Há um propósito em tudo, em ficar parado e em avançar e há tanto poder em uma pausa como há em uma escolha.
Na verdade, às vezes a pausa é um espaço muito poderoso para estar, pois
nos permitimos o luxo de usar o nosso tempo para aceitarmos ou
recusarmos uma oportunidade, contanto que não fiquemos muito tempo.
Uma pausa breve, intencional, consciente e deliberada é uma poderosa
declaração de nossa disposição e desejo de fazer a escolha melhor e mais
elevada. Mas quando muito prolongada, ficamos presos na pausa e então
ficamos no meio, sem saber para onde ir, então não vamos a lugar algum.
Escolhas são pontos de transformação muito importantes, porque cada
escolha cria outra etapa na jornada de nossa vida e cada decisão de
aceitar ou recusar, cria um novo caminho para nós.
Mas nem sempre podemos manter um forte movimento à frente, porque há
momentos em que precisamos avaliar os resultados de nossas escolhas,
fazer um inventário do que criamos e decidirmos o que funciona e o que
não funciona. E a única maneira de fazer isto é deixar de se mover,
ficando no meio e dando uma olhada ao redor.
Agora, estar no meio não é onde precisamos nos criticar e nos julgar,
observarmos todas as escolhas erradas ou sentirmos que estamos em um
beco sem saída.
É uma oportunidade de nos darmos uma pausa, dar-nos o tempo para
recuperarmos o atraso e tomarmos um fôlego, vermos o panorama de nossas
vidas a partir da perspectiva da realização e da celebração.
Passamos muito tempo fazendo e pensando e sem o equilíbrio de sermos,
pode parecer que estamos sempre com pressa para o próximo destino.
Não há destino, a não ser aquele em que estamos e nenhum momento mais importante do que o atual.
O meio é uma escolha poderosa, contanto que isto não permaneça a nossa
escolha por muito tempo. Há uma linha tênue entre ser um observador a
partir deste ponto intermediário e ficar lá preso, porque não podemos
decidir o que precisamos fazer em seguida.
Quando reservamos um momento para fazermos uma pausa, permitimos que o
que está acontecendo no Espírito passe para nós, a um nível do ego, para
integrarmos novos pensamentos, pensarmos e em seguida, nos permitirmos a
usar isto como um novo ponto de partida para a jornada de nossa vida.
Devemos nos dar um momento para uma pausa, deliberada e
intencionalmente, assim podemos considerar que os nossos próximos passos
são uma dádiva de confiança e de fé.
Permitimos então que o silêncio se torne o solo fértil que produz
pensamentos poderosos e imperiosos que permitirão que o próximo caminho
que escolhermos para a nossa realidade expresse os aspectos mais
elevados de nosso potencial.
Fonte: http://www.urielheals.com/ Tradução de Regina Drumond
reginamadrumond@yahoo.com.br