E
o balão diz para si mesmo: “Eu sou um indivíduo. Eu vivo em um mundo
cheio de indivíduos. Um mundo de “eu” e “meus”: meus pensamentos, minhas
lembranças, minhas crenças, minhas realizações, meus sucessos, meus
fracassos, meu passado, meu futuro, meus relacionamentos. Eu possuo um
pequeno pedaço do todo, um pedacinho da vida. Esta é a minha pequena
parte do todo.”
O
que o balão mais teme é estourar – em outras palavras, a sua própria
morte – porque vê isso como a perda definitiva do “eu e meu”. Em outras
palavras, a morte é a perda da “minha pequena parte do todo”. O fim da
‘minha vida’. O que o balão não pode ver é que a morte é a libertação.
Após
a morte, “minha pequena parte do todo” simplesmente explode de volta
para o todo. “Minha vida se dissolve de volta à vida em si. E o que se
vê é que “a minha vida foi sempre uma ilusão, porque nunca houve alguém
lá separado do todo. Houve apenas o todo, sempre. O balão nunca “tinha”
qualquer coisa para começar, e assim nunca poderia “perder” qualquer
coisa. Em outras palavras, não há “indivíduo” separado da própria vida –
apenas parece existir.
A
mente (pensamento) nunca será capaz de compreender isso. Mas em algum
lugar além da mente, em algum lugar além das histórias que contamos
sobre a vida, em algum lugar além de todos os nossos conceitos,
filosofias, ideologias, religiões… pode haver um reconhecimento, uma
ressonância, um saber. E essa mensagem é realmente sobre isso: um
reconhecimento que está totalmente além da mente e além das palavras.
Você
é perfeito como você é – até mesmo em sua imperfeição. A vida é
perfeita como ela é, mesmo se você não puder ainda ver isso. Esta é uma
viagem para dentro da sua própria ausência, uma ausência que finalmente
se revela como a presença perfeita de tudo, como o lar que você sempre
buscou, e que será e encontrará: você escreveu essas palavras a si
mesmo, para lembrar-se de que, no fundo, você sempre soube.
Jeff FosterFonte:http://nadarealpodeserameacado.blogspot.com/2011/11/um-balao-cheio-de-ar-flutua-num-mar.html