Área da medicina, recentemente regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina, através da resolução 1938/2010.
Baseia-se principalmente no equilíbrio
bioquímico do organismo, no controle dos fenômenos oxidativo (formação
de radicais livres e do stress oxidativo), controle de intoxicações
crônicas seja ela por excesso de minerais (ex: ferro, cobre), presença
de metais tóxicos (ex.: chumbo, mercúrio, alumínio), agrotóxicos,
pesticidas ou aditivos alimentares, além de atuar na correção
nutricional e de hábitos de vida e na reposição medicamentosa das
deficiências de nutrientes.
Este acerto (orto=certo) das
moléculas se dá através do uso de substâncias e elementos naturais,
sejam vitaminas, minerais, e/ou aminoácidos.
Estes elementos, além de proporcionarem um reequilíbrio bioquímico, combatem os radicais livres.
Mas por que o organismo se desequilibra?
Para entendermos como isto se dá, podemos partir de uma analogia.
O organismo é uma máquina que está permanentemente se produzindo.
Durante
este processo de produção podem surgir falhas, seja na chegada de
matéria-prima (vitaminas, minerais, etc.), seja na própria integração de
todo e qualquer sistema que compõe a máquina.
Estes sistemas devem trabalhar de forma harmoniosa, como uma engrenagem.
Estas engrenagens são os sistemas: NEUROENDÓCRINO, PSÍQUICO E IMUNE.
Qualquer falha em algum ponto ou mecanismo
desta máquina (ser humano) compromete toda a produção (vida), surgindo
os defeitos (doença).
Por exemplo: uma pessoa deprimida tem mais chances de apresentar infecções recorrentes, já
que uma falha no sistema psíquico leva consequentemente a alterações no sistema imune.
Outro fator importante na gênese de várias enfermidades, como artrite e câncer, é a formação de radicais livres.
Podemos entendê-los da seguinte forma: o organismo utiliza cerca de 98 a 99% do oxigênio que consumimos para produzir energia.
A
pequena parcela que sobra (1 a 2%) não participa do processo, formando
as espécies tóxicas reativas do oxigênio - os radicais livres.
Estes correspondem a átomos ou grupos de
átomos com um elétron não emparelhado em sua órbita mais externa, sendo,
portanto, muito reativos, pois para recuperar o equilíbrio precisam
'doar' o elétron desemparelhado.
Desta forma, combina avidamente
com as várias estruturas celulares do corpo, o que resulta em
destruição e, consequentemente, em enfermidades.
Entre estas podem ser citadas o câncer, osteoartrite, lúpus, enfisema e doenças cardio vasculares.
O Homem está sendo permanentemente
submetido a condições que levam ao excesso de radicais livres como, por
exemplo, o estresse, o fumo, a poluição, exposições prolongadas ao sol,
entre outras.
A Medicina Ortomolecular, através do uso de
vitaminas e minerais, objetiva, entre outros, neutralizar os efeitos
tóxicos destas espécies reativas, proporcionando uma melhor qualidade de
vida.
A Medicina Ortomolecular também trata das deficiências de uma série de nutrientes.
Sabe-se, por exemplo, que um fumante gasta 25 mg de vitamina C a cada cigarro que consome.
Caso esta pessoa fume um maço por dia, estará perdendo 500 mg desta vitamina diariamente.
E,
hoje em dia, sabemos os inúmeros benefícios que esta vitamina
proporciona, seja no combate a radicais livres, na síntese de hormônios,
ou mesmo estimulando o sistema imunológico.
Todavia, apesar da medicina ortomolecular ter um sentido curativo, ela também é eminentemente preventiva.
Assim, p. ex. é possível tratar uma pessoa com estresse antes que ele evolua para uma hipertensão arterial.
Da mesma forma, é possível tratar obesidade antes que ela ocasione diabetes.
O mais importante é que com a Medicina
Ortomolecular o paciente volta a ser encarado como um todo, um conjunto
que deve funcionar em harmonia.
Com esta visão global, qualquer
tratamento torna-se muito mais vantajoso, pois encontra a origem dos
problemas, a verdadeira raiz a partir da qual todo o processo patológico
se desenvolve.
Ou ,ainda, voltando à analogia, se encontrarmos
o defeito exatamente onde ele origina-se na máquina, é muito mais fácil
consertá-la antes que o problema atinja toda a produção, que nada mais é
do que a própria vida.
Fonte:http://ritmofuncional.blogspot.com.br