quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

TRIBUTO AO TEMPO

Dizem que a vida é curta, mas não é verdade...
A vida é longa...

Para quem consegue viver pequenas felicidades...

E essa tal felicidade anda por aí, disfarçada, como uma criança tranqüila brincando de esconde-esconde...

Infelizmente às vezes não percebemos isso e passamos nossa existência colecionando ‘NÃOS’:

... a viagem que não fizemos,
... o presente que não demos,
... a festa que não fomos,
... o amor que não vivemos,
... o perfume que não sentimos.

A vida é mais emocionante quando se é ator e não expectador, quando se é piloto e não passageiro,
pássaro e não paisagem, cavaleiro e não montaria.

E como ela é feita de instantes, não pode, nem deve, ser medida em anos ou meses, mas em minutos e segundos...

Esta mensagem é um tributo ao tempo...

Tanto aquele tempo que você soube aproveitar no passado quanto aquele tempo que você não vai desperdiçar no futuro.

Porque a vida é agora...

Não tenha medo do futuro, apenas lute e se esforce ao máximo para que ele seja do jeito que você sempre desejou.

A morte não é a maior perda da vida...

A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos.

Dalai Lama

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

VOCE JA LIBERTOU UM LIVRO?

Se você ainda não fez, não sabe como é emocionante...

Afinal, para quem gosta de ler, o livro se torna um amigo, um companheiro com quem você partilhou boas horas de entretenimento e emoção. 

Não sei você, mas eu estou numa fase de precisar urgentemente de novas estantes para a minha casa. São tantos livros já lidos, outros tantos relidos e muitos outros ainda por ler! Graças a Deus! Esta semana resolvi que vou fazer um BOOKCROSSING! Sim, vou libertar alguns dos meus queridos livros; partilhar com algum desconhecido a emoção que tive ao ler este ou aquele livro.


BOOKCROSSING  é isso: literalmente é libertar um livro - do anonimato da estante da sua casa para alimentar a imaginação de alguém. Você pode deixá-lo num banco de praça, num café, num jardim, num ônibus, num táxi... enfim em algum lugar público onde alguém vai encontrá-lo. A idéia é fazer do mundo uma grande biblioteca e incentivar a leitura.

Normalmente deixamos o livro com um bilhetinho, dizendo que ele não foi perdido, mas esquecido ali de propósito para que fosse encontrado e apreciado. Pede-se também, a quem o encontrar que, depois de lê-lo, também o liberte para que outro o encontre.

O que você achou da idéia? Experimente! Já libertei muitos livros e garanto que você vai gostar da sensação.
Fonte: http://infinitoparticulardalva.blogspot.com.br

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

QUAL O NOSSO LIMITE?

Do lamentável episódio em que cinco rapazes de classe média, moradores da Barra da Tijuca, roubaram e espancaram brutalmente uma empregada doméstica, vale destacar a atitude do pai de um deles, que correu imediatamente em defesa do filhinho de 19 anos. Alegou que aqueles rapagões, sarados e violentos, eram "crianças que estudam" e por isso não deviam ficar presos, uma vez que, na prisão, seriam misturados com bandidos.


Deve-se concluir que, embora sendo capazes de roubar e espancar mulheres, rapazes que moram em condomínio da Barra da Tijuca não são bandidos, já que bandido é quem mora em favela. Isso ajuda a entender o filho que ele tem.
Se não é justo atribuir essa atitude a todos os pais de classe média, é impossível não ver nela o sinal de uma visão que se generalizou e que, de certo modo, explica o grau de impunidade que caracteriza a sociedade brasileira.
Na frase daquele "paizão", está implícita a noção de que o respeito às normas sociais é coisa secundária e mesmo condenável, porque, no fundo, encobre o ranço repressivo que herdamos do passado e a vontade de vingança contra os criminosos. Isso é uma coisa que estou cansado de ouvir da boca de advogados e até de ministros da Justiça, muitos deles herdeiros da lição rebelde dos anos 60-70: "É proibido proibir", "Não acredito em ninguém que tenha mais de 30 anos".
Tudo isso era muito divertido, mas a verdade é que contribuiu para minar o princípio de que a sociedade necessita de normas, já que, sem elas, mergulharíamos no arbítrio, na violência e no caos.
Ainda não chegamos lá, nem chegaremos, porque a maioria das pessoas sabe, sem ter lido os juristas, que o respeito às normas é condição básica do convívio social. A Justiça não nasce no fundo do quintal, ela foi inventada pelo homem que necessita dela como do ar que respira. Mas isso não impede que, como no caso do Brasil, o respeito à Justiça e a aplicação das leis sejam vistos como expressão de intolerância e repressão.
Isso se percebe a cada momento e às vezes na boca daqueles que deveriam defender a aplicação rigorosa do princípio de justiça. Não consigo me esquecer das declarações do então ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos defendendo o abrandamento da punição dos crimes hediondos, sob a alegação de que seu agravamento não fizera diminuir esse tipo de crime.
Ao ler tais declarações de um jurista, pensei comigo: se esse argumento é válido, então deveríamos revogar o Código Penal, já que sua vigência não impede que se pratiquem crimes no país.
Como se sabe, o condenado por crime hediondo, que até então não usufruía do direito de cumprir apenas um sexto da pena, agora usufrui, graças a uma decisão do Supremo Tribunal Federal. Ou seja, bandidos queimam vivas dezenove pessoas dentro de um ônibus, são condenados a 400 anos mas, como a pena máxima no Brasil é de 30 anos, poderão estar soltos depois de cumprir apenas cinco anos, isto é, um sexto da pena. Noutras palavras: em muitos casos, a pena máxima, no Brasil, é de cinco anos.
Parece brincadeira. E isso tudo é decidido apoiado em argumentos de difícil compreensão para nós, leigos, que não gozamos da sapiência jurídica. O fraseado estrambótico escapa à nossa compreensão, enquanto sua conclusão nos deixa indignados. Dá a impressão de que o aparelho jurídico que montamos e que nos custa tão caro existe para dificultar a aplicação da Justiça e beneficiar os criminosos.
Certamente não é assim, já que a maioria dos juízes defende a vigência da Justiça. Não obstante, na prática, prevalece a impunidade.
A garantia da impunidade conta com todo um aparato, que vai desde a falta de escrúpulos do advogado de defesa -cuja função parece ser impedir que se faça justiça- até as minudências jurídicas que, na hora H, anulam o processo.
- Mas por quê, meritíssimo?
- Ele pôs vírgula entre o sujeito e o verbo! Dura lex sed lex.
Isso sem falar naquele juiz que adulterou o parecer do colega para permitir que se libertasse um dos maiores traficantes internacionais. Condenado a 20 anos por tráfico de drogas e respondendo a processos por evasão de divisas, contrabando, falsificação e apropriação indébita, foi solto por ter, segundo o referido juiz, bons antecedentes.
Bons? Pois eu diria ótimos antecedentes, levando-se em conta a noção de ética que vai tomando conta do país.
FERREIRA GULLAR 


Fonte: http://cultcarioca.blogspot.com.br

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A SEMENTE DE CHIA

Nome botânico: Salvia hispanica
A Semente de Chia é um alimento de origem Maia, antioxidante, 
rico em Omega 3, cálcio, potássio, ferro e fibras.


 O significado de Chia é "Força", pela energia que proporciona.

Características:
- Cerca de 19 a 23% do seu peso é proteína completa,

contém todos os aminoácidos essenciais em equilibrio perfeito;
- 60% do seu óleo é Ómega 3 e 40% Ómega 6.
Sendo o alimento com mais ômega 3 encontrado na natureza.
- Contém mais cálcio do que o leite; mais ferro do que os espinafres; mais magnésio do que os brócolis; mais potássio que a banana; mais antioxidantes que a uvas-do-monte (mirtilo).
- 100% naturaL
- Não contém glúten
 
 Benefícios:
- As sementes de Chia são o sonho de quem faz dieta, pois
eliminam a fome evitando assim o desejo de ingerir mais
alimentos e, além disso, limpam o corpo das toxinas no intestino.
- Equilibram o açúcar no sangue, garantindo energia ao longo
do dia e diminuindo o risco de diabetes tipo 2.
- Ajudam a regular o trânsito intestinal, previne a inflamação de divertículos (diverticulite), pois a sua fibra solúvel hidrata
o cólon e facilita o movimento peristáltico.
- Elimina os desejos constantes de petiscar comida;
- Ajuda a diminuir os níveis de colesterol e triglicerídios;
- São também muito benéficas para desportistas, pois por serem hidrofílicas, e absorverem até 10 vezes o seu peso em água, mantêm  o corpo hidratado.
 
Indicações: 
- Perda de peso e manutenção;
- Problemas da tiróide;
- Hipoglicémia e diabetes;
- Síndrome do cólon irritável;
- Doença celíaca (intolerância permanente ao glúten);
- Refluxo gastro esofágico;
- Hipercolesterolemia (nível alto de colesterol no sangue);
- Indispensável para os vegetarianos por conter muita proteína.

Sugestão de uso:
 
- Chia Fresca : 1 colherada das sementes em 250ml de
água (o líquido ficará levemente gelatinoso).
Adicione lima ou suco  de limão e açúcar, e desfrute.
- No caso de refluxo gastro esofágico: colocar 1 colher de
chá de sementes de chia num pouco de água, mexer e beber de
imediato.
Aguardar uns minutos e depois beber 1 copo cheio de  água. Ajudam a absorver o excesso de ácido.

O poderoso grão possui...
· 2 vezes mais potássio do que a banana
· 3 vezes mais ferro do que o espinafre
· 6 vezes mais cálcio do que o leite integral
· 8 vezes mais ômega 3 do que o salmão
· 12 vezes o próprio peso: é o que ela absorve de água
· 15 vezes mais magnésio do que o brócolis
 
 Fonte:http://saintgermanchamavioleta.blogspot.com.br


domingo, 20 de janeiro de 2013

A LINGUAGEM DO SILÊNCIO

Quando você começa a se sentir mais próximo de alguém surge uma intimidade, então até mesmo uma simples palavra que pronuncie é importante.
Então você não pode brincar com as palavras com tanta facilidade, porque agora tudo tem significado.
Portanto, haverá lacunas de silêncio.
A princípio você se sentirá estranho, porque não está acostumado ao silêncio.
Você acha que deve dizer algo; do contrário, o que o outro irá pensar?
Sempre que você se aproxima de alguém, sempre que há algum tipo de amor, o silêncio vem e não há nada a dizer.
Na verdade, não há nada a dizer — não há nada.
Com um estranho, há muito a dizer; com os amigos, nada a dizer.
E o silêncio se torna pesado porque você não está acostumado com ele.
Você não sabe o que é a música do silêncio.
Você só conhece uma maneira de se comunicar, e essa é verbal, por intermédio da mente.
Você não sabe como se comunicar por intermédio do coração, coração a coração, em silêncio.
Você não sabe como se comunicar apenas estando ali presente, por intermédio da sua presença.
Você está evoluindo, e os padrões antigos de comunicação estão ficando insuficientes.
Você terá de desenvolver novos padrões de comunicação não-verbal.
Quanto mais alguém amadurece, mais necessária é a comunicação não-verbal.
A linguagem é necessária porque não sabemos como nos comunicar.
Quando sabemos como fazê-lo, pouco a pouco, a linguagem não é necessária.
A linguagem é apenas um meio muito primário.
O meio verdadeiro é o silêncio. (...)
Quanto mais você medita, mais você ama e mais se relaciona.
E, por fim, chega o momento em que apenas o silêncio convém.
Assim, da próxima vez em que estiver com alguém e não estiver se comunicando com palavras, e sentir-se pouco à vontade, fique feliz.
Mantenha o silêncio e deixe que o silêncio estabeleça a comunicação.
A linguagem é necessária para aproximar pessoas com quem você não tem um relacionamento amoroso.
A não-linguagem é necessária para pessoas com quem você tem um relacionamento amoroso.
É preciso tornar-se inocente outra vez como uma criança, e calado.
Os gestos sairão — às vezes vocês sorriem e dão-se as mãos, ou às vezes vocês apenas ficam em silêncio, olhando um nos olhos do outro, sem fazer nada, só estando ali, presentes.
As presenças se encontram e se fundem, e algo acontece que só vocês sabem.
Só vocês, com quem está acontecendo — ninguém mais vai saber, tal a profundidade em que acontece.
Aproveite esse silêncio; sinta-o, prove-o e saboreie-o.
Logo você vai ver que ele tem a sua própria comunicação; que ela é maior, mais elevada, mais secreta e mais profunda.
E que a comunicação é sagrada; há uma pureza em torno dela."

Osho


Fonte: http://saintgermanchamavioleta.blogspot.com.br

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

FILHOS SÃO DO MUNDO

Devemos criar os filhos para o mundo. Torná-los autônomos, libertos, até de nossas ordens. A partir de certa idade, só valem conselhos.

Especialistas ensinaram-nos a acreditar que só esta postura torna adulto aquele bebê que um dia levamos na barriga.

E a maioria de nós pais acredita e tenta fazer isso. O que não nos impede de sofrer quando fazem escolhas diferentes daquelas que gostaríamos ou quando eles próprios sofrem pelas escolhas que recomendamos.

Então, filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo!

Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado.

Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo!
Então, de quem são nossos filhos? Eu acredito que são de Deus, mas com respeito aos ateus digamos que são deles próprios, donos de suas vidas, porém, um tempo precisaram ser dependentes dos pais para crescerem, biológica, sociológica, psicológica e emocionalmente.

E o meu sentimento, a minha dedicação, o meu investimento? Não deveriam retornar em sorrisos, orgulho, netos e amparo na velhice?
Pensar assim é entender os filhos como nossos e eles, não se esqueçam, são do mundo!

Volto para casa ao fim do plantão,início de férias, mais tempo para os filhos, olho meus pequenos pimpolhos e penso como seria bom se não fossem apenas empréstimo! Mas é. Eles são do mundo. O problema é que meu coração já é deles. Santo anjo do Senhor...

É a mais concreta realidade. Só resta a nós, mães e pais, rezar e aproveitar todos os momentos possíveis ao lado das nossas crias, que mesmo sendo emprestadas são a maior parte de nós !!!
A vida é breve, mas cabe nela muito mais do que somos capazes de viver.


José Saramago
Fonte: http://padmashanti.blogspot.com.br

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

NOSSAS MANIAS

Todos temos manias; umas incomodam os outros; outras não incomodam ninguém; umas chocam por já terem se tornado patológicas, outras são pequenas bobagens, inofensivas e até infantis. Somos cheios de manias e tiques e não admitimos que sejam elas muito debatidas. É que mania, na verdade, pode ser apenas um hábito, uma excentricidade, uma obsessão, ou um distúrbio. Não vou falar aqui de doença, pois não é o meu ramo.

Falo de manias mais leves. Manias que não incomodam ninguém, inofensivas, exóticas e bobas. E o bom é aceitar que cada louco viva com suas manias – até o ponto de não incomodarem.

Ontem éramos em cinco, sentadas numa confeitaria. Lá pelas tantas começou um destrambelhamento no grupo, umas queriam saber das manias das outras, tudo muito curioso e engraçado. Mas apenas diversão, aquela coisa de saber da vida dos outros e que todos gostam. Alguns dizem que não gostam; tá bom... Vá lá, me engane!!

Eu, por exemplo, tenho uma mania, e creio, não afeta ninguém, e ainda não me causou nenhum transtorno. Não durmo sem relógio de pulso! E com mostrador luminoso, pois preciso ver as horas de madrugada.

Ver as horas de madrugada, por quê?! Porque meu cérebro viciou nesta esquisitice. Só isso! E serve pra mostrar que com cérebro não se brinca; cérebro a gente respeita. Nosso cérebro está no comando durante as 24 horas. Certos dias ele me dá uma trégua: acordo apenas uma vez. Outras, acordo duas ou três. Qualquer dia resolvo dormir sem relógio e acabo com a festa. Mas ainda não estou preparada para dormir sem relógio e sem ver as horas.

Quando contei este fato a elas, ficaram me olhando... Não entenderam a tal esquisitice. As pessoas não entendem esse processo do qual não temos gerência – ou temos pouca. Vício a gente respeita, não dá pra dar moleza. E meu cérebro viciou em acordar várias vezes e dormir em seguida. Mas uma delas, não satisfeita, perguntou:

- Mas o que leva você a acordar sempre na mesma hora?
- Meu cérebro...
- Mas por que ver as horas de madrugada, guria?
- Por que gosto, me certifico que tenho mais tempo para dormir...
- Nossa... você é louca!
- Louca, mas feliz! E você... não tem suas manias?
- É...Tenho umazinha: não saio sem  brinco, volto de onde estiver ou tenho de comprar um na primeira loja.
- E por quê?
- Me sinto nua sem brinco.
- Nua? Ué... Será que sua mania não é pior do que a minha?

Tá... ficou lá quietinha.

Tenho outra amiga que cada frase que termina pergunta se eu entendi? Putz, que mania infernal. Sei que isso não tem a mínima importância, mas já entrou na área de saúde pública pelo fato que tenho de dizer 50 vezes que entendi. E estressa, cansa em ter de repetir exaustivamente que entendi.
Outra mania que está na esfera da saúde pública, é no final de cada  frase você ouvir sempre o tal HÃ?   Confesso, nas minhas constatações, que é um dos tantos hábitos que me enlouquece. Desisti de falar com uma vizinha por telefone. Se for pra enlouquecer, prefiro ao vivo e a cores.
Mas enquanto der, vou levando, já que a palavra superação está na moda.

Existem pessoas que começam a ler o jornal de trás para frente, vocês já viram, não? Eu sou uma delas. Por quê? Não sei, nunca parei pra pensar. Mas no final, fica tudo esclarecido: fico sabendo do mesmo jeito quem roubou mais, quem fez alianças esdrúxulas, quem se vendeu ou foi vendido; do coitado que morreu antes da hora; como está a saúde do país, se a Dilma tá bonitinha e poderosa na revista Forbes etc e tal. A ordem da leitura não altera o resultado.

Enquanto minhas manias ficarem num patamar sustentável não me preocupo: se evoluírem é que ficarei preocupada. Na verdade pouca coisa tem peso: pequenos desatinos ou seja lá o que for podem virar brincadeira. É melhor brincarmos com nossas pequenas falhas e nossas bobagens. Pode haver em certas atitudes algo até infantil, mas convenhamos... como é bom quando o espírito não envelhece.

Por certo teremos momentos - mais à frente - onde vamos nos deparar com coisas bem mais sérias. E tanto fará ver as horas de madrugada ou ler o jornal de trás pra frente. A notícia será a mesma e o relógio vai parar de funcionar na hora certa. Mas que leve muito tempo! Enquanto isso vou curtindo minhas madrugadas olhando meus ponteiros darem voltas e voltas...


- Tais Luso de Carvalho
 Fonte:http://taisluso.blogspot.com.br

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

AMAR, A GRANDE VOCAÇÃO HUMANA

Uma das vocações humanas, acentuada hoje pela evolução pela qual já passamos como espécie, parece ser sentir a vida e o mundo e não só sobreviver, como já foi no passado.

Os sentimentos diversos que somos capazes de sentir e de desenvolver é o que nos proporciona o combustível que a razão precisa para se interessar por algo e, consequentemente, estudá-la, e assim evoluir.

Até agora, e isso pode mudar a qualquer momento, parece que somos a espécie onde a sofisticação do sentir determinou(a) os rumos de sua história, sua evolução e a qualidade de vida do indivíduo.

Freud enunciou e parece bem lógico que, mesmo o mais frio dos indivíduos, tem como objetivo maior amar e ser amado, desde que não seja portador de nenhum distúrbio psíquico.

O amor é o extinto mais bonito e, ao mesmo tempo, a maior loucura humana.

É dele que nasce toda a magia da grande aventura que se chama vida.

Sentimento de todas as cores, sem raça, de todos os credos, sem razão. Que desafia qualquer lógica, qualquer fórmula, qualquer coisa.

Existem infinitas nuances do amor, mas todas são amor. Várias formas para o mesmo conteúdo. Querer profundamente o bem do outro e agir para isso.

Temos os amores que formam a nossa base, o amor da família. Temos o amor que nos faz maiores e mais fortes, que são os amigos. E temos o amor que nos faz transcender e até gerar outra vida.

O amor da pessoa amada é mágico. Transforma, transtorna, transborda. Transcende.

Olhares, cheiros, cabelos, rostos, corpos; meu, seu, nossos. Qual é o meu ou o seu? O que te dei ou o que você me entregou?

Louco, ridículo, alucinado. Louco, acredita em tudo. Louco, não acredita em nada. Ridículo, capaz das mais lindas atitudes. Alucinado, capaz do mais doce gesto.

Magicamente forte, capaz de brotar do nada, surpreendente, capaz de renascer das cinzas. Gozo da vida. A mais consciente das loucuras, a loucura dos mais conscientes.

O que nos faz acordar todas as manhãs é a possibilidade da continuação do amor antigo, da confirmação do amor presente ou do nascer de um novo amor.
Porque a maior vocação humana é amar. Amar a tudo, porque amar é tudo.

Ilógico, como tem que ser. Improvável, necessário, confuso, muito confuso, profundo, gostoso. Humano.

E a vida segue. Buscando, tentando, querendo, desejando, amando, encontrando, perdendo e de novo buscando, tentando, encontrando, querendo…

Ser humano significa fazer parte de uma espécie que só se realiza quando ama. 


Edmir Silveira 

Fonte: http://cultcarioca.blogspot.com.br

 


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

NÃO VER,NÃO OUVIR, E CALAR SEMPRE

Você quer ser querida pelos amigos, viver sem problemas, ser daquelas pessoas que são sempre lembradas com alegria e prazer? Em outras palavras: você quer ser feliz? Simples: esqueça essas manias de ver, ouvir e, sobretudo, falar, e sua vida passará a ser um mar de rosas.

Não ouça; isso mesmo, não ouça, salvo, talvez, um pouco de música, quando estiver no carro. Quando perceber que estão contando uma história escabrosa da área política, vá para a janela e olhe para fora com enorme atenção.

E se o assunto envolver a vida particular de quem quer que seja -e quanto mais próxima a pessoa, pior-, seja drástico e finja um mal-estar súbito. Se tiver que se explicar, diga, no máximo, que é vagotônico como era o poeta Vinicius, doença que, aliás, já esteve muito na moda e que ninguém nunca soube muito bem do que se tratava.

Agora, o principal: se uma amiga -principalmente se for a que você mais adora- quiser contar seus problemas pessoais, arranje uma desculpa, seja ela qual for, para não ouvir: simule uma crise nervosa, diga coisas desconexas, dê uns gritos, e se for preciso, desmaie, mesmo que esteja no meio da rua.

Vale absolutamente tudo para não assumir o papel de confidente, pois vai acabar sobrando para você -ou estou dizendo alguma novidade?

Bem, já falamos do primeiro ponto: não ouvir. Agora vamos ao segundo: não ver.

Quando for a uma festa, use óculos, daqueles que os bandidos obrigam os sequestrados a usar -com vidro negro e opaco- para não enxergar; faça essa riquíssima experiência que é não ver absolutamente nada, a saber: quem deu um amasso em quem, de quem é a perna enroscada debaixo da mesa que você flagrou quando foi pegar o isqueiro que caiu no chão, ou as baixarias que costumam acontecer quando as pessoas se descontraem, digamos assim. E se não conseguir os tais óculos negros, não tem importância: é só passar a noite inteira de olhos fechados -ou não sair de casa, claro.

Agora, o terceiro ponto, muito, mas muito mais importante do que não ver e não ouvir: não falar.
Nunca diga nada sobre nenhum assunto, e não dê, jamais, uma só opinião sobre nada. Se alguém diz que a couve-flor está mais cara, ouça com o ar mais sério do mundo; se ouvir o contrário, também -e continue mudo. Não diga nada, não faça nenhuma ponderação, não emita um único som.
Renuncie a bancar o inteligente e fique até o sol raiar, se for preciso, de boca fechada, que é a posição correta na vida, como você já deve ter aprendido -ou devia.

Se alguém mencionar a crise política e tiver uma vontade súbita de dizer alguma coisa, morda a língua e não faça juízo a respeito de nada: nem sobre a queda -ou a alta- do dólar, nem, sobretudo, sobre a CPI. Opinião, nem pensar.

O maior perigo é quando sua maior amiga está passando por uma crise e pede um conselho.
As pessoas só querem que se diga o que elas querem ouvir, e há até quem ache que amigo só existe para dar razão quando não se tem razão -você não sabia?

E não tenha ilusões: diga você o que disser, contra ou a favor, no final a culpa será sempre sua. Aprenda, mesmo que já um pouco tarde, que a sabedoria da vida é não ver, não ouvir e calar.
O que significa, na prática, não viver -o que é meio triste, convenhamos


 FONTE:http://cultcarioca.blogspot.com.br