quarta-feira, 30 de novembro de 2011

REDIRE AD COR - VOLTA AO TEU CORAÇÃO

Quando fores te engajar em um caminho, pergunta a ti mesmo se esse caminho possui um coração”, disse Dom Juan, o iniciador de Carlos Castañeda.

Não se trata do coração físico, sequer do coração afetivo e emocional, mas do coração como centro de integração de todas as faculdades da pessoa; o coração como “centro” do homem – praticamente todas as grandes tradições da humanidade dão testemunho disso.

Um dos dramas do homem contemporâneo é ter perdido o seu coração. Não existe nada entre o cérebro e o sexo; às vezes apenas uma imensa saudade... mas frequentemente passamos das mais frias análises aos excessos pulsantes mais levianos. Dessa maneira, o homem torna-se cada vez mais esquizofrênico, tendo perdido o seu centro de integração, de “personalização” do seu ser: o coração.

Uma inteligência sem coração não é realmente humana. Quando os bancos de memória de um computador são decuplicados, ele torna-se mais “inteligente” do que o homem. A inteligência sem o coração, “a ciência sem consciência”, ilumina nossas sociedades com uma luz fria onde o homem “se gela”, se analisa e se entedia...

Uma sexualidade sem coração não é uma sexualidade realmente humana, qualquer que seja a quantidade das nossas intensidades pulsantes, é apenas em uma relação de pessoa a pessoa que o prazer efêmero pode se transformar em felicidade permanente. “No verdadeiro amor”, dizia Nietzsche, “é a alma que envolve o corpo.”

É o coração que dá um sentido aos nossos enlaces, assim como é o coração que pode orientar as descobertas da inteligência (cf. a física nuclear) em um sentido positivo à vida da humanidade.

Vivemos na época das luzes néon e dos cobertores elétricos, das luzes frias e dos calores opacos. Não é possível se aquecer junto a uma luz néon, não nos iluminamos junto a um cobertor elétrico. Perdemos a chama que é ao mesmo tempo luz e calor. “Redire ad cor” – “volta ao teu coração”: as palavras do profeta são mais atuais do que nunca.

Jean-Yves Leloup - Uma Arte da Atenção
Fonte: http://confrariadosdespertos.blogspot.com

terça-feira, 29 de novembro de 2011

TEMPO DE REFLETIR

Queria o melhor, mas dedicou-se pouco e desanimou,contenta-se com a sua própria mediocridade.

Queria o amor, mas exigiu tanto que sufocou a pessoa amada, apagou a chama e ficou só.

Queria aquela vaga do concurso, pouco estudou, confiou na sorte, e sorte não é competência, então não passou e nem passará.

Queria o carro novo, escolheu o modelo mais caro, comprou em muitas prestações, sem nenhum calculo, na quarta prestação teve que devolvê-lo, noites mal-dormidas, pesadelos,então chorou.

Queria todos os sapatos,comprou todos que o cartão permitiu, a fatura chegou e o susto também,gastou além da conta, perdeu o nome, a paz sumiu, mas a vaidade, essa continua lá.
 

Ainda não aprendeu.

Queria fazer a faculdade, escolheu a dedo a sua profissão, no caminho da escola, encontrou pedras, não soube recolhe-lás e desistiu, hoje carrega pedras para comprar o pão, e reclama da injustiça do mundo, mundo que ainda não entendeu.

É tempo de reflexão!
 

Tempo de recolher o orgulho, a soberba, fazer da simplicidade o seu porto seguro.
 

Tempo de trabalhar pelo bem de todos, pela melhoria do mundo, começando pela sua casa.
 

A tarefa é dura, eu sei, mas se não começarmos agora,ela jamais será concluída.

"A paz, por duras conquistas, fulguras em ti como uma estrela.

No entanto, não desistas nunca,de lutar para mantê-la." (J.M)

Paulo Roberto Gaefke


Fonte:http://saintgermanchamavioleta.blogspot.com

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O TEMPO

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas!

Quando de vê, já é sexta-feira!

Quando se vê, já é natal...

Quando se vê, já terminou o ano...

Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.

Quando se vê passaram 50 anos!

Agora é tarde demais para ser reprovado...

Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.

Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...

Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...

E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.

Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.

A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.


Mário Quintana

 Fonte:http://cultcarioca.blogspot.com

domingo, 27 de novembro de 2011

UM CAMINHAR MAIS LIVRE

A vida sempre nos dá lições preciosas para o nosso crescimento, mas algumas fazem tanta diferença que são um marco entre um tempo e outro.
Uma das lições mais preciosas que vivenciei, foi quando me dei conta que a opinião do outro sobre mim, ou sobre coisas que me são importantes, são só um ponto de vista, e não têm o poder de mudar o que eu realmente sou...

É que muitas vezes nos sentimos valorizados ou desvalorizados com o julgamento do outro, e isso, conforme o caso, tem o poder de nos colocar muito para baixo... Como se a opinião do outro fosse verdade absoluta e, se for uma avaliação que consideramos "negativa", vinda de alguém que temos consideração, pensamos erroneamente que aquilo nos diminui de alguma forma...

Quando um dia, diante de um comentário assim, que poderia me deixar triste, vi-me quase indo pelo caminho de me sentir depreciada e para baixo, até que, por um segundo de lucidez, percebi que aquilo era só um ponto de vista, e que não tinha o poder de me afetar... a não ser que eu desse importância suficiente a esse ponto de vista para me sentir desvalorizada por ele.

Foi quase mágico o que se operou dentro de mim por aquela constatação... não é porque alguém fala algo... que aquilo vai mudar o que você realmente é.
Não é porque eu gosto do azul e a outra pessoa gosta do amarelo, que isso vai qualificar ou desqualificar uma dessas cores; elas são o que são, independente do meu gosto...

E a partir daí, você pode receber o que vem do outro com mais leveza e aprendizado, sem, no entanto, deixar que aquilo o tire do eixo... você começa a respeitar mais o sagrado ponto de vista do outro como apenas mais um ponto de vista e começa a não querer defender tanto suas idéias... porque sabe que é somente o seu ponto de vista entre tantos outros... E a partir daí você até presta mais atenção e tira melhor aprendizado, porque passa a se abrir para o que o outro realmente quis dizer.

Temos a mania de receber tudo de forma muito pessoal, e vamos perceber que não precisamos levar tudo tão a sério, tão a ferro e fogo.

Li uma vez em uma apostila sobre a raiva, algo mais ou menos assim: se alguém lhe fala que seu nariz é grande, e se ele é mesmo, por que deixar se afetar por isso? Se ele não é grande por que deixar se afetar por isso? O que o outro fala, sendo verdade ou mentira, não vai mudar o tamanho do seu nariz.

Nesses tempos de tantas mudanças, onde já temos tantos problemas, saber lidar com a ação do outro, pode ser muito precioso e evitar muitas amolações...
Muitas vezes, o outro não tem nenhuma intenção de magoá-lo e, conforme suas crenças, você recebe aquilo de forma negativa... Não é o que o outro faz, mas como você recebe o que o outro faz que o deixa "bem ou mal".

O que se manifesta fora também está dentro... e se o outro fala algo que nos deixa tristes, é porque, de alguma forma, uma parte nossa também tem "aquela opinião" temos também aquela crença.
Mas é só uma crença, e não representa quem verdadeiramente somos... e é uma oportunidade de libertar mais uma coisa que ainda nos limita...

Ao aceitarmos o que vem de fora, sem colocarmos um peso excessivo, para o negativo ou para o positivo, sabendo que fomos nós que atraímos aquela situação, que está em sintonia com algo que também está dentro de nós, com a consciência que aquilo não tem nenhum poder de afetar a nossa verdadeira natureza, vai tornar muito mais leve nossa vida e mais livre nosso caminhar.

Rubia A. Dantés 

F http://wagnerdeluca.blogspot.com/2011/11/um-caminhar-mais-livre.html

sábado, 26 de novembro de 2011

CONTO CHINÊS

Conta-se que, por volta do ano 250 a.C, na China antiga, um príncipe da região norte do País estava às vésperas de ser coroado Imperador, mas, de acordo com a lei, deveria se casar. Sabendo disso, resolveu fazer uma disputa entre as moças da corte, inclusive quem quer que se achasse digna de sua proposta que não pertencesse à corte.

No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e apresentaria um desafio. Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.

Ao chegar à casa e relatar o fato à jovem filha, espantou-se ao saber que ela já sabia sobre o dasafio e que pretendia ir à celebração.

Então, indagou incrédula: — Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça. Eu sei que você deve estar sofrendo, mas não transforme o sofrimento em loucura.

A filha respondeu: — Não, querida mãe. Não estou sofrendo e muito menos louca. Eu sei perfeitamente que jamais poderei ser a escolhida. Mas é minha única oportunidade de ficar, pelo menos alguns momentos, perto do príncipe. Isto já me torna feliz.

À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções. Então, inicialmente, o príncipe anunciou o desafio: — Darei a cada uma de vocês uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura Imperatriz da China.

A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de cultivar algo, sejam relacionamentos, costumes ou amizades.

O tempo foi passando. E a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisaria se preocupar com o resultado.

Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara. Usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia ela percebia cada vez mais longe o seu sonho; mas cada vez mais profundo o seu amor. Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e da sua dedicação, a moça comunicou à mãe que, independentemente das circunstâncias, retornaria ao palácio na data e na hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.

Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes. Mas, cada jovem com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores. Ela estava admirada. Nunca havia presenciado tão bela cena.

Finalmente, chega o momento esperado e o príncipe passa a observar cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anunciou o resultado, indicando a bela jovem que não levara nenhuma flor como sua futura esposa. As pessoas presentes na corte tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque o príncipe havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado.

Então, calmamente o príncipe esclareceu: — Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma Imperatriz. A flor da Honestidade. Pois, todas as sementes que entreguei eram estéreis.

"O homem honesto não será desviado do que é digno por coisa nenhuma." (Sêneca) 

 FONTE:http://wagnerdeluca.blogspot.com/2011/11/conto-chines.html

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

OBSERVAÇÃO

Podemos nos libertar de sermos programados e olhar?
Se você olha como cristão, democrata, comunista, socialista, católico ou protestante, que são todos vários preconceitos, então você não será capaz de entender a enormidade do perigo, a crise que estamos enfrentando.

Se vocês pertencem a um determinado grupo, seguem um determinado guru ou estão entregues a uma determinada forma de ação, então, porque foram programados, serão incapazes de olhar para as coisas como elas são na realidade. 

Somente se vocês não pertencerem a nenhuma organização, a nenhum grupo, a nenhuma religião ou nacionalidade em particular é que poderão realmente observar. 

Se vocês acumularam um grande conhecimento, dos livros e da experiência, as suas mentes já foram preenchidas, os seus cérebros estão repletos de experiência, das suas tendências particulares, e assim por diante, tudo o que vai lhes impedir de olhar. 

Podemos nos libertar de tudo isso para olhar o que na realidade está acontecendo no mundo?Olhar para o terror e as terríveis divisões religiosas sectárias, um guru se opondo a outro guru estúpido, a vaidade que há por trás de tudo isso, é estarrecedor.

Você pode olhar para si mesmo não como um ser humano separado, mas como um ser humano que é, na realidade, toda a humanidade restante?
 

Ter esse sentimento significa que você tem um grande amor pelos seres humanos.
 

Livro:A Rede do Pensamento-J. Krishnamurti 

Fonte:http://confrariadosdespertos.blogspot.com/2011/11/observacao.html

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

FAZER 60 ANOS NO SÉCULO XXI

Se estivermos atentos, podemos notar que está aparecendo uma nova franja social: a das pessoas que andam à volta dos sessenta anos de idade – os ‘sexalescentes’ – e fazem parte da geração que rejeita a palavra ‘sexagenário’, porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer.

Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica – parecida com a que, em meados do século XX, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa de jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se nem como vestir-se.

Este novo grupo humano que hoje ronda os sessenta teve uma vida razoavelmente satisfatória.

São homens e mulheres independentes que trabalham há muitos anos e que conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram durante décadas ao conceito de trabalho. Que procuraram e encontraram há muito a atividade de que mais gostavam e que com ela ganharam a vida.

Talvez seja por isso que se sentem realizados... Alguns nem sonham em reformar-se. E os que já se reformaram gozam plenamente cada dia sem medo do ócio ou da solidão, crescem por dentro quer num, quer na outra. Desfrutam a situação, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos, preocupações, falhanços e sucessos, sabe bem olhar para o mar sem pensar em mais nada, ou seguir o voo de um pássaro da janela de um 5.º andar ou fruir numa casa da serra a vastidão do campos e dos montes...

Neste universo de pessoas saudáveis, curiosas e ativas, a mulher tem um papel destacado. Traz décadas de experiência de fazer a sua vontade, quando as suas mães só podiam obedecer, e de ocupar lugares na sociedade que as suas mães nem tinham sonhado ocupar.

Esta mulher ‘sexalescente’ sobreviveu à bebedeira de poder que lhe deu o feminismo dos anos 60. Naqueles momentos da sua juventude em que eram tantas as mudanças, parou e refletiu sobre o que na realidade queria.

Algumas optaram por viver sozinhas, outras fizeram carreiras que sempre tinham sido exclusivamente para homens, outras escolheram ter filhos, outras não, foram jornalistas, atletas, juízas, médicas, diplomatas... Mas cada uma fez o que quis: reconheçamos que não foi fácil, e no entanto continuam a fazê-lo todos os dias.

Algumas coisas podem dar-se por adquiridas.

Por exemplo, não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos ‘sessenta’, homens e mulheres, lida com o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe (e vêem-se), e até se esquecem do velho telefone para contactar os amigos – mandam e-mails com as suas notícias, ideias e vivências.
 De uma maneira geral estão satisfeitos com o seu estado civil e quando não estão, não se conformam e procuram mudá-lo. Raramente se desfazem em prantos sentimentais.

Ao contrário dos jovens, os ‘sexalescentes’ conhecem e pesam todos os riscos. Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflete, toma nota, e parte para outra...

Os maiores partilham a devoção pela juventude e as suas formas superlativas, quase insolentes de beleza; mas não se sentem em retirada. Competem de outra forma, cultivam o seu próprio estilo... Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do desporto, ou dos que ostentam um terno Armani, nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de um modelo. Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, de uma frase inteligente ou de um sorriso iluminado pela experiência.

Hoje, as pessoas na década dos sessenta, como tem sido seu costume ao longo da sua vida, estão estreando uma idade que não tem nome. Antes seriam velhos e agora já não o são. Hoje estão de boa saúde, física e mental, recordam a juventude mas sem nostalgias inócuas, porque a juventude, ela própria, também está cheia de nostalgias e de problemas.
 Celebram o sol em cada manhã e sorriem para si próprios... Talvez por alguma secreta razão que só sabem e saberão os que chegam aos 60 no século XXI...
 Fonte:http://mundobotafogo.blogspot.com/2011/11/fazer-60-anos-no-seculo-xxi.html

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

DE CARA LAVADA


hoje me desfiz dos meus bens
vendi o sofá cujo tecido desenhei
e a mesa de jantar onde fizemos planos

o quadro que fica atrás do bar
rifei junto com algumas quinquilharias
da época em que nos juntamos

a tevê e o aparelho de som
foram adquiridos pela vizinha
testemunha do quanto erramos

a cama doei para um asilo
sem olhar pra trás e lembrar
do que ali inventamos

aquele cinzeiro de cobre
foi de brinde com os cristais
e as plantas que não regamos

coube tudo num caminhão de mudança
até a dor que não soubemos curar
mas que um dia vamos.

 

MARTHA MEDEIROS

 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A FISIOLOGIA DO RISO

Quando soltamos uma boa gargalhada, nem imaginamos o quanto
estamos ajudando o nosso organismo. Conheça o poder alquímico que o riso, a gargalhada e o bom humor têm de afetar positivamente todo o corpo humano:

CORAÇÃO
O ritmo cardíaco acelera. Em alguns casos, os batimentos podem atingir 120 pulsações por minuto - em repouso, o coração tende a bater, em média, 70 vezes por minuto. Quando a pulsação aumenta, 
o sangue passa a circular pelo organismo mais rápida e intensamente, o que provoca um aumento significativo na oxigenação de todas as células, tecidos e órgãos. Mais vida pulsando!

PULMÕES
Durante uma gargalhada, a absorção de oxigênio pelos pulmões aumenta. A inalação de ar é mais intensa e profunda e a expiração necessariamente mais forte. Com maior ventilação pulmonar, o excesso de dióxido de carbono e vapores residuais é rapidamente eliminado, promovendo uma limpeza ou desintoxicação. A prática contínua irá produzir um aumento da capacidade e tonicidade pulmonar.

MÚSCULOS ABDOMINAIS
Os músculos mais trabalhados durante uma gargalhada são os abdominais. Os movimentos funcionam como uma espécie de massagem para o sistema gastrintestinal, melhorando a digestão 
e todo o trabalho de mobilização e excreção. Revigora também todo 
o trabalho hepático. É comum dizer: ri tanto que desopilei (desintoxiquei) o fígado.


 VASOS SANGUÍNEOS
Com o maior bombeamento de sangue promovido pelo coração, os vasos sanguíneos dilatam-se, originando uma redução automática da pressão arterial. Acontece em paralelo uma limpeza dos vasos e um relaxamento muscular global.

SISTEMA IMUNOLÓGICO
Durante uma sessão de gargalhadas, os níveis dos hormônios do estresse baixam. Com menos cortisol e adrenalina a circularem no organismo, o sistema imunológico se fortalece. Produzidas nos gânglios linfáticos e na medula óssea, as células de defesa do organismo não só aumentam em quantidade como também se tornam mais ativas.
Destaque para os linfócitos B, responsáveis pela produção de anticorpos, e para os linfócitos T, que são verdadeiros rastreadores de vírus e/ou bactérias. Além destes, são também importantes a imunoglobina A, um anticorpo essencial no combate às infecções do foro respiratório, e as células NK (natural killers), que permitem destruir as células cancerígenas.
O QUE ESTAMOS ESPERANDO?


Texto extraído do livro Quero viver num planeta que RI - Conceição Trucom


Fonte:http://luzvital.blogspot.com/2011/11/fisiologia-do-riso.html

domingo, 20 de novembro de 2011

O MONGE ZEN E O MESTRE DA ESGRIMA

Certa vez, o monge zen Takuan e Yagyu Tajimanokami (mestre da esgrima) conversaram sobre o segredo do zen e da esgrima, quando de repente começou a chover forte.

Nessa hora o monge Takuan disse a Yagyu Tajimanokami:

- Você conseguiria caminhar neste jardim sem se molhar nesta chuva torrencial, usando sua habilidade no manejo da espada?

- Creio que conseguiria.

Dizendo isso, Tajimanokami se levantou, arregaçou as barras do hakama, prendeu as mangas do quimono com o cordão da espada e lançou-se na chuva torrencial brandindo a espada.

Tajimanokami deu uma volta no amplo jardim, manejando rapidamente a espada para dispersar a água da chuva, retornou sem se molhar.

-Como se vê, a espada consegue até dispersar uma chuva torrencial - disse orgulhoso, olhando o quimono que não se molhara.

O monge Takuan examinou o quimono de Tajimanokami de cima para baixo, de baixo para cima e, achando uma gota na extremidade da manga, disse:

-Tajimanokami, aqui está molhado. Mas agora vou andar neste jardim sem me molhar.

Quando Takuan saiu para fora, a chuva estava mais forte ainda. O monge sentou-se numa grande rocha no jardim e ficou a meditar com o semblante sereno e olhos fechados. Parecia dizer que os olhos da mente não enxergavam a chuva.

Permaneceu meditando por uns momentos, levantou-se e retornou molhado da cabeça aos pés. Do seu quimono gotejava água sem parar, mas, mesmo assim, disse calmamente:

-Veja, (EU) não estou nem um pouco molhado.
(Do livro "A Verdade, vol.3", p.256)

CAGA OU NÃO CAGA??? AOS BUSCADORES DA VERDADE

Você sempre fala (e como fala) que está interessado em encontrar a verdade. Diz que não agüenta mais tanta filosofia de botequim, doutrina de shopping center, mestre sala, guru, blá-blá-blá, pipipi e pópópó. Isto é o que você fala da boca pra fora. Agora, da boca pra dentro, será que você quer mesmo encontrar a verdade ou apenas fugir da mentira? Se você quer mesmo encontrar a verdade. Nua e crua. Direta e reta. É muito simples! Vá até um banheiro publico, sente-se na privada e leia na porta: “Lá fora você é homem, mas aqui dentro você caga”. E pode adaptar pro seguinte: “Por fora você é homem, mas por dentro você caga”. Ou não é assim? Ou estou falando merda?

Você caga ou não caga de medo de se permitir ser você mesmo? “O que vão pensar de mim”, “O que vão dizer”, “Vão me achar isto”, “Vão me achar aquilo”, “Vão me rejeitar”, “Vão me ridicularizar”, etc. É uma merda de pensamento atrás do outro e você acreditando em cada um. Por isto fede! Por isto também que não adianta reclamar, culpar, ou buscar a verdade nas bibliotecas de saneamento metafísico. O cheiro de merda não vem de outro lugar senão da sua própria atitude conivente. É você quem permite que os padrões caguem em você. E sua vida não é uma merda, como você acredita e proclama. Sua vida é o que você faz de si mesmo a cada instante. Quando você se permite ser você, sua vida é única, é impar, é a expressão verdadeira do ser extra-ordinário que você é. Mas quando você se nega, se violenta e se obriga a seguir padrões pra ser aceito pelos outros, reconhecido pelos outros, daí, o primeiro da fila a chutar sua bunda está sendo você mesmo. E viver rejeitando a si mesmo é uma vida de merda mesmo.

Você caga sim. Admita! Caga em quatro níveis (mental, emocional, sexual e físico). Gaga de medo de acreditar no que acredita, de gostar do que gosta, de querer o que quer e de ser como é. Ora, sua vida tem cheiro de ralo porque quem vive sua vida não é você, é a merda do medo. Você é apenas um pau mandado, um coadjuvante, um escravo de padrões que você sequer sabe porque segue e venera. E sua busca pela verdade é medo também. É medo disfarçado de religião. É medo disfarçado de nobreza. É medo disfarçado de rebeldia. Etc. Sua busca pela verdade é uma estratégia sútil que você mantém pra continuar mentindo pra si mesmo. Funciona assim, quanto mais tempo você passa buscando a verdade menos tempo sobra pra você olhar pras suas mentiras.

Em verdade, em verdade, lhe digo, verdade é coisa que serve pra colocar no porta retrato, enfiar na barriga do inimigo, pendurar no pescoço, fazer bandeira, vender nas bancas e jogar na cabeça do juiz. Verdade é papo de religião, papo de filosofia, papo de política. Agora, verdademesmo, é aquele papo que você está evitando ter com o travesseiro, sem fugas, sem justificativas. E o pior é que você sabe que isto é verdade. E o pior [2] é que você nasceu sabendo. E o pior [3] é que você não tem como deixar de saber. Eis ai seu dilema. Você busca a verdade, e quando dá de cara com ela em si mesmo, não quer pagar o preço de ser verdadeiramente você. A vida já havia lhe alertado que mentira tem perna curta, não havia? Pois! É verdade.
Autor: Marcelo Ferrari

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

SABOREIE SEU CAFÉ

Um grupo de ex-alunos, todos muito bem estabelecidos profissionalmente, 
se reuniu para visitar um antigo professor da universidade. Em pouco tempo,
a conversa girava em torno de queixas de estresse no trabalho e na vida 
como um todo.
 

Ao oferecer café aos seus convidados, o professor foi à cozinha e etornou 
com um grande bule e uma variedade de xícaras de porcelana, plásticas,
vidro, cristal; algumas simples, outras caras, outras requintadas; dizendo 
a todos para se servirem.
 

Quando todos os estudantes estavam de xícara em punho, o professor disse:
"Se vocês repararem, pegaram todas as xícaras bonitas e caras, e deixaram as simples e baratas para trás". uma vez que não é nada anormal que vocês queiram o melhor para si, isto é a fonte dos seus problemas e estresse. Vocês podem ter certeza de que a xícara em si não adiciona qualidade nenhuma ao café.
 

Na maioria das vezes, são apenas mais caras e, algumas vezes, até ocultam o que estamos bebendo. O que todos vocês realmente queriam era o café, não as xícaras, mas escolheram, conscientemente, as melhores xícaras e então ficaram de olho nas xícaras uns dos outros.
 

Agora pensem nisso: A Vida é o café, e os empregos, dinheiro e posição social são as xícaras...
 

Elas são apenas ferramentas para sustentar e conter a Vida e o tipo de xícara que temos não define, nem altera a qualidade de Vida que vivemos. Às vezes, ao nos concentrarmos apenas na xícara, deixamos de saborear o café que Deus nos deu".
 

*Deus côa o café, não as xícaras...
 

Saboreie seu café!


 Fonte: http://wagnerdeluca.blogspot.com/2011/11/saboreie-seu-cafe.html

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

POR QUE AS PESSOAS FICAM COM RAIVA DE VOCÊ?

Elas não ficam com raiva de você, na verdade elas têm medo de você. E para esconder esse medo elas projetam a raiva.

A raiva sempre é uma tentativa de esconder o medo. As pessoas usam todo tipo de estratégia. Existem pessoas que riem só para que possam conter as lágrimas. Quando ri, você esquece, elas esquecem... e as lágrimas são contidas.

Na raiva, o medo permanece oculto.

Eu estou simplesmente ajudando você a se abrir em todas as dimensões, mesmo que elas pareçam ir contra as ideias que você acalentou até hoje. Mesmo assim, na verdade até mais, você se abrirá, porque essa é a chance, a oportunidade, para julgar se o que você pensou até hoje está certo ou não.

Essa é uma oportunidade de ouro em que você se deparará com algo contrário às suas ideias, aos seus pensamentos, coisas que até hoje achou que eram racionais. Mas, se elas são de fato racionais, então que medo é esse?

É o medo que mantém as pessoas fechadas. Elas não conseguem ouvir você — elas têm medo de ouvir. E a raiva delas é, na verdade, o medo ao contrário.

Só uma pessoa com muito medo pode ficar imediatamente zangada. Se ela não ficar com raiva, você poderá ver o medo dela. A raiva encobre o medo. Ao ficar com raiva, ela está querendo deixar você com medo: antes que você forme qualquer ideia sobre o medo dela, ela está tentando deixar você com medo.

O único jeito é deixar você com medo; aí ela fica à vontade. Você fica com medo e ela não — e não há por que ficar com medo de um homem que está com medo.

A raiva das pessoas é uma tentativa de enganar a si próprias. Não tem nada a ver com você.

Mas a raiva mostra simplesmente o medo, lembre-se sempre: a raiva é o medo de ponta-cabeça. É sempre o medo que está escondido atrás da raiva; o medo é o outro lado da raiva.

Sempre que você fica com medo, o único jeito de escondê-lo é ficar com raiva, pois o medo deixará você exposto. A raiva criará uma cortina à sua volta, atrás da qual você pode se esconder.

Osho, em "Emoções - Liberte-se da Raiva, do Ciúme, da Inveja e do Medo"

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

FALA-SE MAL

Fala-se mal. Por implicância, inveja, ignorância. Por cinismo ou falta de relativismo. Pra não perder o costume, pra não se perder do cardume. Fala-se mal à toa, fala-se mal numa boa. De quem tem e de quem pede. De quem pode e de quem não tem nada a ver com isso. Na dúvida, sempre se fala mal.

Fala-se mal por maldade, vício ou esporte. Por leviandade, ódio ou falta de norte. Fala-se mal do amigo, do inimigo e de quem não se parece comigo. "Não é querer dizer", diz alguém, e lá vem o falar mal. Fala-se mal por má-fé, má-vontade ou má-interpretação. Por email, celular ou comentário subliminar.

Eu falo, tu fala, ele fala, nós falamos, vós falais, eles falam - quase sempre mal. Quanto maior a hipocrisia, mais o falar mal alivia. Fala-se mal por ranço, vingança ou falta de imaginação. Falar mal deveria ser o gatilho do agir, mas só leva a outro falar mal e assim por diante. Falar mal é mal sem solução. 

Do atacante ao dirigente, do sem-teto ao presidente, fala-se mal, indistintamente. Fala-se mal do feio e do bonito, do maestro e do resto, do artista e do outro motorista. Fala-se mal do vizinho, e você nunca fala mal sozinho. Em nome da melhoria ou busca da perfeição, falam mal os críticos do autor, da obra e da adaptação.

Por fracassomania ou porque é pauta do dia, fala-se mal. Fala-se mal com cinismo, jactância e moralismo. Por interesse, intolerância, conspiração. Em silêncio. Na presença. Se finge neutro, o falar mal, que no fundo é pessoal. Faz parte da rotina, falar com língua viperina.

Fala-se mal de quem fala mal. Fala-se mal da revista e do jornal, que aliás falam bastante mal. Fala-se mal da regra e da exceção - por ibope, ceticismo ou por autopromoção. Do terno à tatuagem, fala-se mal do cabelo e da camisa, do piercing, da blusa e de tudo que se usa. Falar mal é lei supranacional.

Fala-se mal pra destruir, difamar ou divertir. Por excesso de decência ou opinião. Porque falta assunto, sobra ponderação. Pra não quebrar a corrente, porque falaram mal da gente, e você viu o que ele fez? Fala-se mal por apego à intuição, tradição à traição e porque se pensa que falar mal é isso mesmo, uma sina e ponto final.

E às vezes fala-se bem, mas em seguida vem o porém.

Thiago Momm

Fonte:http://revistanaipe.com/pirao/33-pirao/269-fala-se-mal

terça-feira, 15 de novembro de 2011

DESIDERATA

Sigamos tranquilamente entre a inquietude e a pressa, lembrando-nos sempre que há paz no silêncio.

Tanto quanto possível, sem nos humilharmos, vivamos em harmonia com todos os que nos cercam.

Falemos nossa verdade mansa e claramente e ouçamos a dos outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes, pois eles também têm a sua própria história.

Evitemos as pessoas agressivas e escandalosas: elas afligem o nosso espírito.

Se nos compararmos aos outros, nos tornaremos presunçosos e magoados, pois
sempre haverá alguém inferior e alguém superior a nós.

Somos filhos do Universo, irmãos das estrelas e árvores:

Merecemos estar aqui.

E, mesmo sem percebermos, a Terra e o Universo vão cumprindo seu destino.

Vivamos intensamente nossas realizações e também nossos sonhos.

Mantenhamo-nos interessados em nosso trabalho:
ainda que humilde, ele é o que de real existe ao longo de todo o tempo.

Sejamos cautelosos nos negócios, porque o mundo está cheio de astúcias, mas não nos tornemos céticos, porque a virtude existirá sempre.

Muita gente luta por altos ideais e, em toda a parte, a vida está cheia de heroísmos.

Principalmente, sejamos nós mesmos: não simulemos afeição, nem sejamos descrentes do amor, porque, mesmo em face de tanta aridez e desencantos.

Ele é tão perene quanto a relva.

Aceitemos com carinho os conselhos dos mais velhos, e sejamos compreensivos com os impulsos inovadores da juventude.

Alimentemos a força do espírito, que nos protegerá no infortúnio inesperado, mas não nos desesperemo com o perigo imaginário, porque muitos temores nascem do cansaço e da solidão.

E, a despeito de uma disciplina rigorosa, sejamos gentis para conosco mesmos. Portanto, estejamos em paz com Deus, como quer que o concebamos e quaisquer que sejam nossos trabalhos e aspirações

Na fatigante jornada da vida, mantenhamo-nos em paz com nossa própria alma, acima das falsidades, dos desencantos e das amarguras, o mundo ainda é bonito!

Sejamos prudentes, façamos tudo para sermos felizes!

 José Saramago

domingo, 13 de novembro de 2011

MUDE

Mude.
Mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente,
observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira pra passear livremente na praia, ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma do outro lado da cama... depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de TV, compre outros
jornais... leia outros livros.
Viva outros romances. Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura. Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia, o novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.
Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete,
outro creme dental...tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escrevas outras poesias.
Jogue fora os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros
teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se que a vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um novo emprego,
uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso,
mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as. Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas.
Mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda!

Pedro Bial

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O CÉTICO E O LÚCIDO

No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês. O primeiro, um cético de "carteirinha", pergunta ao outro: 

- Você acredita na vida após o nascimento?

- Certamente.  Tem de haver algo após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.

- Bobagem, não há vida após o nascimento, isso é credo de tolos . Como verdadeiramente seria essa vida?


- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a nossa boca.


- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento  está excluída – o cordão umbilical é muito curto, o que torna essa possibilidade totalmente impossivel !!


- Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.


- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento pra nos contar. O parto apenas encerra a vida e finito !!

 
- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.

- Mamãe? Você acredita em mamãe???? E onde ela supostamente está?
 
- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.
 
- Que balela! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.Somos fruto de um acaso... uma evolução. Ponto!

 - Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, você pode  senti -la, a energia que nos envolve... como ela afaga nosso mundo.  Eu penso que só então a vida real nos espera após o nosso nascimento e agora apenas estamos nos preparando, evoluindo e amadurecendo para ela…

Fonte:http://luciana-vieira.blogspot.com/2011/11/o-cetico-e-o-lucido.html

O QUE É MEDITAÇÃO

O primeiro passo é saber o que é meditação. Tudo o mais é consequência. Não posso mandar que você faça meditação; posso apenas lhe explicar o que ela é.

Meditação não é nem uma viagem no espaço, nem uma viagem no tempo, mas um instantâneo despertar.

Meditar é deleitar-se com a própria presença, é deleitar-se com o próprio ser; não é fugir da vida, é fugir para a vida.

A meditação é o seu direito de nascer.

Meditar nada mais é do que voltar para casa e descansar um pouco lá dentro. Não é o canto de um mantra, nem mesmo uma prece; é simplesmente voltar para casa e descansar um pouco.

Minhas meditações servem para levá-lo de volta à sua infância, quando você era inocente, quando não era corrompido pela sociedade; quando não tinha aprendido os truques do mundo, quando pertencia a outro mundo, quando não era mundano. Gostaria que você voltasse a esse ponto, e daí começasse outra vez.

Osho
Fonte:http://confrariadosdespertos.blogspot.com/2011/11/o-que-e-meditacao.html

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

DESIDERATA

Sigamos tranquilamente entre a inquietude e a pressa, lembrando-nos sempre que há paz no silêncio.

Tanto quanto possível, sem nos humilharmos, vivamos em harmonia com todos os que nos cercam.

Falemos nossa verdade mansa e claramente e ouçamos a dos outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes, pois eles também têm a sua própria história.

Evitemos as pessoas agressivas e escandalosas: elas afligem o nosso espírito.

Se nos compararmos aos outros, nos tornaremos presunçosos e magoados, pois
sempre haverá alguém inferior e alguém superior a nós.

Somos filhos do Universo, irmãos das estrelas e árvores:

Merecemos estar aqui.

E, mesmo sem percebermos, a Terra e o Universo vão cumprindo seu destino.

Vivamos intensamente nossas realizações e também nossos sonhos.

Mantenhamo-nos interessados em nosso trabalho:
ainda que humilde, ele é o que de real existe ao longo de todo o tempo.

Sejamos cautelosos nos negócios, porque o mundo está cheio de astúcias, mas não nos tornemos céticos, porque a virtude existirá sempre.

Muita gente luta por altos ideais e, em toda a parte, a vida está cheia de heroísmos.

Principalmente, sejamos nós mesmos: não simulemos afeição, nem sejamos descrentes do amor, porque, mesmo em face de tanta aridez e desencantos.

Ele é tão perene quanto a relva.

Aceitemos com carinho os conselhos dos mais velhos, e sejamos compreensivos com os impulsos inovadores da juventude.

Alimentemos a força do espírito, que nos protegerá no infortúnio inesperado, mas não nos desesperemo com o perigo imaginário, porque muitos temores nascem do cansaço e da solidão.

E, a despeito de uma disciplina rigorosa, sejamos gentis para conosco mesmos. Portanto, estejamos em paz com Deus, como quer que o concebamos e quaisquer que sejam nossos trabalhos e aspirações

Na fatigante jornada da vida, mantenhamo-nos em paz com nossa própria alma, acima das falsidades, dos desencantos e das amarguras, o mundo ainda é bonito!

Sejamos prudentes, façamos tudo para sermos felizes!

 José Saramago