Primeiro, naturalmente, você julga a si mesmo de todo modo. Nenhum homem é perfeito, e nenhum homem jamais pode ser perfeito - a perfeição não existe -, assim, o julgamento é muito fácil. Você é imperfeito, assim, há coisas que mostram sua imperfeição. E, depois, você fica com raiva, com raiva de si mesmo, com raiva do mundo todo: “Por que eu não sou perfeito?”
Depois,
você olha apenas com uma só ideia: descobrir imperfeições em todo
mundo. E depois, você quer abrir o seu coração... - naturalmente...
porque, a menos que você abra o seu coração, não há nenhuma celebração
em sua vida; sua vida é quase morta. Mas você não pode fazê-lo
diretamente: você terá de destruir toda essa educação, desde suas
verdadeiras raízes.
Assim,
a primeira coisa é esta: pare de se julgar. Ao invés de julgar, comece a
aceitar-se com todas as suas imperfeições, todas as suas debilidades,
todos os seus erros, todos os seus fracassos. Não peça a si mesmo para
ser perfeito - isso é, simplesmente, pedir pelo impossível e, depois,
você se sentirá frustrado. Você é um ser humano, afinal de contas. Olhe
para os animais, para os pássaros; nenhum deles está preocupado, nenhum
deles está triste, nenhum deles está frustrado. Você não vê um búfalo
dando fricote. Ele está perfeitamente contente, mascando a mesma grama
todos os dias. Ele é quase iluminado. Não há nenhuma tensão: há um
tremenda harmonia com a natureza, com ele mesmo, com tudo como é. Os
búfalos não criam partidos para revolucionar o mundo, para tornar os
búfalos em superbúfalos, para tornar os búfalos religiosos, virtuosos.
Nenhum animal está interessado nas ideias humanas. E eles todos devem
estar rindo: “O que aconteceu a vocês? Por que você não pode ser apenas
você mesmo, como você é? Qual é a necessidade de ser uma outra pessoa?”
Assim, a primeira coisa é uma profunda aceitação de você mesmo.
OSHO