Dizem que o homem teme a morte, porém morre todo dia, e renasce toda manhã.
E sua própria vida é algo em constante mutação, tanto celular quanto
neuronal quanto espiritual: não somos os mesmos de 15 anos atrás, quase
nenhuma célula é a mesma.
Então talvez temamos deixar de existir, mas muitas de nossas
preferências e características deixaram de existir, sem realmente terem
se aniquilado por completo. Não brincamos mais as brincadeiras de
criança, mas temos ainda, quem sabe, uma vaga ideia de como elas eram...
Enfim, as personalidades mudam e morrem e renascem, mas as
potencialidades caminham sempre a frente, quem sabe junto a seta do
tempo: todo o inanimado se desorganizando, todo o animado se iluminando.
Mas mesmo a existência precede a essência, realmente, pois que antes
de todas as substâncias e todas as almas, havia apenas uma única
substância incriada e tão eterna quanto tudo o mais...
Há uma certa beleza em se pensar assim.
Fonte: http://textosparareflexao.blogspot.com