quinta-feira, 28 de novembro de 2013

O que é um insight e como ele surge?

De vez em quando alguém me pergunta o que seria exatamente um "insight", já que esta é uma palavra bem utilizada por muitos quando estão falando sobre autoconhecimento.

Por isso vou explicar em detalhes.
Ter um insight significar descobrir ou perceber algo que antes você não percebia, sobre si mesmo, ou sobre o funcionamento da vida, do mundo, do universo...
Por exemplo: Em determinado momento você percebe que está se deixando manipular por alguém, e descobre que está permitindo que isso aconteça porque se sente culpado por algo que fez; sendo assim, está tentando compensar algo que antes nem se dava conta.

Quando você percebe a situação, é como um despertar interior.

Antes havia uma cegueira, e agora as coisas ficaram claras.
Posso dar vários outros exemplos: quando você percebe que um determinada coisa que irrita no seu marido/esposa é porque isso lembra algo que seu pai/mãe fazia; quando você percebe que um determinado ciclo se encerrou (um trabalho, um negócio, um relacionamento) e você precisar mudar para algo novo e sente isso com clareza no seu interior; de repente, você se dá conta que está sabotando seu progresso profissional (arranjando desculpas que o fazem perder oportunidades ou adiar ações, por exemplo) e sentiu que por trás disso há um sentimento de não merecimento, enquanto que antes, você pensava que a falta de progresso era devido ao azar, ao acaso; quando você percebe que não adianta ficar lutando e se esforçando pra que uma determinada coisa aconteça ou que alguém mude, e aí você entra em um estado de paz e aceitação e resolve abrir mão do falso controle que antes pensava ter; quando você percebe que está agindo igualzinho a um padrão emocional da sua mãe, repetindo a mesma história de sofrimento; quando surge uma decisão sobre o que fazer a respeito de algum assunto que antes o fazia se sentir perdido; quando você percebe que está com raiva de alguém porque, na verdade, tem medo de ser abandonado por essa pessoa etc..
Enfim, são muitas as formas que os insights podem aparecer, nas mais diversas áreas da nossa vida.

O que existe em comum em todos os insights, é que surge uma clareza maior do que antes.

Às vezes ficamos até surpresos por não termos percebido algo tão óbvio.
Insights podem vir à tona a qualquer momento: durante ou após um momento de sofrimento intenso; numa caminhada; quando resolvemos relaxar; em uma conversa com alguém; num momento de reflexão; durante a leitura de um livro ou texto; num estado de quietude e silêncio...
Trabalhos terapêuticos costumam favorecer e acelerar o surgimento de insights.

Durante a aplicação da *EFT (técnica para auto-limpeza emocional, veja como receber um manual gratuito no final do artigo), eles podem aparecer de forma espantosa, e em grande quantidade. Isso ocorre por determinadas razões que vou explicar a seguir.

As emoções negativas que guardamos, sejam elas conscientes ou inconscientes, provocam uma distorção na forma como vemos as coisas e interpretamos o mundo.


É fácil constatar isso quando alguém, ao sentir uma raiva intensa, fala coisas que depois se arrepende de ter falado.


É possível que, depois de mais calma, a pessoa perceba o quanto foi exagerada e injusta. Uma decepção ou sentimento de tristeza pode também trazer vários pensamentos negativos sobre a vida, que depois desaparecem quando a emoção é curada.


Mas não são apenas as emoções intensas que provocam distorção na nossa percepção.


Qualquer emoção negativa, mesmo as mais sutis, influenciam a nossa forma de interpretar o mundo. Funcionam como se fossem um filtro.


Quando aplicamos a EFT, dissolvemos as emoções negativas que estamos sentindo naquele momento.


E quando isso ocorre, a emoção que filtrava a realidade deixa de existir.


Nos deparamos com os fatos, com a realidade em si, sem a influência emocional.


Nesse momento, enxergaremos coisas que antes eram impossíveis de se ver.

Essas percepções, ou insights, acontecem o tempo todo, de forma até corriqueira durante o trabalho com a EFT.


As emoções negativas que estamos reprimindo ou escondendo por trás de outras mais superficiais vem à tona durante o processo e percebemos o que de fato estava nos incomodando.


Por exemplo: ao aplicar EFT para a raiva que se sente de alguém, pode vir à tona a verdadeira razão da raiva: medo de ser abandonado por essa pessoa.


Antes, todo o medo ficava escondido por trás de uma máscara de raiva, que dá uma sensação de força e poder, quando, na verdade, escondia uma fragilidade e medo.

É comum também surgirem lembranças de fatos do passado que estavam aparentemente esquecidos, ou que a pessoa pensava já não ter mais qualquer sentimento guardado.


De repente, percebemos que aquelas lembranças ainda trazem emoções que estão nos atrapalhando em determinada situação atual.


Tudo isso faz parte do processo de ter insights.

Durante a minha jornada, tive diversos insights, alguns deles mais profundos, outros mais corriqueiros.
Quando ainda tinha uma firma de engenharia e comecei a ingressar no caminho do autoconhecimento, chegou um determinado momento em que surgiu uma certeza de que eu iria trabalhar na área de terapia holística.


Depois, surgiu a certeza de que seria com EFT.


E assim as coisas foram acontecendo.


Quando já estava trabalhando com EFT, surgiam insights de como explicar melhor determinadas coisas emocionais; e às vezes a percepção de que eu teria que criar um determinado curso.

O insight também pode se confundir com a intuição.


Nos processos intuitivos, surge um saber interior sobre o que devemos fazer, mas não sabemos explicar exatamente o porquê.

Fica difícil colocar em palavras e explicar racionalmente.

Mas aquilo faz sentido pra nós.

Existe uma lógica e uma explicação mais profunda, porém, às vezes não conseguimos deixar que venha à tona plenamente.

Apenas sabemos que devemos fazer algo de determinada forma.
Bem, o assunto "intuição" ficará para um outro artigo.

 Andre Lima 


Fonte: http://saintgermanchamavioleta.blogspot.com.br


terça-feira, 19 de novembro de 2013

O DEUS INTERIOR

Pergunta: "Você diz que Deus está dentro de mim, eu percebo que estou olhando para dentro de algum conceito que eu tenho do lado de fora.".

Osho: Esse tipo de Deus você nunca vai encontrar dentro de você. Você vai ter que soltar todos os conceitos que foram dados a você do lado de fora - porque Deus não é uma pessoa. A imagem de Deus não existe, nenhuma estátua é possível. Deus é uma experiência! Se você tiver a idéia de um Deus que seus pais e sua sociedade têm dado a você, você vai entrar com essa idéia e essa idéia será o obstáculo - não vai permitir que você veja o que é.

 E Deus é aquilo que é. Ele não precisa de conceitos para ser visto; conceitos cegam-no. Abandone todos os conceitos.

Se você realmente quer ir, vá como um agnóstico. Esta palavra é bonita. Você deve ter ouvido a palavra 'gnóstico'; 'gnóstico' significa aquele que sabe - gnose significa conhecimento. "Agnóstico" significa aquele que não conhece.  Agnóstico  significa aquele que só sabe uma coisa, que ele não conhece. Seja um agnóstico - que é o início da verdadeira religião.

Nem acredite, nem desacredite. Não seja um hindu, e não seja um Jaina e não seja um cristão - caso contrário você vai continuar tateando nas trevas para sempre e para sempre. A menos que você solte todas as ideologias, todas as filosofias, todas as religiões, todos os sistemas de pensamento, e vá para dentro vazio, sem nada na mão, sem a menor idéia ...

Como você pode ter uma idéia de Deus? Você não o conheceu. Basta ir ... com um grande desejo de conhecer, mas sem nenhuma idéia de conhecimento ... Com uma intensidade de saber, com um amor apaixonado para saber o que está lá, mas não transporte quaisquer idéias expostas a você por outros. Deixe-os de fora. Essa é a maior barreira para o candidato ao caminho da verdade.

Deus está lá, mas você não pode ver - porque seus olhos estão cegos pelos conceitos dados a você. Se você tem uma certa idéia de Deus,  você não poderá vê-lo. Sua idéia se tornará uma barreira. Retire todas as idéias que você reuniu a partir de fora, só então você pode ir para dentro.

Na verdade, fique com este insight. Se você está procurando algo, você não será capaz de ver - porque a própria idéia de procurar algo significa que você tem uma idéia do que você está procurando. Procurar algo é um tipo de cegueira.

Ver só acontece quando você não está procurando por algo em particular, você está aí, aberto, disponível. Então, tudo o que é, é revelado.

Não olhe para Deus, se você quiser vê-lo. Basta esperar - deixar e esperar. Deus é um acontecimento! Se você está em silêncio, aberto, amoroso para com o seu próprio ser, consciente, ele vai acontecer. A qualquer momento, quando você estiver na sintonia certa com a existência, isso vai acontecer.

Deus está lá, você está lá: Apenas a sintonia certa. E isso é o que eu estou ensinando a você: sintonia certa. Abandonar todas as ideologias ajuda você a estar devidamente atento. E uma vez que você esteja em sintonia com a existência, isso é a felicidade. Você chegou em casa.


  OSHO

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

CRISE DE PÂNICO!

Plantas tóxicas, fome, conflitos tribais, predadores – nossos ancestrais sobreviveram a muitos riscos. Em um ambiente hostil, em que raramente se ultrapassava os 30 anos de idade, era preciso estar atento a muitos perigos para se proteger. Ao custo de sofrimento físico, perda de entes queridos e toda série de dificuldades aprendemos, por exemplo, a evitar alimentos de mau aspecto, andar por ruas desertas, desconfiar de desconhecidos. “A psique humana evoluiu em face do medo. Temos uma espécie de software – de milhões de anos, um pouco desatualizado talvez – que traz informações necessárias para nos manter a salvo”, explica o psicólogo Robert Leahy, professor da Faculdade Médica Weill-Cornell, autor de Livre da ansiedade (Artmed, 2011). Adaptativo, o medo se inicia quando reconhecemos uma ameaça e se dissipa logo que ela cessa. A ansiedade, por sua vez, está associada a antecipação. Ela é natural e nos prepara para enfrentar uma situação que nos desafia ou preocupa, como provas, entrevistas, resultados de exames médicos. Nesses momentos, é normal sentir o coração acelerar, a transpiração aumentar e mesmo insônia. Quando o problema é resolvido ela vai embora. “Já a ansiedade patológica não desaparece. Ela nos imobiliza e, para não ter de enfrentá-la, fugimos das situações. É crônica e vem sempre acompanhada de sintomas como palpitação, sudorese, tontura, sensação de estranhamento, diarreia”, diz o psiquiatra Antônio Nardi, diretor do Laboratório de Pânico e Respiração (LABPR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É considerado transtorno psíquico quando tem duração, intensidade e frequência desproporcionais.



Em alguns casos a ansiedade pode se manifestar em crise abrupta e intensa – um ataque de pânico. Uma onda de sensações desagradáveis, como impressão de asfixia, dor no peito, dormência dos membros, receio de enlouquecer ou mesmo de morrer, que se inicia e atinge seu pico em poucos minutos. As crises podem ocorrer de forma isolada ou ter relação com algum transtorno de ansiedade. Ataques recorrentes, acompanhados pela preocupação constante de sofrer outra crise – e as possíveis consequên-cias, muitas vezes imaginárias, que ela pode ter, como um infarto ou morte –, caracterizam, segundo o Manual diagnóstico e estatístico de doenças mentais (DSM), um estado extremo de ansiedade: o transtorno de pânico (TP), também conhecido como síndrome do pânico.


Por causa da semelhança com os sintomas de problemas cardiorrespiratórios, muitas pessoas com ataque de pânico vão parar no pronto-socorro ou passam por consultórios médicos de diferentes especialidades antes de procurar um psicólogo ou psiquiatra ou ser encaminhadas. É três vezes mais comum em mulheres e surge com mais frequência no início da vida adulta. Em alguns casos, é acompanhado de agorafobia – o receio de ter uma crise faz a pessoa começar a evitar lugares e situações em que, acredita, é mais difícil escapar ou receber ajuda. Assim, tarefas cotidianas, como usar transporte público rumo ao trabalho, fazer compras no supermercado ou sair de casa sem companhia, tornam--se cada vez mais difíceis. “É comum que parentes não compreendam o problema e acreditem que ‘é coisa da cabeça’ de quem sofre e adaptem a rotina familiar para que a pessoa não fique ou não saia só, o que pode parecer uma boa ajuda, mas que acaba colaborando para a manutenção do transtorno”, diz a psicóloga Marcele Regine de Carvalho, pesquisadora do LABPR.


O transtorno de pânico não tem causa específica. O mais provável é que seja resultado da interação entre herança biológica e fatores psíquicos e ambientais, como o estresse. Ter um parente de primeiro grau com o distúrbio é o principal fator de risco. Estudos com famílias, publicados nos anos 80 no Archives of General Psychiatry, demonstraram que pessoas com pai, mãe ou filho com transtorno de pânico têm oito vezes mais chances de apresentar os mesmos sintomas.


Pessoas com predisposição genética são mais suscetíveis a ter o distúrbio desencadeado por fatores externos, como algumas drogas. “São frequentes crises que se seguem ao abuso de álcool ou uso de substâncias recreativas, entre elas a maconha, e também de psicoestimulantes, como anfetaminas e café em excesso”, diz o psiquiatra Márcio Bernik, coordenador do Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). Medicamentos anorexígenos (com finalidade de emagrecer), corticoides e broncodilatadores também podem induzir ataques.


PÍLULAS e CRENÇAS

O tratamento com medicamentos e psicoterapia cognitivo-comportamental (PCC) controla os sintomas em mais de 85% dos pacientes sem agorafobia – resultados que se mantêm mesmo depois de interrompê--lo. “Os medicamentos mais indicados são os benzodiazepínicos (ansiolíticos) e antidepressivos. Muitos pacientes utilizam fármacos dos dois grupos, para que sejam ministradas doses menores de cada, o que reduz efeitos colaterais. A medicação bloqueia os ataques de pânico, abrindo caminho para enfrentar situações temidas”, diz Nardi.


A PCC é uma abordagem breve, que ajuda o paciente a perceber padrões de pensamento que alimentam sua ansiedade e a aprender algumas estratégias para lidar com ela no dia a dia. “A maneira como se avalia uma situação influencia emoções, comportamentos e reações fisiológicas. Interpretações exageradamente negativas, ou catastróficas, causam respostas físicas desproporcionais à realidade. Reestruturar pensamentos distorcidos é uma forma de alterar emoções e atitudes”, diz Marcele.


Para isso, é essencial compreender a ansiedade como um mecanismo de defesa: as reações que desencadeia, embora assustem, não são necessariamente perigosas e podem ser controladas. A hiperventilação – decorrente das inspirações rápidas e profundas em uma crise de pânico, que pode desencadear a parte “automática” de um ataque –, por exemplo, pode ser amenizada com respiração diafragmática. De forma semelhante, exercícios de relaxamento podem reduzir a excitação neuromuscular e a hiperatividade cognitiva.


Estudos com testes respiratórios – como hiperventilação voluntária e inalação de dióxido de carbono (CO2) para induzir sintomas de pânico em laboratório –, aliás, demonstram que pacientes com o distúrbio são excessivamente sensíveis a essas alterações. Os núcleos da base (estruturas interconectadas com o córtex cerebral, o tálamo e o tronco encefálico, onde são sintetizados neurotransmissores), por exemplo, têm papel tanto na regulação da respiração quanto no processamento de emoções primitivas, como o medo. “Existe uma relação entre equilíbrio de neurotransmissores, pH do sangue e sistema respiratório.Pacientes que hiperventilam antes de um ataque de pânico podem aprender a bloquear a crise respirando adequadamente”, diz Nardi.


PROVOCANDO SINTOMAS

Fugir ou evitar situações que causam desconforto pode, em um primeiro momento, trazer alívio. Por outro lado, porém, mantém intactas as crenças que sustentam o medo. Uma segunda etapa da PCC, depois da reestruturação cognitiva e treino para lidar com os sintomas, é a terapia de exposição. Com orientação do psicólogo, o paciente faz exercícios que simulam sintomas de ansiedade e também entra em contato com estímulos temidos. “O objetivo é que ele consiga experimentar sintomas e habituar-se a eles, para que qualquer mudança corporal percebida não dispare necessariamente um ataque de pânico”, diz Marcele.


Correr no mesmo lugar, respirar por um canudo fino, prender a respiração e hiperventilar são exemplos de exercícios que simulam sensações físicas de uma crise. Já a exposição a situações que despertam a ansiedade é gradual e repetitiva, de modo a adaptar o paciente ao estímulo, extinguir a resposta de medo e fazê--l-o perceber que suas previsões excessivamente negativas raramente se confirmam. É comum que o psicólogo cognitivo faça também simulações imaginárias ou virtuais para adaptar o paciente aos poucos. “Grupos de apoio também são importantes. Ajudam a perceber que existem pessoas com problemas semelhantes e, principalmente, que muitas melhoram. Para os parentes de quem tem o transtorno é uma oportunidade para esclarecer dúvidas e preconceitos, além de aprender estratégias de enfrentamento, diz Bernik.


“O medo não é o sistema de navegação confiável que supomos. Ele se alimenta de crenças irracionais, de ‘certezas’ que, na realidade, apenas tornam nosso comportamento menos adequado, obscurecem nossas expectativas, afetam drasticamente a qualidade vida”, diz Leahy. Será que todas as nossas preocupações são importantes a ponto de ser preciso dar ouvidos a todas elas para nos proteger? A ansiedade nos permite antecipar problemas e soluções possíveis para evitar a dor e preservar nosso bem-estar – apesar de parecer o contrário. Nas palavras do pensador Sêneca, “há mais coisas que nos assustam do que coisas que efetivamente nos fazem mal; afligimo-nos mais pelas aparências do que pelos fatos”.


A CRISE DE ANSIEDADE

O ataque de pânico é um período de medo intenso e de desconforto. Pode ocorrer em qualquer momento ou situação. Alguns dos sintomas podem surgir de repente e atingir seu pico em torno de dez minutos:


1 -falta de ar ou sensação de asfixia

2- vertigem

3 - ritmo cardíaco acelerado (taquicardia)

4 - tremor

5 - suor frio

6 - náusea

7 - sensação de dormência

8 -ondas de calor ou frio

9 - dor no peito

10 - medo de morrer, enlouquecer ou perder o controle


ESTRESSE SOB CONTROLE

Congestionamentos, demandas do trabalho, cuidar de si próprio e de outros. É possível enumerar centenas de situações, apenas as mais corriqueiras, que deflagram estresse e ansiedade. São parte do cotidiano da maioria das pessoas. A diferença é a maneira como cada um lida com elas. Algumas medidas que ajudam a gerenciar melhor essas emoções:


1. Exame dos pensamentos

O psicólogo Robert Epstein, doutor pela Universidade Harvard, investigou como mais de 3 mil pessoas lidavam com as pressões do dia a dia. Ele descobriu que os que buscavam controlar pensamentos negativos – tentando enxergar a situação de maneira mais condizente com a realidade ou de perspectiva mais positiva – apresentavam menos sintomas de distúrbios psíquicos. Segundo o pesquisador, pessoas com transtornos de ansiedade tendem a antecipar problemas, superestimar sua importância e, mais ainda, prever desfechos trágicos. “Reinterpretar os eventos da vida faz com que eles deixem de nos incomodar tanto. A psicoterapia pode ser crucial nesse processo”, diz.


2. Relaxamento

Não faltam estudos que atestam os benefícios da ioga, de exercícios respiratórios e técnicas de meditação. Meditar regularmente reduz os níveis de cortisol, hormônio relacionado ao estresse, e fortalece o sistema imunológico. Atividades de lazer também são importantes para amenizar a rotina e tirar o foco das preocupações.


3. Atividade física

Mexer o corpo melhora o humor. Atividade física regular estimula a produção de neurotransmissores, como a serotonina e a dopamina, associadas às sensações de bem-estar e de motivação. Além disso, exercícios ao ar livre ou mesmo na academia de ginástica são boa oportunidade para sair de casa e interagir socialmente. As relações sociais são importantes para a manutenção do humor e da autoestima.


4. Alimentação

Dieta rica em nutrientes mantém a saúde do corpo – e também da mente. O endocrinologista sueco Fredik Nystrom, da Universidade de Linkoping, estudou o humor de 18 voluntários que, durante um mês, comeram apenas em lanchonetes – cardápio, claro, baseado em frituras e açúcar – e não fizeram exercícios físicos. Conclusão: o aumento da irritabilidade e do humor deprimido foi proporcional ao “estrago” na alimentação. Por outro lado, alimentos ricos em ácidos graxos ômega 3, como peixes, abóbora, semente de linhaça, soja, castanhas e, em menor quantidade, espinafre, couve e pepino, estão associados à melhora do bem-estar.


A RESPIRAÇÃO A SEU FAVOR

Respirações profundas e amplas, diafragmáticas, estimulam o controle parassimpático do funcionamento cardiovascular, ajudando a normalizar o ritmo dos batimentos cardíacos. O ideal é treinar a técnica tranquilamente para aplicá-la quando surgirem os sintomas de ansiedade:Inspire pouco ar pelo nariz, devagar, contando até três. Prenda um pouco a respiração e sinta o abdome estufar. Depois, expire longa e suavemente pela boca, contando até seis.

Fernanda Teixeira Ribeiro - Revista Mente Cérebro
Fonte: http://cultcarioca.blogspot.com.br

domingo, 10 de novembro de 2013

10 PASSOS NA BUSCA DO EQUILÍBRIO

Livrar a alma das mágoas, ter coragem, buscar sempre a harmonia.

Regras simples de um coração tranqüilo.
Acompanhe as dez lições principais tiradas do livro Tao Te King, escrito há 2500 anos pelo sábio chinês Lao Tsé.


:: 1 - A lição da UNIDADE
Readquirir a sensação de unidade com a natureza significa estar em sintonia com o fluxo da vida, do qual fazemos parte.

Estar próximo à natureza, observá-la, nos integra de novo ao seu rítmo. Percebemos como tudo nela está em movimento _ e perdemos o medo das mudanças.

Observamos como as energias opostas _quente, frio, seco, úmido_ se integram harmoniosamente e nos abrimos para a convivência como o que é diferente de nós.


:: 2- A lição do CENTRISMO
Assumir o controle da própria vida é não ceder à influência das pressões do mundo.

Por isso, quando as coisas começarem a sair do controle, respire fundo.

Aquiete sua mente e procure atingir a serenidade que existe dentro de você.

Para lidar melhor com as pressões externas, dedique um tempo maior para si mesmo.

Procure ficar mais em casa, separe o que acontece dentro e fora de seu lar e não esqueça de incluir na agenda atividades criativas que possam expressar sua essência.

Em tempo: aprenda a dizer não à invasão do seu espaço.

 


:: 3- A lição da COMPAIXÃO
O primeiro passo para praticar a compaixão é ser gentil consigo mesmo.

Para poder amar ao próximo é preciso, antes, saber amar a si próprio _ só assim poderemos dar amor ao outro, pois já o vivenciamos.

Aceitar conscientemente nosso corpo, características de personalidade e limites é uma prática de amor, um ato de generosidade.

Só depois disso, é possível estender essa compreensão aos outros.


:: 4- A lição da SIMPLICIDADE
Atividades excessivas podem roubar o prazer de viver.

Portanto, simplifique.

Evite o supérfluo, organize sua vida e sua casa, não assuma muitos compromissos.

Crie espaços na vida, reserve tempo para pensar, relaxar, ler, pintar...



:: 5- A lição dos CICLOS NATURAIS
Como as estações do natureza, nós passamos por várias fases na vida, que precisam ser vividas em sua totalidade, sabendo aceitar as mudanças.

Além disso, existem os ciclos do dia-a-dia _ é importante identificar os períodos mais produtivos para concentrar neles as atividades mais relativas à criatividade.


:: 6- A lição da NOÇÃO DO TEMPO
Aqui, o segredo é evitar os hábitos cotidianos que sabotam o tempo que temos à disposição.

Entre eles estão a dificuldade de delegar tarefas, estabelecer prioridades e ser incapaz de dizer "não posso" ou "não quero".



:: 7- A lição da CORAGEM
Para o Tao, a coragem se manifesta internamente _ é a disposição de sempre seguir o coração.

Muitas pessoas têm medo de demonstrar o que pensam, viver de acordo com a própria convicção e serem rejeitadas por isso.

Para acreditar em si, é preciso enfrentar os medos e aprender com eles.

Outra idéia é ter em mente o que você deseja fazer, avaliar as condições reais e não se concentrar apenas no que pode trazer dificuldades.



:: 8- A lição da FORÇA
A consciência do próprio valor ajuda a construir o poder pessoal.

Ele é construído com base em duas energias, presentes em homens e mulheres: a yin, feminina, suave e emocional, e a yang, masculina, objetiva e ligada ao corpo físico.

Entre as fórmulas para aumentar a energia yang estão: ser positivo, definir objetivos, alimentar-se bem, fazer exercícios e estar de bem com a vida.

 Além disso, é preciso buscar o poder da energia yin, da compaixão, representada pela humildade e pela perseverança.

Assim unimos força e flexibilidade.



:: 9- A lição da CAPACIDADE DE AGIR
Pessoas que agem são otimistas, trabalham com a perspectiva de sucesso e aceitam as mudanças como algo natural.



:: 10- A lição da HARMONIA
Citando o exemplo do Aikidô, arte marcial japonesa que ensina a encarar o conflito apenas como energias em oposição, os padrões energéticos são dinâmicos e se movem.

Isso significa que os opostos não são irreconciliáveis.

Com base em uma compreensão maior, há condições de buscar pontos de vista que podem ser compartilhados e, assim, lidar melhor com o conflito.

Fonte:http://saintgermanchamavioleta.blogspot.com.br

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

DENTRO DE VOCÊ

E se eu disser que dentro de você mora um anjo que se reveste de luz para fazer novos amigos?
E se eu disser que dentro de você existe uma paz infinita que o torna tão amigo e querido?

E se eu disser que dentro de você existe luz e que essa luz apaga a inveja, a discórdia e a guerra?

E se eu disser que dentro de você existe um cupido que espalha amor e que flecha meu coração?

E se eu disser que você é iluminado pelas estrelas e seus olhos parecem reflexo dessa luz?

E se eu disser que você é divinamente concebido e tem dentro de si tudo o que precisa para viver?

E se eu disser que dentro de você existe uma fera que sabe lutar e defender os seus?

E se eu disser que dentro de você habita uma chama que é capaz de incendiar uma cidade?

E se eu disser que dentro de você mora um inventor capaz de criar mil maneiras de fazer a mesma coisa?

E se eu disser que dentro de você existe um construtor que é capaz de criar novos caminhos?

E se eu disser que dentro de você existe um elo de corrente que o liga ao sobrenatural tão facilmente?

E se eu disser que você é um deus, e que possui a chave da vida eterna...

Da alegria que não acaba, dos sonhos que se realizam, da saúde que se perpetua, dos amigos que nunca o esquecem!

Da saudade gostosa, do desejo que realiza, do prazer da vida?

Você é a própria luz.

Acredite nisso e brilhe, por amor a você e a quem o criou.

Construa, viva, conquiste, não aceite as derrotas, os "nãos”!

O impossível é apenas uma força te convidando para realizar.

Acredite.  Dentro de você existe um universo em permanente construção. 

 Paulo Roberto Gaefke

Fonte: http://stelalecocq.blogspot.com.br

domingo, 3 de novembro de 2013

A ÉTICA DO CACHORRO

Todos que convivem com cães sabem: eles aprendem as regras da casa que os acolhe e quando quebram alguma norma expressam fisicamente o arrependimento – alguns se escondem e cobrem os olhos, outros se abaixam ou arrastam-se pelo chão, num gesto geralmente gracioso o bastante para garantir o rápido perdão dos donos. Porém, poucas pessoas param para se perguntar por que esses animais têm um senso tão aguçado de certo e errado. Estudos recentes mostram que canídeos (animais da família dos cachorros, como raposas e lobos) seguem um código estrito de conduta ao brincar, ensinando aos filhotes as regras de engajamento social que permitem a manutenção de sociedades bem-sucedidas.

Os chimpanzés e os outros primatas que não o ser humano são notícia nos jornais quando os pesquisadores, usando a lógica, procuram nesses parentes mais próximos do homem traços semelhantes aos nossos – e descobrem evidências de seu senso de justiça. Nosso trabalho, entretanto, sugere que as sociedades canídeas selvagens podem ser as melhores análogas aos grupos de hominídeos primitivos: ao estudarmos cachorros, lobos e coiotes descobrimos comportamentos que nos remetem às raízes dos valores éticos humanos.

Podemos definir a moralidade como um conjunto de comportamentos inter-relacionados em deferência aos outros que tem por finalidade desenvolver e regular as interações entre os indivíduos. Atitudes como altruísmo, tolerância, disponibilidade para o perdão e a empatia, bem como a noção de justiça, ficam evidenciadas rapidamente na forma igualitária com que os animais da família dos cachorros brincam entre si. Nessas situações, os lobos e os coiotes adultos, por exemplo, seguem um código estrito de conduta. A brincadeira também tem a função de ajudar a construir a relação de confiança entre os membros da matilha, permitindo divisões de trabalho, hierarquias de domínio e cooperação na caça, na criação dos mais novos e na defesa de comida e de território. Essa estrutura lembra muito a dos homens primitivos, e a observação de suas brincadeiras pode oferecer um vislumbre do código moral que permitiu o desenvolvimento das sociedades ancestrais.

Quando os canídeos e os outros animais se divertem juntos adotam comportamentos como morder com força, montar em cima do outro, chocar os corpos – ações que podem ser facilmente interpretadas de forma equivocada pelos participantes. Porém, anos de análises feitas por um de nós (Bekoff) mostraram que esses indivíduos negociam cuidadosamente a brincadeira, seguindo quarto regras gerais para impedir que a atividade lúdica se transforme em briga.

A COMUNICAÇÃO DEVE SER CLARA
Os animais anunciam que querem brincar – e não lutar ou acasalar. Os canídeos abaixam a cabeça para indicar essa intenção, engatinham sobre as patas dianteiras, apoiando-se nelas, enquanto as pernas traseiras continuam eretas. Os acenos são usados quase que exclusivamente durante a brincadeira e são altamente estereotipados, ou seja, sempre parecem os mesmos (para que o recado “Venha brincar comigo” ou “Ainda quero brincar” fiquem bem claros). Mesmo quando um animal sinaliza a predisposição para brincar com uma inclinação da cabeça e prossegue com ações aparentemente agressivas, como mostrar os dentes, rosnar ou morder, seus companheiros demonstram submissão ou fuga apenas em 15% dos casos, sugerindo que eles confiam no recado de que qualquer coisa que se siga não será arriscada. A confiança na comunicação honesta do outro é essencial para o bom funcionamento do grupo.

CUIDADO COM OS MODOS
Os animais tendem a considerar as aptidões lúdicas de seus companheiros e se engajam na tarefa de dar vantagens ao mais fraco e na troca de papéis para criar e manter igualdade de condições durante a interação. Por exemplo, um coiote talvez não morda seu companheiro de brincadeira tão forte quanto seria capaz, na tentativa de equilibrar a situação para manter o jogo justo. Um membro dominante da matilha pode desempenhar uma troca de lugar, deitando-se de costas (sinal de submissão que nunca seria oferecida durante uma agressão efetiva) para deixar seu companheiro de status inferior ter a sua vez de “vencer”. As crianças também se comportam dessa forma ao brincar, por exemplo, intercalando os papéis de vencedores numa simulação de luta. Ao manterem as coisas justas dessa forma, todos os membros do grupo se aproximam uns dos outros, participam de atividades descontraídas e, ao mesmo tempo, constroem laços – o que faz com que o grupo permaneça coeso e forte.

ADMITA QUANDO ESTIVER ERRADO
Mesmo quando todos querem manter as coisas certas, a brincadeira às vezes desanda. Quando um animal se comporta mal, exagera na animação e acidentalmente machuca seu companheiro, ele se desculpa, exatamente da mesma forma como a maioria dos seres humanos faria em situação similar. Após uma mordida mais forte, um aceno de cabeça envia o “recado”, como se afirmasse: “Desculpe pela minha atitude, mas ainda é uma brincadeira, apesar do que fiz. Não vá embora; vou brincar de forma mais respeitosa”. Para a brincadeira continuar o indivíduo que sofre a ofensa deve aceitar as desculpas – e isso de fato ocorre na maioria das vezes. A compreensão e a tolerância surgem durante o “jogo”, assim como em outras situações da vida rotineira da matilha, como no momento da caça ou da divisão de alimentos.

SEJA HONESTO
Tanto um pedido de desculpa como um convite para brincar devem ser sinceros; os indivíduos que continuam a brincar de forma desleal ou a enviar sinais desonestos rapidamente serão excluídos pelo grupo. E isso traz consequências bem mais graves que a simples redução do tempo de diversão. A extensa pesquisa de campo de um dos autores (Bekoff) mostra, por exemplo, que os coiotes jovens que não brincam de forma adequada com frequência acabam deixando sua matilha e têm probabilidade quatro vezes maior de morrer que os indivíduos que permanecem com os outros.

Do ponto de vista evolutivo, a violação de regras sociais estabelecidas durante as brincadeiras não faz bem para a perpetuação dos genes. O jogo honesto e divertido para todos pode ser entendido como uma adaptação evoluída que permite aos indivíduos formar e manter os vínculos sociais. Assim como acontece com os humanos, os canídeos formam intrincadas redes de relacionamentos, desenvolvem normas básicas da justiça que guiam o jogo social entre semelhantes e se apoiam em regras de conduta capazes de manter a sociedade estável. Em última instância, o objetivo é garantir a sobrevivência de cada indivíduo. Essa inteligência moral é evidente tanto em animais selvagens quanto em cães domesticados. É bem possível que tal noção de certo e errado tenha permitido às sociedades humanas florescer e se espalhar pelo mundo. Pena que o homem moderno às vezes se esqueça de procedimentos simples e eficazes, como ser claro, cuidadoso, humilde e sincero. Talvez seja hora de voltarmos a aprender algumas lições com nossos amigos de estimação.
 
Mark Bekoff e Jessica Pierce / Revista Mente Cérebro
 
 
Fonte: http://cultcarioca.blogspot.com.br