. Praticando uma boa ação, cada qual se purificará a si mesmo. Não se pode purificar uns aos outros.
    (Sakyamuni)
  96. Minhas obras são meu bem; minhas obras são minha herança; minhas obras são o seio que me leva; minhas obras são a razão a qual pertenço; minhas obras são meu refúgio.
    (Sakyamuni).
  97. Aquele que percebe a existência da dor e conhece sua causa, remédio e extinção, compreende as quatros nobres verdades está no bom caminho. Seu reto propósito de ser a luz que iluminar seus passos, e a palavra verdadeira, o seu refúgio. Caminhar em linha reta, porque reta é a conduta.
    (Sakyamuni).
  98. Feliz aquele que vence o egoísmo, alcança a paz, encontra a verdade. A verdade liberta-nos do mal; não há no mundo libertador igual. Confia na verdade, mesmo que não sejais capazes de compreendê-la, mesmo que no começo vos pareça amarga a sua doçura.
    (Sakyamuni)
  99. O louco que reconhece sua loucura possui algo de prudente; porém, o louco que se presume sábio esse está realmente louco.
    (Sakyamuni).
  100. Não busco recompensa alguma, nem mesmo renascer num paraíso; procuro, porém, o bem dos homens, procuro reconduzir os que saíram do Caminho, alumiar os que vivem nas trevas e no erro, banir do mundo toda pena e sofrimento.
    (Sakyamuni).
  101. A fama é passageira. É como uma miragem ou luz de vaga-lume. Como Nitiren Daishonin diz, "ser elogiado por tolos - essa é a maior vergonha." A fama nada tem a ver com felicidade. Não estamos vivendo meramente pela popularidade ou fama, transitórias como a espuma sobre a água. Estamos avançando ao longo do supremo caminho de vida, que se levanta sobre todos os fenômenos efêmeros.
    (Daisaku Ikeda).
  102. Não são poucas as vezes que as diversas formas de infelicidade nesta vida são provocadas por erros de decisão ou escolha. Portanto é errado considerar que todos os acontecimentos são manifestações de carmas ou destinos pré-determinados. Com base nesse ponto, concluímos que precisamos ter sabedoria no momento em que tomamos decisões na vida e em nossas ações diárias. Por exemplo: uma pessoa que ganhe 100 reais por mês e gasta 150 reais, certamente irá sofrer com os cobradores e a falta de dinheiro. Assim começará a se lamentar dizendo sofrer de "carma financeiro". A falta de sabedoria e o erro de decisão provocaram a manifestação de um sofrimento, e esse sofrimento em si é efeito do carma.
    (Daisaku Ikeda).
  103. Se cada um for invencível, não haverá problemas sem solução. Quando tivermos este espírito, o nosso potencial aumentar ainda mais e nenhum objetivo ficar sem ser concretizado. Todos os problemas terão solução todos os sofrimentos serão transformados em felicidade.
    (Daisaku Ikeda).
  104. Nós todos fazemos parte da grande família da humanidade e somos moradores em comum de uma imensa casa chamada terra. Não há outra forma senão nos entendermos. Não há por que não chegarmos a um entendimento através de um sincero diálogo. Ao menos devemos nos esforçar e nos empenhar ao máximo para isso. Quem não se esforça nesse sentido demonstra uma grande arrogância em relação as pessoas. Além disso, na maioria das vezes, existe por trás disso um espírito covarde que tenta proteger a si mesmo.
    (Daisaku Ikeda).
  105. Obviamente, desde que somos seres humanos, eternamente existirão algumas espécies de conflitos, rivalidades ou mesmo divergências de opiniões. Entretanto, terminantemente, jamais haver a necessidade de nutrirem-se de ódio ou mesmo matarem-se uns aos outros.
    (Daisaku Ikeda).
  106. As pessoas não são nobres desde o nascimento, mas se enobrecem através de suas ações. As pessoas não são medíocres desde o seu nascimento, mas tornam-se assim através de suas ações. Se existem alguma diferença entre as pessoas, então essa diferença está somente nas suas realizações.
    (Daisaku Ikeda).
  107. O valor de uma religião depende de sua capacidade de conter a ambição, o ódio e a insensatez. Não se deve confiar na mente que está cheia de cobiça, ira e estultícia. Não se deve deixar a mente desenfreada, deve-se mantê-la sob rígido controle. É muito difícil ter o perfeito controle mental. Aqueles que buscam a Iluminação devem livrar-se primeiro do fogo de todos os desejos. O desejo é como fogo devastador, e aquele que está trilhando o caminho da Iluminação deve evitar o fogo do desejo, assim como o homem que carrega um fardo de feno evita as chamas. É loucura um homem arrancar seus olhos, pelo temor de ser tentado pelas formas bonitas. A mente é o senhor e se ela estiver sob controle, os menores desejos desaparecerão.
    (Sakyamuni).  
    Fonte: http://saintgermanchamavioleta.blogspot.com.br