sábado, 31 de agosto de 2013

KARMA

Karma é uma palavra em sânscrito que significa, simplesmente, ação. Para um hindu, a reação já faz parte da própria ação, as coisas são uma só. Não há, portanto, contexto de pecado, punição ou recompensa, como um ocidental traduz.
A causa e sua conseqüência são o mesmo ato, o karma. Se você semeia vento, colhe tempestade, não porque Deus castiga, não por expiação e provas, não por moralismo divino, mas apenas porque não se colhe morangos dos espinheiros.
Se fiz o "mal", colho o "mal", não por haver códigos divinos de certo e errado, mas por simples causa e efeito. E tudo isso é Karma. Mas se recebo presentes bacanas no meu aniversário, por ter sido uma pessoa bacana também, isso também é Karma, no sentido hindu.
Se alguém busca a Deus através do serviço filantrópico desinteressado, se sua espiritualidade e "união" com o divino se faz através mais de ações do que de conhecimento ou devoção, isto é chamado de “karma yoga”, ou seja união através das ações (karma). Note que a maneira com que o senso-comum ocidental se apropria da palavra é completamente diferente, e equivocado.
Já o Dharma tem dois sentidos principais, no hinduísmo e no budismo. Dharma pode ser sua missão no mundo, o papel que ocupa, a proéxis da conscienciologia, o "sonho de morte" de Winnicott, o seu papel sócio-existencial, a sua possibilidade de auto-realização, o que seu inconsciente deve cumprir para se individuar. Para cumprir seu dharma, é preciso karma (o que não parece nem um pouco com o uso equivocado da palavra).
Não precisa ser algo estereotipadamente espiritual; para muitos, cumprir seu dharma é ser uma boa mãe e avó. Para outros, ser um bom policial, mesmo se cético, evangélico ou ateu! Meu dharma tem sido divulgar a espiritualidade e discernimento, levar senso crítico às pessoas, eu ficaria sem ar se não fizesse isso.
Meu dharma hoje é dar aulas de filosofia (inclusive em escolas do estado, que não pagam nada) e atender pessoas na clínica, não faço isso por "profissão" ou dinheiro, ao contrário, mudei minha vida para poder fazer isso, porque faz sentido para mim, e me dá sentido também.
Às vezes, após fazer os olhos de adolescentes pobres brilharem por perceberem que podem pensar e questionar, ou após uma sessão de psicanálise em que realmente fiz diferença na vida de uma pessoa, costumo pensar, em silêncio, sem reconhecimento ou publicidade alguma por isso (já tive mais em outros dharmas), que se eu tivesse nascido naquele dia pela manhã e morrido no final da noite, ainda assim minha passagem pelo planeta teria feito sentido - e mudança - por ter levado evolução e transformação.
O mundo não será mais o mesmo após aquele meu dia. Isso é cumprir o dharma. O que o Donald Winnicott chama de "sonhar o sonho que nos permite morrer".
O conceito de dharma no hinduísmo nos remete a Arjuna, o arqueiro do Baghavad Gitá, que interpela Krishna com suas dúvidas existenciais, uma vez que para cumprir seu papel de guerreiro na sociedade precisará matar pessoas que antes eram amigas, em uma guerra que não é necessariamente sua.
Como conciliar a espiritualidade com o assassinato? Naquela bela metáfora, Krishna lhe explica sobre o cumprimento de seu dharma, o de ser guerreiro (a sociedade hindu era dividida em castas rígidas), e de como qualquer trabalhador, poder oferecer o fruto de seu trabalho a Deus.
Nenhuma flecha mataria o espírito imortal daquelas pessoas, e as mortes não viriam da maldade de Arjuna (o que lhe geraria o karma disso, ação e reação). Por outro lado, Arjuna tinha um Dharma nessa vida, por mais estranho que pareça: o de ser guerreiro. Então que fosse um bom guerreiro, executasse o seu papel na sociedade, oferecendo o fruto de seu trabalho para Deus.
Se isso soa estranho para os valores ocidentais (um avatar divino aconselhando um discípulo a matar as pessoas como sendo a coisa mais espiritual a fazer), ilustra de maneira intensa a necessidade de se cumprir o dharma, seja qual for.
A situação extrema é proposital, para dizer que, por mais difícil que pareça, não podemos nem devemos nos furtar a cumprir o nosso dharma - e que o façamos bem, oferecendo o fruto desse trabalho para o criador. Belíssimo.
Já em alguns contextos budistas, a palavra Dharma é usada como sinônimo de uma benção do Buda. Fala-se mais em "receber" o dharma (benção) do que em "cumprir" o dharma (missão de vida).
Embora seja uma apropriação lingüística, uma evolução e extensão metafórica da palavra em outro contexto, como ocorre em qualquer idioma, ainda assim é coerente.
Ora, como alguém poderia receber o dharma, a benção, em um contexto espiritual? Simples, cumprindo sua missão de vida (dharma), e executando boas ações (karma). No fundo, os três conceitos estão completamente interligados, embora tenham significados diferentes. Não há dharma sem karma, e a benção ou sintonia que encontramos é produto direto de nossos pensamentos, sentimentos, energias e ações.
Compilado de Lázaro Freire


Fonte: http://www.harmoniaespiritual.com.br

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

RESPEITO

O Respeito é o pilar da relação. Ele sustenta a estrutura do lar, une o casal numa condição de igualdade. Quando existe o respeito, ninguém dá um passo à frente, sem levar o outro consigo. Não há maiores decepções e os dois caminham lado a lado. O Respeito é a base de tudo.

Ter Respeito é sentir orgulho, é admirar o parceiro. Mostrar ao mundo sua felicidade de estar ao lado dele. Respeitar é valorizar a mulher que ama, mesmo quando ela não está presente. É pensar em dobro, não abandonar jamais. Respeito é entrega, atitude e proteção. O Respeito é ingrediente fundamental na fórmula do amor.

Sem Respeito, esqueça. O amor tem diversos pilares que, uma vez derrubados, destróem gradativamente o sentimento. A confiança - mesmo quebrada - tem conserto, mas depende da tolerância. O tesão é essencial, mas pode ser recuperado a qualquer momento, basta ativar o mecanismo da sedução. O Respeito, se perdido, jamais será retomado. E ele leva consigo a capacidade de continuar uma história. Ao perder o Respeito, quebra-se o encanto.

Respeito é saber ouvir, perceber a fragilidade do parceiro, identificar o motivo do mau humor dela, numa quinta-feira pela manhã. Respeitar é o abraço que interrompe a briga, o beijo carinhoso em público, o sorriso de felicidade ao encontrá-la no fim do dia. Respeito é limpar o sorvete que ficou no queixo dela, é cobrí-lo com a coberta, quando ele estiver encolhido dormindo no sofá, é lembrar de levar pra casa aquele doce que ela gosta, é apaixonar-se repetidamente. Respeito é uma forma de sentimento.

Respeito se vai com a negligência. Não precisa ofender, basta ignorar. Uma mulher precisa ser amada, especialmente quando ela parecer forte. É necessário identificar as nuances da fraqueza feminina. O homem carece de altivez ao seu lado. Ofereça galhardia e compreensão e tenha a fidelidade eterna como recompensa. Respeitar o outro é valorizar as próprias escolhas.

O Respeito é uma arte, uma música que trilha a relação a dois, uma paisagem do casal. Está ali, é vital para a manutenção do relacionamento, mas talvez só será descoberto, quando faltar algum dia. Respeitar é o primeiro passo, revela a sinceridade dos gestos, expõe a harmonia matrimonial. O Respeito é a segurança do amor.



Fonte: http://chicogarcia.blogspot.com.br

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O QUE FORTALECE A SUA ALMA?

Na Sabedoria antiga, dizia-se que toda e qualquer experiência da vida, agradável ou não, está diante de nós para fortalecer e elevar a nossa Alma.
Na Sabedoria antiga, dizia-se que toda e qualquer pessoa, próximas ou distantes – sem exceção de nenhuma, contribui para o fortalecimento e a elevação da nossa Alma.
Segundo a Sabedoria antiga, tudo e todos devem ser abençoados por nós, mesmo que estejam nos trazendo experiências ruins.
E, como nossa Alma está se fortalecendo e se elevando a partir das experiências e das pessoas ao nosso redor, próximas ou distantes, a Sabedoria antiga nos incentiva a sentirmos gratidão por tudo e por todos, sem exceção.
Sendo assim, seguindo a antiga Sabedoria, eu te estimulo a abençoar a todas as pessoas que surgem na sua realidade, independentemente de quem seja.
E te estimulo a agradecê-las pelas experiências que elas estão trazendo até você.
Lembre-se: Acima de tudo, elas estão trazendo o fortalecimento e a elevação da sua Alma!
Luz e Paz, Tania Resende


Fonte:http://saintgermanchamavioleta.blogspot.com.br

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

PRECISA-SE

De pessoas que tenham os pés na terra e a cabeça nas estrelas.
Capazes de sonhar, sem medo dos sonhos.
Tão idealistas que transformem seus sonhos em metas.

Pessoas tão práticas que sejam capazes de transformar suas metas em realidade.
Pessoas determinadas que nunca abram mão de construir seus destinos e arquitetar suas vidas.
Que não temam mudanças e saibam tirar proveito delas.

Que tornem seu trabalho objeto de prazer e uma porção substancial de realização pessoal.

Que percebam, na visão e na missão de suas vidas profissionais, de suas dedicações humanistas em prol da humanidade, um forte impulso para sua própria motivação.

Pessoas com dignidade, que se conduzam com coerência em seus discursos, seus atos, suas crenças e seus valores.

Precisa-se de pessoas que questionem, não pela simples contestação, mas pela necessidade íntima de só aplicar as melhores idéias.

Pessoas que mostrem sua face de parceiros legais.
Sem se mostrarem superiores nem inferiores. Mas... iguais.

Precisa-se de pessoas ávidas por aprender e que se orgulhem de absorver o novo.

Pessoas de coragem para abrir caminhos, enfrentar desafios, criar soluções, correr riscos calculados.

Sem medo de errar.

Precisa-se de pessoas que construam suas equipes e se integrem nelas.
Que não tomem para si o poder, mas saibam compartilhá-lo.

Pessoas que não se empolguem com seu próprio brilho.
Mas com o brilho do resultado alcançado em conjunto.

Precisa-se de pessoas que enxerguem as árvores.
Mas também prestem atenção na magia das florestas.
Que tenham percepção do todo e da parte.

Seres humanos justos, que inspirem confiança e demonstrem confiança nos parceiros.

Estimulando-os, energizando-os, sem receio que lhe façam sombra, mas sim se orgulhando deles.

Precisa-se de pessoas que criem em torno de si um ambiente de entusiasmo
De liberdade, de responsabilidade, de determinação,
De respeito e de amizade.

Precisa-se de seres racionais.

Tão racionais que compreendam que sua realização pessoal está atrelada à vazão de suas emoções.

É na emoção que encontramos a razão de viver.

Precisa-se de gente que saiba administrar COISAS e liderar PESSOAS.

Precisa-se urgentemente de um novo ser.

 Isaac Libermann

Fonte: http://stelalecocq.blogspot.com.br

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

ENTRE SAIR E ENTRAR, NO QUASE, ENTRE

A Verdade não está contida na forma e você não a encontra porque ela não está perdida. É muito simples! Veja se você consegue dar essa volta: a Verdade não pode ser encontrada porque ela não está perdida. Se ela estivesse perdida, algum indivíduo a teria encontrado.
 Outro dia encontrei um manuscrito que dizem ser de Shiva. Chama-se Centering (centramento, centrando-se). Shiva  cantou primeiramente estas canções para sua consorte Devi. Numa linguagem de amor que nós ainda temos que aprender. Amor é exatamente esse momento, de completa abertura para a possibilidade, completamente outra, que não aquilo que sua mente propõe. É um momento de dissolução. Veja o que diz:
Devi pergunta: Oh, Shiva! Qual é a tua realidade? 
Qual é o teu universo cheio de maravilhamento?
O que é que constitui a semente deste universo?
Qual é o centro? Quem centra essa roda universal?
O que é a vida, além das formas, das formas contidas?
Como podemos entrar nisso, totalmente, além do espaço,
além do tempo, além dos nomes, além das descrições?
Por favor, deixe que as minhas dúvidas sejam esclarecidas...
 Shiva  tem cento e doze respostas para essa pergunta. Eu fiquei com a primeira e compartilho. Veja se você acessa a simplicidade dessa resposta:
 Radiante Devi: essa experiência pode nascer entre duas respirações. Depois que a inspiração entrou e assim que ela estiver saindo, a beneficência.
 Ele está falando desse exato momento onde tudo pára. Então, se você senta e se aquieta, aqui, agora, enquanto tudo acontece, observe que a respiração em  quase nenhum momento para. Não se mova e note, nesse quase, tudo para.  A respiração entra e sai, quase sem parar. Quase.
 Shiva está chamando de "beneficência", este menos de um segundo em que a respiração fica suspensa, entre o entrar e o sair. E essa beneficência se encontra aqui e agora. Tenho insistido nessa única revelação. A sua única possibilidade está em dar-se conta daquilo que existe nesse menos de um segundo.

Fonte: http://satyaprem.blogspot.com.br

sábado, 3 de agosto de 2013

CRISE DE SENSATEZ

Não resta dúvida de que o universo, por suas dimensões, está para além da compreensão humana


É possível que o que vou dizer nesta crônica espante o leitor como espantou a mim, ao pensá-lo. É que nunca o pensara antes, nem supunha que tal pensamento me ocorresse um dia, a sério. Foi o seguinte: pensei que é melhor ser louco que sensato, como sou.


Refiro-me ao louco de fato, não estou usando de metáfora, como quando se diz "Fulano é loucão". Nada disso, falo do cara que ouve vozes e acredita que o porteiro do prédio sequestra meninas, mata-as, cozinha-as em grandes panelas que tem em sua casa e as come. Refiro-me ao sujeito que é pirado mesmo, necessitando de internações e remédios. Doido varrido.


Mas por que isso, por que achar que ser doido é melhor do que ser normal? Simplesmente porque o doido inventa a existência como lhe apraz, sem dar bola para o que nós outros chamamos de realidade.


Não é só isso, porém, ou melhor, isso não é o principal motivo de minha opção preferindo a loucura à normalidade. A razão mesmo é que a visão dita normal não explica a realidade, irredutível a ela.


Por exemplo, alguém é capaz de dizer por que existe o mundo em vez de nada? Ninguém sabe a resposta a essa pergunta. E outra: houve um tempo em que nada existia, antes de haver o universo? É impossível imaginar um tempo em que nada existia. Ou seja, a sensatez não explica a existência e muito menos a não existência.


Veja bem, essas perguntas são feitas por gente sensata, ou seja, quem as formula é quem pretende reduzir a existência do mundo a explicações objetivas e compreensíveis. Quem não quer entender, não faz perguntas. Isto é, só os sensatos as fazem; os loucos, não. Se fazem algumas perguntas, são outras, insensatas, e as respostas que encontram são mais loucas ainda.


Não consigo impedir que certas perguntas me perturbem. Por exemplo, o sistema solar mais próximo da Terra está a uma distância de 4,3 anos-luz, ou seja, a distância que a luz percorre à velocidade de 300 mil quilômetros por segundo. Como nenhuma nave pode viajar à velocidade da luz, porque se desintegraria, viraria luz, jamais algum habitante da Terra poderá chegar àquele sistema solar. Mesmo que viajasse a 300 mil quilômetros por hora, levaria séculos para chegar lá. O que dizer dos sóis que estão a 1 milhão ou 2 milhões de anos-luz? Ou seja, o universo existe apenas para ser contemplado por nós, de longe.


Mas é o de menos. Pensa só nisto: o nosso sistema solar, com todos os planetas que o constituem, e os satélites e tudo o mais, equivale a 2% da massa total do Sol, que é uma estrela de quinta grandeza; quer dizer, não é das maiores.


Só na Via Láctea, há bilhões de outros sóis e, no universo, há bilhões de galáxias infinitamente maiores que a Via Láctea, com bilhões e bilhões de sóis. Dá para entender isso? Pode alguém achar que a mente humana é capaz de explicar um troço como esse, que excede toda e qualquer possibilidade de abranger e compreender? Não resta dúvida de que o universo, por suas incomensuráveis dimensões, está para além da compreensão humana. Concorda comigo ou não? Claro que concorda. Se não concorda, o doido é você.


Mas, tudo bem, esqueça as galáxias e me explica a existência desta pequenina aranha que surgiu presa ao filtro de parede na minha cozinha. Ela é minúscula e sua teia tão tênue que nem sequer consigo vê-la. Só sei que a teia existe porque a aranha não poderia estar suspensa no ar sem nada em que se apoiasse.


A aranha não é igual à barata nem ao rato, já que, além do mais, são maiores que ela, têm outra forma e não produzem teia, que, quase invisível, é uma armadilha mortal para os insetos. Foi a aranha quem bolou essa armadilha, quem a inventou? Se não foi ela, quem foi então? Não me diga que foi Deus, porque essa é a resposta que facilmente explica tudo.


A verdade é que não dá para entender, a existência não tem explicação, e o que não tem explicação é absurdo. Absurdo para quem, sensato como eu, quer entendê-la.

Já o louco não busca explicações sensatas. Inventa alguma tão absurda quanto o próprio universo. Enfim, a existência é a existência, não precisa de lógica. E é, por isso mesmo, maravilhosa.


FERREIRA GULLART

Fonte:http://cultcarioca.blogspot.com.br

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

ACHO QUE NÃO VI UM GATINHO

Ela pediu um gatinho - "Para treinar a ter filhos” - argumentou - "Bons pais começam como bons donos de bichos".

Moramos num "apertamento" no centro e ficamos o dia todo fora. Gato não é tão carente quanto cachorro, mas precisa de atenção, cuidado e tempo. Como recusar o pedido dela? Como convencê-la que não é uma boa idéia?

Entenda, eu nunca tive um bichinho de estimação, mas sem prequis um. Fui criança incompleta, sem gato para brincar, sem cachorro para correr. Nunca quis ter passarinho, sendo voador precoce, sempre fui militante do movimento "Liberte o Ninho", afinal, canto de passarinho livre é jazz, canto do preso é blues. O mais próximo que tive de um pet foi um porquinho-da-índia, nome pomposo para o preá que acabou mordendo o dedo do meu pai e foi punido com morte, fogo e prato. Vai ver meu pai achou que o preá era mesmo porquinho.

Nunca tive nem aquário, imagina iguana. O mundo animal sempre foi National Geographic para mim, com exceção de um casal de serpentes que moraram comigo em Londres e que sumiram misteriosamente - esquecidos, vai ver cobra não tem mente - não lembraram de deixar o dinheiro do aluguel e do telefone.

Contudo, sempre quis ter a amizade de um cachorrinho ou o mistério do olhar de um gato. Queria experimentar esse tal amor por esses bichanos, que dizem por aí, se não é igual, é tão intenso quando o amor que sentimos por nossos filhos. É o que dizem, nunca tive nenhum, nem outro; por isso estou indeciso, ansioso. Cedo ou não cedo?
Não é tão simples, amigos. Assim como ter um filho, criar um cãozinho ou um gato, requer comprometimento e responsabilidade. Se todos pensassem bem antes de escolher ser dono de um bicho, não teríamos tanto cachorro e gato soltos por aí, perdidos, abandonados, presos, desenganados e mortos.

Quero que ela tenha um gato ou um cachorro, mas não agora. O animalzinho, assim como o filho, terá que esperar mais um pouco
 

 Fonte: http://cronicasdofrank.blogspot.com.br