Há
muito tempo atrás, havia um mestre chamado Gettan. Dele veio essa
história bem Zen. Apesar de relatar um contexto ininteligível para a
atual cultura, compartilho mesmo assim. Se puder ouvir com seu coração,
irá compreender claramente o que ele quis dizer.
Ele
diz: "Existem três tipos de discípulos: aqueles que promovem o Zen,
aqueles que mantêm os templos, e os que são sacos de arroz e cabides de
roupa". O terceiro é o mais comum. É aquele que só enche a barriga de
comida – por isso o saco de arroz – e se move como um mostruário.
Incrível que ele tenha sacado isso há mil e tantos anos atrás, quando
nem tinha Fashion Week, não é mesmo?
O
que acontece é que ele se deu conta que ali haviam os discípulos que só
comiam e carregavam uma roupa sobre o corpo, aqueles que ajudavam a
manter o ambiente e aqueles que promoviam o Zen.
Obviamente,
em certo momento você para de ser qualquer um desses tipos, e nenhum
deles importa, mas – até que isso aconteça – veja onde você se encontra.
Como existe na mente um estado ilusório de ser, o tempo todo você está
migrando de um tipo para o outro. Volta e meia você cai nas armadilhas
da mente, e volta. Cai. E volta.
É
por isso que a simplicidade proposta em Satsang deve ser acessada e
mantida corajosamente no seu coração – ou o mais próximo a ele que você
puder. E é também por isso que aos mestres é dada uma dose infinita de
compaixão. Ele está a sua espera. E de novo, e de novo, compartilhando o
mesmo.
Portanto,
você pode até pensar que sou mais um terapeuta que vai melhorar a sua
vida, mas eu não estou interessado nisso. Todo o meu interesse está em
despertá-lo para quem você é. Isso! E – já que você está aqui – o
convido a absorver este como o seu maior interesse também.
Não
há absolutamente nenhuma outra coisa que importe mais do que acordar
para quem você é. E eu sei que este é um diálogo difícil de ser
empreendido, porque é terminal, porque a mente pensa que entendeu tudo.
Mas, quer saber? Pouco importa o que a mente entende. Trazendo Gettan
para o nosso contexto, note se você está simplesmente vestindo um novo
uniforme, aderindo à moda das "batinhas" indianas e usando um bindi no "terceiro olho" ou se você dá suporte à proposta de entrar verticalmente na descoberta de quem você é.
Fonte:http://satyaprem.blogspot.com.br