terça-feira, 27 de novembro de 2012

NÓS SOMOS IRMÃOS POR NATUREZA

Procure sempre fazer o que é certo, isto atrairá para junto de você as pessoas corretas.

E isto também fará tremer de medo aqueles que estão com as mentes sujas e afastará de você todos aqueles que usam a mentira ou a hipocrisia, pois são pessoas falsas que temem aqueles que são corretos.

Não são poucas as pessoas que pensam que têm amigos de fé e que são na verdade interesseiros e somente procuram tirar vantagens.

Se algo parecido está acontecendo com você, não se desespere: você é uma pessoa privilegiada, pois descobriu isto a tempo para se afastar.

Amigos leais existem e você conseguirá encontrá-los mesmo sem procurar e saberá que assim será mais fácil ter uma vida mais justa, menos abalada.

Você estará trocando os rumores de uma guerra por um estágio de paz.

Eu não estou procurando fazer com você um jogo inspirado em filosofia, e sim, estou querendo trazer você para a realidade da vida.

E a sua vida somente se abrirá para você através de conceitos nobres e de atitudes louváveis e do Amor que você possa dedicar a todos que participam de sua vida.

Não dá para vencer na vida não estando do lado certo.

Para viver uma vida estável, boa e certa você precisa ser um lavrador de mãos limpas e alma pura e boa, prestando sempre atenção no que você planta para não ter decepções na hora da colheita.

A terra reproduz tudo o que nela é semeado: desde frutas saborosas até arbustos espinhosos.

O mesmo acontece com os seres humanos: eles podem semear na vida de outros seres humanos acontecimentos trágicos, desapiedados e monstruosos, causando danos irreparáveis.

Assim como eles também podem estar plantando sentimentos ternos e alegres que aquecerão, que projetarão ocorrências agradáveis que jamais serão esquecidas, dependendo apenas de seu caráter e de seu querer de não prejudicar, mas de fazer o bem.

Mas há os que, por mero prazer ou ignorância, praticam o mal.

É reconfortante para nós quando percebemos que somos fortes o suficiente para praticar o que está de acordo com a moral existente.

E somente nós podemos fazer com que isso aconteça: somente nós temos a lucidez para quebrar o silêncio e não ter que viver com ele: o silêncio da insatisfação enterrada dentro de nosso coração.

Nós fomos criados para sermos criaturas do bem.

Nós fomos criados para recebermos o bem de nossos semelhantes.

Nós somos filhos de um mesmo Pai!

Nós somos irmãos por natureza!

Vamos pensar sobre isto enquanto temos o poder de raciocinar, enquanto Deus nos dá o poder da decisão, e vamos decidir, pela nossa própria felicidade, que o bem possa florir a nossa vida com amor e dedicação.

Esta não é uma mensagem espiritual. É a minha opinião

  Ben Kalil
Fonte: http://blogsintese.blogspot.com.br

domingo, 25 de novembro de 2012

AS SEM-RAZÕES DO AMOR

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
E nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
E com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
É semeado no vento,
Na cachoeira no eclipse.

Amor foge a dicionários
E a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
Bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
Nem se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
Feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
E da morte vencedor,
Por mais que o matem (e matam)
A cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

AS PALAVRAS

Palavras não são apenas palavras. Elas têm disposições de ânimo, climas próprios. Quando uma palavra se aloja dentro de você, ela traz um clima diferente à sua mente, uma abordagem diferente, uma visão diferente. Chame a mesma coisa de um nome diferente e perceberá: algo fica imediatamente diferente.
Existem as palavras dos sentimentos e as palavras intelectuais. Abandone cada vez mais as palavras intelectuais, use cada vez mais palavras dos sentimentos.
Existem palavras políticas e palavras religiosas. Abandone as palavras políticas.
Existem palavras que imediatamente criam conflito. No momento em que você pronuncia, surgem discussões. Assim, nunca use uma linguagem lógica e argumentativa.
Use a linguagem do afeto, do carinho, do amor, para que não surja discussão alguma. Se você começar a ficar consciente disso, perceberá uma imensa mudança surgindo. Se você estiver um pouco alerta na vida, muitas infelicidades poderão ser evitadas. Uma única palavra pronunciada na inconsciência pode criar uma longa corrente de aflição. Uma leve diferença, apenas uma virada muito pequena, e isso cria mudança.
Você deveria ser muito cuidadoso e usar as palavras quando absolutamente necessário. Evite palavras contaminadas. Use palavras arejadas, não controversas, que não são argumentos, mas apenas expressões de suas impressões.
Se você puder se tornar um especialista em palavras, toda a sua vida será totalmente diferente. Se uma palavra trouxer infelicidade, raiva, conflito ou discussão, abandone-a. Qual é o sentido de carregá-la? Substitua-a por algo melhor.  O melhor é o silêncio, depois é o canto, a poesia, o amor.
Por: Osho  

Fonte: http://nadarealpodeserameacado.blogspot.com.br

terça-feira, 20 de novembro de 2012

VIGIAR OS PENSAMENTOS

Na verdade, tudo começa no exato momento em que você se deixa levar pelo pensamento.

E o pensamento gera uma energia, que pode virar um gosto, que vira desejo, e se expande até colocar em nós, a chama da realização.

Isso, tanto para o bem, como para o mal.

Quantas vezes você não se perguntou como é que alguém arma uma trama de vingança, e vai até o fim, dando cabo a uma vida, uma família, uma vila, uma cidade inteira?

Tudo começo nesse pensamento, que vai se transformando a gosto do freguês. Arrumamos desculpas para tudo...

Dias atrás vi uma bailarina de banda de forró ser assassinada a mando de uma outra porque ela se sentiu "no direito" de achar que ela roubou a vaga dela na banda.

Montamos em nossa mente cenas que muitas vezes não existem.

Veja o caso das pessoas ciumentas ao extremo.

99,9% do que elas julgam ser realidade, na verdade são pensamentos distorcidos que fazem dos fatos que julgam ser sempre contrário ao que desejam. São pessoas possessivas que não aceitam essa "qualidade", e julgam-se normais, ao confundirem "posse" com "amor".

Vigie os seus pensamentos!

Não deixe que eles tomem forma se não forem para uma boa causa, para o seu crescimento, para ajudar pessoas realmente necessitadas.

Cuide dessas ideias que parecem tão normais e que acabam te levando em uma viagem onde motorista na verdade é você!

Por isso, meditar, silenciar um pouco algumas vezes durante o dia deveria ser matéria escolar obrigatória no ensino médio em diante, e levada pela vida afora, criando pessoas mais centradas, menos rancorosas, mais gentis e amorosas.

Vigie os seus pensamentos.

E se uma força maior ainda te deixar naquele processo de ficar remoendo um assunto chato, entre em oração. A oração é um poderoso elemento de ligação do seu "eu" com a "Força Superior" que pode ter o nome que você quiser, e revela em você a alegria de ser livre para escolher caminhos, roteiros, amigos, amores e até os seus pensamentos.

Seja feliz!

 

Paulo Roberto Gaefke

 

Fonte: http://raquel-palavras.blogspot.com.br

 

domingo, 18 de novembro de 2012

QUEM NAMORA AGRADA A DEUS

Namorar é a forma bonita de viver um amor. Não namora quem cobra nem quem desconfia. Namora, quem lê nos olhos e sente no coração as vontades saborosas do outro.

Namora, quem se embeleza em estado de amor. Namora, quem suspira, quem não sabe esperar mas espera, quem se sacode de taquicardia e timidez diante da paixão. Namora, quem ri por bobagem, quem sente frios e calores nas horas menos recomendáveis.

Não namora quem ofende, quem transforma a relação num inferno, ainda que por amor. Amor às vezes entorta, sabia? E quando acontece, o feito pra bom faz-se ruim. Não namora quem só fala em si e deseja o parceiro apenas para a glória do próprio eu.

Não namora quem busca a compreensão para a sua parte ruim. O invejoso não namora. Tampouco o violento! Namorados que se prezam têm a sua música. E não temem se derreter quando ela toca. Ou, se o namoro acabou, nunca mais dela se esquecem.

Namorados que se prezam gostam de beijo, suspiro, morderem o mesmo pastel, dividir a empada, beber no mesmo copo. Apreciam ternurinhas que matam de vergonha fora do namoro ou lhes parecem ridículas nos outros.

Por falar em beijo, só namora quem beija de mil maneiras e sabe cada pedaço e gostinho da boca amada. Beijo de roçar, beijo fundo, inteirão, os molhados, os de língua, beijo na testa, no seio, na penugem, beijo livre como o pensamento, beijo na hora certa e no lugar desejado. Sem medo nem preconceito. Beijo na face, na nuca e aquele especial atrás da orelha, no lugar que só ele ou ela conhece.

Namora, quem começa a ver muito mais no mesmo que sempre viu e jamais reparou. Flores, árvores, a santidade, o perdão, Deus, tudo fica mais fácil para quem de verdade sabe o que é namorar. Por isso só namora quem se descobre dono de um lindo amor.

Só namora quem não precisa explicar, quem já começa a falar pelo fim, quem consegue manifestar com clareza e facilidade tudo o que fora do namoro é complicado.

Namora, quem diz: "Precisamos muito conversar"; e quem é capaz de perder tempo, muito tempo, com a mais útil das inutilidades e pensar no ser amado, degustar cada momento vivido e recordar palavras, fotos e carícias com uma vontade doida de estourar o tempo e embebedar-se de flores astrais.

Namora, quem fala da infância e da fazenda das férias, quem aguarda com aflição o telefone tocar e dá um salto para atendê-lo antes mesmo do primeiro "trim". Namora, quem namora, quem à toa chora, quem rememora, quem comemora datas que o outro esqueceu. Namora, quem é bom, quem gosta da vida, de nuvem, de rio gelado e parque de diversões.

Namora, quem sonha, quem teima, quem vive morrendo de amor e quem morre vivendo de amar. 

Artur da Távola


Fonte:http://cultcarioca.blogspot.com.br

sábado, 17 de novembro de 2012

O MEDO DA MUDANÇA

Ele está nos rondando o tempo todo.
 Nos fazendo engolir sapos.

E, sem nos darmos conta de sua presença, lá está ele tentando encaixar as nossas atitudes, e pior, a dos outros também, em modelos que nem sabemos direito se servem aos nossos anseios verdadeiros. Tudo para termos a sensação de segurança. Quanto mais previsível, quanto menos mudanças na rotina, mas seguro o ser humano se imagina.
Pura ilusão causada pelo medo que a simples idéia de mudança provoca. Mas, mesmo sem no darmos conta, as mudanças ocorrem o tempo todo, mesmo quando parecem que não estão ocorrendo.
O medo da mudança é uma força tão forte no ser humano e vive tão escondido nas pequenas coisas, que é, na maioria das vezes, o grande responsável pelos maiores sofrimentos de nossas vidas.
Ouvi, há vários anos, de um amigo psicanalista, algo que nunca me saiu da cabeça e a qual os anos só reforçam a verdade profunda que ela traduz. Nem lembro mais sobre o que falávamos, mas o que ele disse marcou:
- A princípio, todo ser humano se sente mais seguro vivendo mesmo em situações insustentáveis, às vezes horrorosas, mas que ele já conhece e está acostumado, do que romper com a situação e partir para algo novo. Resumindo, o ser humano prefere a merda conhecida do que qualquer outra coisa que ele não conheça. Tem gente que tem tanto pavor de qualquer mudança na vida, que sofre agressões físicas quase todos os dias e mesmo assim treme de medo quando se fala em mudar, acabar com aquele sofrimento...É incompreensível, mas é verdade, fazer o que? É ou não é?
Ele falou olhando pra mim nitidamente esperando a minha concordância.
Lembro que na hora fiz um balanço de cabeça, nem que sim nem que não. Afinal, ter que concordar que prefere viver na merda pega a gente um pouco desprevenido... Deu vontade de pedir ajuda aos universitários. Mas, cada dia que se passou me trouxe mais certeza da verdade que aquelas palavras representavam.
Não raras vezes, nos deparamos com essa realidade em vários aspectos da vida. Nas relações familiares, profissionais, amorosas, fraternas e quantos mais aspectos houverem.
Admiro muito as pessoas que conseguem se desvencilhar rápido de situações incomodas da vida.
É claro que tudo tem sua particularidade e nada pode ser posto numa mesma sacola.
Mas, existe uma linha, que pode não ser nem um pouco tênue, de onde, a partir dali qualquer um tem certeza do dano que aquela situação está trazendo a um ou a quantos mais estiverem envolvidos.
Seja em que âmbito for, chega um momento em que o desgaste é tão forte e nítido que a mudança é absolutamente inevitável e urgente.
No amor isso é muito nítido. Do início da descida até se esborrachar no fim, a gente vem se ralando todo ladeira abaixo. E, não raras vezes, essa ladeira dura anos. Imagine quanta ralação, quantos machucados daqueles bem ardidos que poderiam ser evitados. É bem doloroso. Quando mais tempo dura a ladeira, com mais machucados a gente chega no final. O que esquecemos é que podemos, a qualquer momento, interromper essa descida e esses machucados.
Saber interromper antes que os machucados se aprofundem mais é o que decide os próximos relacionamentos e consequentemente nossa possibilidade de ser feliz depois. Ou seja, essa decisão é das mais sérias com as quais nos deparamos na vida: a hora de parar. A hora de dar um fim à uma situação e não olhar mais para trás.
Saber a hora de parar de sofrer é fundamental para não perder a crença em si mesmo. É necessário acreditar que podemos produzir nossa própria felicidade.
Porque, quantos mais machucados tivermos mais tempo eles demorarão a cicatrizar. E a vida não espera ninguém se recuperar. O tempo passa.
Por isso é tão importante sermos sinceros ao respondermos nossas próprias perguntas. Precisamos saber pelo menos o que pensamos sobre nossos próprios assuntos. Precisamos estipular nossos próprios limites.
A Tolerância é necessária, sem ela não se vive , não se aprende, nem se evolui. Mas, a partir de um certo limite, passa a ser submissão, conformismo e covardia.
Mudar dá medo. Principalmente quando a decisão da mudança envolve coisas básicas como mudar de casa, ficar sozinho, trocar um emprego mais ou menos mas que paga as contas, por um projeto que se der certo vai te dar a vida que você deseja (isso não está ligado a dinheiro necessariamente!). Mas, que também pode dar errado.
E daí? tudo pode dar errado, principalmente o que está dando certo.
Já que o que está dando errado, se mudar, só pode mudar para dar certo.
Já que se der errado é porque não mudou. Então, vai ter que mudar de novo. Até dar certo.
E, pode ter certeza, uma das coisas que mais ajudam a esperar até que dê certo é o bom humor.
Sem ele a vida não tem graça.
Ou seja, veja-se por que ângulo for, é preciso mudar sempre.
Até para que o que já dá certo, continue dando.

Edmir Silveira 

 

Fonte: http://cultcarioca.blogspot.com.br

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

ENTENDENDO O OUTRO

Nada melhor do que não ter nenhuma responsabilidade pessoal 
e ter a quem culpar por tudo que ocorre de ruim.

Depois que a psicanálise ficou ao alcance de todos, os filhos deitaram e rolaram nos divãs para falar mal do pai e da mãe; sempre com razão, aliás, e sem o menor resultado, aliás também.
Quem são os culpados dos sucessivos casamentos que não deram certo? Os pais, é claro. Ou porque não tiveram a coragem de se separar, mesmo vivendo mal, ou porque se separaram, o que pode ter sido visto como modelo a ser seguido.

Se a mãe foi uma mulher resignada, dominada pelo marido, que não lutou por sua independência nem procurou o seu caminho, a filha pode se tornar uma adulta igual ou virar o oposto: uma vadia que troca de homem como se troca de camisa. Se essas filhas tiveram um pai que era um marido exemplar, podem passar a vida perseguindo a imagem paterna ou, ao contrário, um grande cafajeste, para serem diferentes da mãe. Culpa de quem? Nem é preciso dizer.

Já se o pai foi um derrotado que passou a vida infeliz no mesmo emprego medíocre para dar segurança à família, os filhos podem no futuro ser ou exatamente iguais ou fazer qualquer coisa para ganhar um dinheiro fácil, e terminar até na cadeia. Em qualquer dos casos a culpa foi, é e será, sempre, dos pais.
Já virou clichê o filho que passa a vida se lamuriando porque a mãe não contava histórias na hora de dormir, e cujo pai nunca perguntava pelas notas do colégio quando chegava do trabalho, e ai daqueles que saíam para uma festa quando os filhos tinham uma febrinha. Esses passam a vida sofrendo, e sem razão, pois nada melhor do que não ter nenhuma responsabilidade pessoal e ter a quem culpar por tudo que acontece de ruim. Mas nunca nenhum deles parou para pensar como foi a vida desses pais quando crianças. Como foi a infância deles? Feliz, traumática, triste, infeliz? Terão eles recebido carinho dos seus próprios pais? Os analistas não costumam abordar o assunto.

Houve um tempo -algumas gerações atrás- em que as crianças, quando faziam uma coisa errada, apanhavam. Quando pequenas levavam palmadas; já maiores, surra de cinto. Hoje, ai dos pais que perdem a cabeça e cobram boas notas do colégio ou levantam a voz. O caminho é só um: arranjar um psicólogo que as crianças frequentarão três vezes por semana, além da reunião de família semanal, com o pai, a mãe, a atual mulher do pai e o atual marido da mãe. Reuniões desse tipo não costumam acabar bem, claro.

As crianças modernas não estão interessadas em entender as razões que levaram suas mães e seus pais a serem menos amorosos ou carinhosos; elas nunca pensaram que a mãe, com 30 anos, mesmo adorando os filhos, às vezes sufocava quando via um homem atraente, e que quando assistia a um filme romântico voltava para casa querendo mandar tudo para o espaço e ir para algum lugar no mundo onde encontrasse um homem que a olhasse como uma mulher ainda desejada. Essa mãe não conseguia nem ao menos entender o que se passava dentro dela; ficava tudo muito confuso, e naqueles tempos não havia analistas para explicar o que estava acontecendo (e se já existissem e explicassem, também não resolveria). E qual o pai que um dia, mesmo amando apaixonadamente seus filhos, não pensou que talvez ainda fosse muito jovem para tantas responsabilidades, e que teria sido melhor se tivesse se casado um pouco mais tarde?
Ninguém quer compreender as razões do outro, e ninguém está interessado em saber se seus pais tiveram, dos seus pais e mães, o que gostariam de ter tido.

Porque os pais e mães de nossos pais e mães também tiveram as suas razões, e o mundo foi, é e será assim para todo o sempre -e amém.

DANUZA LEÃO

 

Fonte: http://cultcarioca.blogspot.com.br

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

PERDER UM AMOR PODE RENDER GRANDES LIÇÕES

Cada fase da vida pode ser uma lição imperdível. Sim, as diferentes demandas da vida, do amor e dos relacionamentos podem se tornar aprendizados preciosos ou castigos horrendos. Tudo vai depender de como cada um lida com seus sentimentos e reage aos convites para crescer e amadurecer.

Um dos maiores desafios, para a maioria das pessoas, é conseguir vivenciar a fase da perda de um grande amor sem se desmontar, sem sucumbir e se afundar num mar de desespero e lamúrias, perdendo completamente a noção de si mesmo, de seus planos e seu valor.

Claro que interromper um relacionamento quando todo o seu corpo e até a sua alma ainda pulsam diante da pessoa amada é extremamente doloroso. Claro que perder alguém -seja simbólica ou literalmente falando- é uma experiência que nos deixa absolutamente sem chão, como se o enredo de toda uma história se esvaísse e nada mais fizesse sentido.

Ou seja, não estamos falando sobre não sentir, não chorar, não doer, não sofrer. Claro que não! Tudo isso é intrinsecamente humano e parte indispensável de qualquer evolução, de qualquer possibilidade de consciência, percepção e desenvolvimento saudável.

A questão, portanto, é: por que será que, mesmo sendo imprescindível estar na "escuridão" de si mesmo, temporariamente sem saber para onde ir ou o que fazer, sem saber o que é ou o que será, ainda assim tantas pessoas resistem, recusam-se a aceitar, negam-se a aproveitar esta oportunidade, como se se tratasse de uma grande injustiça, uma tragédia inominável e equivocada?

Feito crianças mimadas, tornam-se agressivas, acusam o mundo e o outro por sua insatisfação e suas frustrações. Tornam-se, sobretudo, cegas e surdas diante dos sinais que a vida sabiamente lhes envia, dia após dia. E, assim, não percebem a sua parte no desenrolar dos acontecimentos.

Não se dão conta de que existe uma parcela desta história que tem a ver com suas próprias escolhas, com seus próprios direitos. E tem uma segunda parcela que tem a ver com as escolhas do outro, com os direitos do outro. E tem ainda outra parcela que pode, sim, ser incontrolável, inexplicável e até irracional. Sobre esta, nada podemos fazer. Apenas aceitar. Está além do alcance de nossa visão, de nosso entendimento.

Por isso, se você está latejando de dor e desespero por ter pedido um amor ou porque o ritmo deste encontro não é exatamente o que você havia imaginado, dê um crédito ao tempo e confie um pouco mais no sábio dito popular de que "o que tiver de ser, será!". Algumas dicas podem ajudar:

- Acolha-se! Quando alguém que você ama muito está se contorcendo de dor, você provavelmente abraça, acaricia, cuida. Faça isso consigo mesmo neste momento e até a dor diminuir. Você precisa ficar forte para atravessar o escuro túnel do aprendizado.

- Pare de se culpar! Num momento de perda, a culpa não serve para nada. Autopercepção é a palavra, é a lição. Reconheça seus erros para não repeti-los. Peça desculpas, mas lembre-se de que o outro tem o direito de dizer "sim" ou "não" e isso nada pode ter a ver com a sua consciência de que pode fazer melhor da próxima vez.

- Permita-se viver o luto!Tem gente que, quando está triste, vai pra balada, bebe demais, foge de si mesmo acreditando que a negação é a melhor saída. Não é, definitivamente. O que não for digerido e vivenciado vai explodir de alguma forma, seja como doença, agressividade ou depressão.

- Viva um dia por vez! Pare de reivindicar o alívio antes de o processo terminar. Aprender é um processo que leva tempo. Crescer exige um passo a passo que vai acontecendo conforme as "fichas vão caindo". Seja razoável consigo mesmo e tente ficar bem "só por hoje". Se não conseguir, tudo bem. Amanhã será um novo dia e uma nova chance de estar melhor.

- Faça bons planos para um recomeço triunfante! Resgate seus prazeres deixados por fazer. Peça ajuda dos amigos. Arrisque um novo curso, um novo corte de cabelo, um novo esporte. Aposte no novo e se refaça. Esteja certo de que é para frente que se olha e que o melhor sempre está por vir...

:: Rosana Braga ::

Fonte:http://raquel-palavras.blogspot.com.br

domingo, 11 de novembro de 2012

CERTOS MOMENTOS

Outro dia - era um sábado - saí de manhã para fazer umas coisas bem pouco interessantes, tipo comprar cabides, lata de lixo, um armário para a área etc.; mais sem graça, impossível. Quando terminei, eram 2h da tarde e eu estava com fome.
Por coincidência, quando vi, bem ao lado, um restaurante que adoro, de comida baiana. Entrei, pedi uma caipirinha e um acarajé.
Eu estava tranquila, tinha conseguido liquidar minha listinha e, sedenta e faminta, iria beber e comer exatamente o que queria. O restaurante foi enchendo, e a única mesa com uma só pessoa era a minha.
Algumas pessoas me olharam meio de banda, possivelmente achando estranho uma mulher almoçando sozinha num sábado de sol. Talvez tenham pensado que eu havia levado um bolo, ou que era uma pobre coitada que não tinha amigos com quem almoçar, ou sei lá mais o quê.
Terminei meu acarajé, que aliás estava ótimo, pedi mais uma caipirinha e uma moqueca de camarão.
Comi muito, mais do que deveria, mas estava tudo tão bom, mas tão bom, que eu acho que merecia.
Quando estou comendo, só presto atenção -e muita- ao que estou fazendo; mas quando terminei, e só então, comecei a olhar as pessoas.
Em uma das mesas elas eram seis, que conversavam alto, todas falavam, e pareciam alegres; em outra, um casal de turistas, tipo lua de mel, felizes da vida, e havia uma -também de seis- em que todos riam e gargalhavam, parecendo se divertir muito.
Aí fiquei pensando (uma mania que tenho). Será que os que riem e dão gargalhadas são mais felizes do que os que apenas conversam, talvez até sobre as mais banais banalidades? E mais do que os que estão sozinhos?
Ficou combinado que quem sorri muito, ri muito, gargalha muito é mais feliz do que os sérios, mas não sei se para viver bem -e não estou falando de felicidade- é mesmo fundamental estar sempre rindo.
Pensei que, se estivesse em qualquer daquelas mesas, não estaria melhor do que estava, ali, sozinha.
Quem inventou que rir é mesmo melhor do que não rir? Eu já ri muito, muito mais do que rio agora, e isso não me faz a menor falta; aliás, tenho horror aos profissionais em dizer coisas engraçadas, que são a alegria da festa, que fazem os outros gargalhar. "Vamos jantar sim, vai ter fulano, que é ótimo, divertidíssimo"; essa frase, aliás, já é uma boa razão para eu não ir.
Continuei mais um tempo na mesa, e tão bem, que ainda pedi uma cocada branca de sobremesa, e pensei que inventam umas coisas nas quais as pessoas acreditam; talvez, naquele sábado, muitos homens e mulheres acreditaram no que ouviram dizer, e estavam infelizes por estarem em casa, porque não tinham com quem almoçar, alguém engraçado, para que eles rissem um pouco.
Vou repetir, para que não haja engano: eu não estava vivendo nenhum momento de intensa felicidade. Mas estava tão bem, mas tão bem, que naquele momento não precisava de mais nada na vida; de nada. Já passei por momentos assim algumas vezes, e lembro de todos eles, porque foram todas inesquecíveis, e aprendi a identificar, na hora, quando eles acontecem, assim, a troco de nada; será que isso tem um nome?
E, curioso: em todos eu estava absolutamente só.

Fonte:http://cultcarioca.blogspot.com.br